Política
Taques determina corte de gastos no Estado e até proibição de novas contratações
A ordem é evitar gastos, conter despesas e aumentar a arrecadação nestes dois últimos ǔ meses do ano para garantir o pagamento dos salários e décimo terceiro aos servidores estaduais.
Para conseguir essa meta, sem quebrar o Estado, o governador Jose Pedro Taques (PSDB) anunciou na ultima sexta-feira uma série de medidas, como a proibição da contratação de novos servidores, cortes de despesas e o fim da gastança.
Pedro Taques assinou dois decretos com o objetivo de melhorar o fluxo de caixa neste fim de ano. No primeiro foi determinada a negociação de pagamento a fornecedores que tem contratos com o Estado e no segundo houve a determinação da não criação de mais despesas como novos cargos, além de aumentos de salários.
Coube ao Procurador-geral do Estado (PGE), Rogério Luiz Gallo detalhar os dois decretos que foram elaborados para ajudar o período de dificuldade financeira do Estado de Mato Grosso. Ele explicou que o primeiro decreto está sendo elaborado pelo fato de o Estado estar tendo dificuldades em honrar os compromissos com empresas fornecedoras.
O procurador-geral pontuou dizendo: “Nós não podemos ter fornecedores que paralisam suas atividades causando danos aos serviços públicos. Portanto a preocupação em relação a essa repactuação é chamar esses contratados do estado para que eles repactuem as condições de prazo, de valores oferecendo descontos, dando alongamento dos seus passivos. Então haverá essa negociação”.
Já o segundo decreto, Rogerio Gallo explicou que se trata do custeio da máquina pública e também das despesas com pessoal. “Nós temos que editar um decreto por imposição da Lei de Responsabilidade Fiscal, portanto esse segundo decreto é dirigido a toda estrutura do poder executivo para que não encaminhem qualquer projeto de lei que criem cargos públicos, que aumente os salários, que crie novas despesas com pessoal, reenquadramento, e qualquer reestruturação que implique aumento de despesa com o pessoal e também as despesas de custeio. Ele também irá impor limite para reduzir energia elétrica, consumo de água, consumo de telefonia e todos esses grupos de despesa que as secretarias tem no seu conjunto”.
O procurador também destacou que em agosto de 2016 houve um decreto semelhante a esses dois que trouxeram uma grande redução de gasto de despesas públicas como custeio para manter a máquina funcionando.
O Procurador-geral do Estado, Rogério Luiz Gallo, finalizou dizendo que: “Eu creio que esses dois decretos irão trazer uma austeridade no gasto público. É importante dizer que já houve um decreto como esse em agosto de 2016 e que implicou em redução de despesas públicas com o custeio. Nós tivemos uma grande redução com o custeio de despesas como locações, telefonia, energia elétrica, o que mais é necessário para se manter a máquina funcionando. Então é outro esforço que se faz nesse momento de restrição fiscal”.
Política
Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso
Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.
Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.
As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.
O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.
A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.
A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.
As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.
O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.
As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.
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