Política
Telegram de Moro: PF prende novos suspeitos em investigação sobre invasão
Moro foi apenas um dos alvos das invasões realizadas no aplicativo Telegram por hackers
A Polícia Federal (PF) prendeu dois novos suspeitos na segunda fase da “Operação Spoofing“, que investiga a invasão do Telegram do ministro da Justiça, Sergio Moro, e de outras autoridades públicas.
Estão sendo cumpridos dois mandados de prisão temporária (com prazo de cinco dias, prorrogável por mais cinco) e quatro de busca e apreensão em imóveis ligados ao grupo, em São Paulo, Ribeirão Preto e Brasília. De acordo com fontes da investigação, um dos presos é Thiago Eliezer Martins Santos. A PF não divulgou os nomes dos presos.
Os suspeitos têm ligação com o grupo liderado pelo hacker Walter Delgatti Neto, preso desde o dia 23 de julho. Os mandados foram expedidos pela 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília.
A nova fase tem o objetivo de buscar um possível braço financeiro do grupo, para apurar se houve pagamento a Delgatti pela invasão do Telegram das autoridades públicas. Em depoimento à PF, o hacker admitiu ter sido autor da invasão, mas disse ter agido sozinho e não ter recebido pagamento. Os investigadores ainda desconfiam dessa versão e tentam descobrir se houve patrocinadores da ação.
Em seu último depoimento à PF, o delegado Luís Flávio Zampronha questionou Delgatti sobre um novo personagem surgido na investigação com quem ele manteve transações financeiras, Thiago Eliezer Martins Santos.
Delgatti confirmou que comprou um veículo Land Rover de Thiago, no valor de R$ 50 mil, e disse não saber explicar o motivo de ter feito uma transferência de R$ 4.500,00 para Thiago.
A PF investiga se esse novo personagem teve relação com as invasões e se pode ser um braço financeiro do grupo, liderado por Walter Delgatti.
Política
Mauro Mendes denuncia “Conluio Político” e aciona a Justiça para proteger imagem na pré-campanha de 2026
No complexo tabuleiro que antecede as eleições gerais no Brasil, o ex-governador de Mato Grosso e atual pré-candidato ao Senado da República, Mauro Mendes (UB), tornou-se o epicentro de uma contundente disputa de narrativas nos bastidores institucionais. O líder político manifestou-se publicamente por meio de um pronunciamento oficial em formato de vídeo, veiculado em suas redes digitais oficiais, denunciando a existência de uma articulação coordenada e difamatória contra sua imagem pública.
A referida manifestação atua como uma barreira de contenção contra o que a liderança considera ataques sistemáticos à sua reputação de gestor, adicionando novos elementos de tensão ao cenário pré-eleitoral mato-grossense neste período de severas movimentações partidárias.
A investida comunicacional de Mauro Mendes tem como alvo direto um suposto grupo articulado, classificado por ele como um “conluio” espúrio que reúne determinados atores da classe política e uma parcela restrita de profissionais da imprensa regional. O ex-chefe do Executivo Estadual asseverou textualmente que estes indivíduos agem em deliberada associação com o propósito de criar e propagar narrativas falsas que visam prejudicar seu desempenho eleitoral vindouro. O pré-candidato fez questão de ressaltar, contudo, que essa conduta reprovável restringe-se a uma minoria, mantendo sua profissão de fé e o respeito à maior parte dos jornalistas que atuam com responsabilidade social e seriedade informativa.
A reação intempestiva e enérgica do ex-governador estruturou-se por meio de uma manifestação gravada e distribuída diretamente aos seus milhares de seguidores, alcançando de forma imediata os principais veículos de comunicação e formadores de opinião do país. A adoção do formato digital e direto serviu para neutralizar intermediários, conferindo um tom de gravidade e pessoalidade ao desmentido oficializado pelo político em suas bases.

O conteúdo do vídeo cumpre o papel técnico de estabelecer uma linha de defesa transparente perante o eleitorado, apresentando-se como uma resposta firme e desprovida de ambiguidades em relação às especulações de bastidores.
