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MAURO APÓS ELEITO PRESIDENTE DO UNIÃO BRASIL

“Tudo não passou de um “mal entendido” e de “fofocas”

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Em uma reunião definida na sede do União Brasil (UB), ficou decido que o governador Mauro Mendes seria o novo presidente do Diretório Estadual da sigla em Mato Grosso. A definição ocorre após conflitos internos no partido que quase levaram à saída de parte dos deputados estaduais da sigla. O novo presidente estadual do União Brasil chegou a dizer que tudo não passou de um “mal entendido” e chamou de “fofocas” as informações que circularam nos bastidores nos últimos dias sobre o desentendimento.

O motivo, bem, o motivo é um só, ser o nome oficial para disputar a cadeira numero 1 da Prefeitura Municipal de Cuiabá nas próximas eleições municipais. Entre os descontentes estavam o deputado estadual Júlio José de Campos e o líder do governo na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), Dilmar Dal Bosco, que fizeram duras críticas à escolha dos dirigentes municipais do partido.

O governador Mauro Mendes foi eleito presidente juntamente com o Senador Jayme Campos de primeiro vice-presidente, o deputado federal Jonildo de José Assis, mais conhecido como Coronel Assis de segundo vice-presidente, o deputado federal Fábio Paulino Garcia de terceiro vice-presidente, e Dilmar Dal’ Bosco de secretário-geral. O secretário-adjunto da Casa Civil, Adjaime Ramos, o segundo secretário-geral. Ex-chefe do Escritório de Mato Grosso em Brasília, Aécio Rodrigues será o tesoureiro do partido, e o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho Junior, será o adjunto.

Oficialização no Diretório Estadual

Após longas horas de reunião nesta última quinta-feira, e ameaças de desfiliação, os deputados estaduais Júlio Campos, Eduardo Botelho, Dilmar Dal Bosco e Sebastião Rezende, concordaram com a escolha de Mauro Mendes para comandar a Executiva do Diretório Estadual do União Brasil (UB) em Mato Grosso, assumindo no lugar do deputado federal Fábio Garcia, por um período de um ano até que seja realizada nova eleição da Executiva do partido. Apesar da recente tentativa de apaziguamento da cúpula do União Brasil (UB), integrantes do partido demonstram que a crise interna ainda não foi superada.

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A convenção que oficializou o nome do governador Mauro Mendes como o presidente estadual da sigla, neste domingo dia 30, nenhum deputado estadual compareceu para prestigiar a posse do novo mandatário. Um dos que não esteve presente na convenção foi o Senador Jayme Veríssimo de Campos. O deputado federal Coronel Assis foi outra ausência sentida no evento. Por outro lado, o evento contou com a presença de vários prefeitos e lideranças políticas do interior.

O único parlamentar que compareceu à convenção foi Fábio Garcia, integrante do grupo político do governador Mauro Mendes. Ele deixou o comando da sigla e agora será o 3º vice-presidente da agremiação, que passa a ter 30 componentes em seu Diretório Estadual.

O presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Eduardo Botelho, e o líder do governo na Casa de Leis, Dilmar Dal Bosco, participaram virtualmente. Em uma de suas falas, o chefe do Legislativo pediu: Temos que manter o partido unido e não partido”.

Questionado, Fábio Garcia negou qualquer racha e que a ameaça feita pelos parlamentares já foi superada. Ele ainda explicou os motivos alegados pelos deputados pela ausência no evento.

As arestas foram aparadas. O deputado Botelho vai entrar pelo link conosco. Dilmar tem o aniversário da filha e também vai participar virtualmente. O Júlio que está no Pantanal pescando mandou um abraço para os prefeitos e o Sebastião (Rezende) acredito que ele deva estar no culto. Mas, garanto que está tudo tranquilo”, disse Garcia à imprensa.

O novo presidente da sigla, Mauro Mendes também negou que tenha se sentido desprestigiado. Ele negou que haja “CRISE” dentro do União Brasil (UB), e ainda classificou como “fofoca” as notícias de racha. Vale lembrar que o descontentamento dos deputados com a cúpula estadual do partido foi anunciado pelo deputado estadual Júlio Campos.

Eu acho que não tem mais qualquer tipo de rusga, eles (os deputados) mesmo disseram que não havia mais nada. Aquela rusga toda foi em cima de fofoca que alguém esparramou. Agora, infelizmente, tem gente na imprensa, na política, em casa, nas famílias que gosta de fazer fofoca e tem gente que gosta de repercutir fofoca. A fofoca foi desfeita. O partido continua unido. Nós temos um mecanismo que o partido criou a nível nacional para fazer votações por link”, explicou o governador.

Além de organizar os Diretório Municipais do União Brasil, Mauro Mendes terá como missão contornar uma segunda crise interna da sigla, já que parte dos membros defendem Eduardo Botelho como candidato à Prefeitura de Cuiabá e o grupo ligado ao governador quer lançar o deputado federal Fábio Garcia. (Com Jornal A Gazeta)

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Política

Patrimônio de deputados de Mato Grosso revela forte alta em quatro anos e amplia debate sobre transparência eleitoral

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A evolução patrimonial de políticos durante o exercício de mandatos voltou a ocupar espaço no debate público em Mato Grosso com a divulgação das declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral. Embora os vencimentos de parlamentares e integrantes do Executivo sejam superiores à renda média da população, especialistas costumam observar que a remuneração oficial, isoladamente, não explica necessariamente a formação de grandes patrimônios. Nesse contexto, aumentos expressivos de bens despertam questionamentos quando não são acompanhados de explicações claras sobre sua origem.

A declaração patrimonial é uma exigência prevista na legislação eleitoral e constitui um dos mecanismos destinados a ampliar a transparência sobre a situação financeira dos candidatos. Com o início do processo eleitoral, os concorrentes são obrigados a informar à Justiça Eleitoral os bens que possuem, permitindo que o eleitor compare a evolução patrimonial entre diferentes pleitos. A medida, contudo, também expõe variações significativas que podem alimentar discussões sobre as razões econômicas que levam determinadas pessoas a ingressar ou permanecer na vida pública.

O crescimento do patrimônio, por si só, não representa irregularidade. Bens podem ser incorporados por meio de atividades profissionais, investimentos, negócios particulares, heranças ou doações legalmente realizadas. Da mesma forma, uma eventual redução ou estabilidade patrimonial não constitui, isoladamente, prova de ausência de ganhos. A análise responsável exige a consideração de documentos, fontes de renda, movimentações financeiras e demais elementos capazes de explicar as alterações registradas oficialmente.

Segundo dados divulgados pelo DivulgaCand, da Justiça Eleitoral, 22 dos 24 deputados estaduais de Mato Grosso declararam aumento patrimonial em relação à eleição de 2022. O maior crescimento percentual entre os parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) foi registrado por Lúdio Cabral (PT), cujo patrimônio declarado passou de R$ 244,7 mil para aproximadamente R$ 1,6 milhão. A variação representa crescimento de cerca de 560% no período, segundo os valores informados à Justiça Eleitoral.

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A declaração de Lúdio Cabral inclui apartamento, depósitos bancários, aplicações financeiras e investimentos. Em valores absolutos, a diferença entre as duas declarações representa uma ampliação superior a R$ 1,3 milhão. O dado coloca o deputado na liderança do ranking de crescimento percentual entre os parlamentares estaduais, mas não significa que ele seja o detentor do maior patrimônio da Assembleia Legislativa Mato-grossense.

A evolução patrimonial, nesse caso, precisa ser analisada separadamente do volume total de bens acumulados.

Na sequência dos maiores aumentos percentuais aparecem Paulo Araújo (Republicanos), que declarou patrimônio de aproximadamente R$ 4 milhões, representando crescimento de 279% desde 2022, e Diego Guimarães (Republicanos), com acréscimo de 206%. Entre os bens declarados estão terrenos e outros ativos. As informações apresentadas pelos candidatos permitem ao eleitor identificar as variações registradas oficialmente, mas não determinam, por si mesmas, a existência de qualquer irregularidade.

Na direção oposta, Ondanir Bortoline, o Nininho (Republicanos) e Wilson Santos (PSD) foram os únicos deputados estaduais mencionados nos dados com redução patrimonial em relação à declaração anterior. Wilson Santos apresentou queda de aproximadamente 42%, passando de R$ 450,6 mil em 2022 para R$ 262,1 mil. Nininho, apesar de permanecer entre os parlamentares milionários, registrou redução de cerca de 13%, equivalente a quase R$ 1 milhão em relação ao patrimônio anteriormente declarado.

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A liderança em patrimônio total, entretanto, pertence a Carlos Avallone (PSDB), que declarou aproximadamente R$ 33 milhões em bens. O conjunto informado inclui imóveis, terras, embarcação, animais e aplicações financeiras. Na sequência aparecem Júlio Campos (UB), com cerca de R$ 31,5 milhões, e Dilmar Dal Bosco (UB), com aproximadamente R$ 26 milhões.

Os números demonstram que crescimento percentual e riqueza acumulada são indicadores distintos e não devem ser confundidos na avaliação das declarações.

Na bancada federal de Mato Grosso, também foram registradas oscilações relevantes. Coronel Fernanda (PL), que havia declarado aproximadamente R$ 1,7 milhão em 2022, informou agora patrimônio de cerca de R$ 384 mil, redução de 78%. Nelson Barbudo (PL) apresentou queda de 55%, enquanto Juarez Costa (Republicanos) e Emanuelzinho Pinheiro (PSD) também registraram diminuição. José Medeiros (PL), que disputa uma vaga ao Senado e não concorre à reeleição para a Câmara Federal, apresentou crescimento patrimonial de 40%, alcançando aproximadamente R$ 356 mil.

Entre os deputados federais, Fábio Garcia (UB) aparece como o mais rico, com patrimônio declarado de aproximadamente R$ 4,1 milhões, mantendo nível semelhante ao registrado anteriormente. Rodrigo da Zaeli (PL) e Juarez Costa (Republicanos) também figuram entre os parlamentares milionários, com cerca de R$ 1,7 milhão e R$ 1,9 milhão, respectivamente.

As declarações patrimoniais, portanto, oferecem ao eleitor uma fotografia financeira dos candidatos, mas a interpretação dos dados exige cautela: aumentos ou reduções de bens não comprovam, isoladamente, irregularidades e devem ser confrontados com as respectivas fontes de renda e documentos disponíveis.

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