A dinâmica dos fatos desenrola-se predominantemente nos eixos políticos de Cuiabá e Brasília, repercutindo com expressiva força nas instâncias partidárias nacionais em virtude da relevância geopolítica do Estado de Mato Grosso. O território mato-grossense, marcado pelo peso do agronegócio e por disputas de alta intensidade pelas vagas majoritárias ao Congresso Nacional, transforma-se no cenário ideal para embates que misturam disputas locais a controvérsias de âmbito federal. A localização geográfica dos ataques e a centralidade do debate demonstram que as fronteiras estaduais são permeáveis a escândalos que buscam influenciar o eleitorado de centros urbanos e do interior.
O pronunciamento oficial ocorreu imediatamente após a circulação massiva de boatos e matérias jornalísticas que vinculavam o nome do ex-governador a agendas controversas, em um momento de extrema sensibilidade para a consolidação de sua pré-candidatura. O estopim para a crise institucional foi a disseminação de relatos sobre um suposto jantar realizado na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, cuja ocorrência teria se dado no ano de 2023.
O episódio ganhou contornos graves após ser publicamente atribuído a declarações do ex-governador do estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), o qual supostamente teria relatado o encontro informal a terceiros.
A motivação por trás da reação jurídica e política de Mauro Mendes repousa no teor do controverso jantar, no qual estaria presente o banqueiro Daniel Vorcaro, influente controlador e principal acionista do Banco Master. A associação a uma instituição financeira que tem figurado no centro de debates econômicos nacionais foi classificada pelo pré-candidato mato-grossense como uma manobra ardilosa para gerar desgastes desnecessários à sua biografia. O ex-governador identificou o movimento como uma tentativa deliberada de seus opositores de vinculá-lo a polêmicas corporativas alheias à sua atuação pública, desgastando seu capital político junto ao empresariado e à população.
O objetivo fundamental da ofensiva do ex-governador reside no restabelecimento pleno da verdade factual e na preservação de sua viabilidade eleitoral para as eleições de 2026, evitando a contaminação de suas propostas por agendas negativas. No vídeo divulgado, Mendes rechaçou de forma categórica e veemente a realização do referido encontro internacional, rotulando a notícia veiculada como “uma grande mentira” destituída de qualquer amparo documental.

Para sustentar sua argumentação defensiva, o pré-candidato trouxe a público o posicionamento do próprio governador fluminense, Cláudio Castro, que assinou uma declaração formal desmentindo a versão inicial e assegurando a inexistência do jantar.
A consolidação dessa linha defensiva ampara-se no cumprimento rigoroso dos ritos institucionais e na apresentação de provas testemunhais idôneas, aptas a desarmar o arcabouço retórico construído pelos adversários nos bastidores do poder.
Com a declaração subscrita pelo chefe do Executivo do Rio de Janeiro, a assessoria jurídica de Mauro Mendes obteve o lastro necessário para desqualificar as informações que circulavam nos meios digitais. A articulação rápida entre as lideranças partidárias dos dois estados impediu que o boato ganhasse contornos de crise duradoura, isolando os propagadores da notícia inverídica e demonstrando a fragilidade das fontes utilizadas na denúncia.
Apesar da eficácia do desmentido político e da emissão de notas de esclarecimento por parte dos envolvidos, Mauro Mendes anunciou que não limitará sua resposta ao campo estrito da retórica pública e do debate partidário. O pré-candidato assegurou textualmente que adotará medidas drásticas e severas nas esferas do Poder Judiciário, determinando que seu corpo de advogados ingresse com representações criminais e ações de reparação cível.
A judicialização do caso visa identificar e punir civil e criminalmente todos os responsáveis pela formulação e replicação da notícia, sinalizando que o grupo político do União Brasil adotará tolerância zero com a propagação de desinformação.
O desdobramento futuro deste embate aponta para um endurecimento ainda maior nas relações entre o bloco governista e os setores oposicionistas que disputam o controle das principais vagas majoritárias em Mato Grosso. O acionamento do aparato judicial pelo ex-governador estabelece um precedente importante para o processo eleitoral de 2026, transformando os tribunais em arenas decisivas para a validação das narrativas de pré-campanha.
A expectativa do núcleo político de Mauro Mendes é de que as punições financeiras e criminais sirvam como efeito pedagógico, desestimulando novos ataques e garantindo um debate programático focado nas demandas estruturais do estado.
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