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OS JOGOS POLÍTICOS EM CUIABÁ

Sucessão de Nenel Pinheiro: cartas na mesa

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É preciso abrir o jogo: não se trata só do interessado na cadeira número 1 do município de Cuiabá, Zé Edu Botelho ou do partido União Brasil em Mato Grosso, mas da exaustão do arranjo político cuiabano. Então, amigos internautas e leitores do Blog do Valdemir todas as cartas estão na mesa, e começaram os jogos políticos em Cuiabá.

Tudo bem que o discurso é o mesmo: Faltam mais de 18 meses para as eleições municipais, tá bom…, tá bom…, tá bom, nos engana que nós gostamos. Ok.

Mas a disputa pela Prefeitura Municipal de Cuiabá já dominou a cena da política local. Se fosse uma partida de pôquer, no momento estaríamos na primeira mão, no qual os jogadores se estudam e mostram (ou escamoteiam) suas estratégias de jogo. Vários pré-candidaturas estão postos. As apostas oficias, porém, só saem no ano que vem, depois das convenções dos partidos.

Neste ínterim de pré-campanha, costuram-se alianças nos bastidores e os jogadores se movimentam com o que têm.
Para alguns jogadores políticos, o jogo já começou. Como é o caso do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), o deputado estadual do União Brasil (UB), Zé Edu Botelho que cumpre intenso calendário que nunca participou, passeata no bairro Pedra 90. E olha que ele já até deu um ponta pé inicial em uma partida de futebol, também já até se deliciou de uma festa de santo nas primeiras horas da madrugada.

Fábio Paulino Garcia, deputado federal pelo União Brasil (UB), também se reuniu com os vereadores da bancada de “oposição” em Cuiabá, se não fosse uma votação hoje em Brasília, estaria neste momento se reunindo com lideranças comunitárias.

Outro parlamentar federal, Abílio Brunini, viajando com a comitiva do governador Mauro Mendes (UB) para o interior do Estado, tentando mostrar o melhor caminho, com ele sendo o candidato do governo com a vereadora Michelle Alencar a sua vice.

Pois muito bem senhores “blefadores”, sabemos que querem mostrar as suas jogadas: visibilidades que lhes dão favoritismo antes do “flop”, a hora que as cartas viram na mesa.

O principal oponente, o vice-prefeito José Roberto Stopa, do Partido Verde (PV), ainda corre atrás do apoio do cuiabano e emedebista Nenel Pinheiro, e do seu grupo para cacifar a votação.

Também estão na mesa “as casadas” do secretário Estadual de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), Gilberto Gomes de Figueiredo, do secretário Chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho Junior, do secretário da Secitec, Allan Kardec (PSB) e da petista Rosa Neide.

A última depende das decisões do Partido dos Trabalhadores (PT): candidatura própria e “fumaça branca” em disputa interna que inclui o colega Ludio Cabral e a Federação.

Rosa Neide e Ludio Cabral já deram sinais que estão a fim de ação. Para entrar no jogo em andamento se exigem “casada” mais altos.

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Os analistas em ciências políticas e em pôquer do grupo político do Boteco da Alameda, projetaram o atual cenário de disputa e o perfil de cinco jogadores.

A análise antevê disputa sangrenta: apostas pesadas, blefes e conluios. A expectativa é que a partida vá até a “mesa final”.

Jogadores

Fábio Garcia

Estilo: A Rocha
(Tight – Passíve)

Tem a melhor posição na mesa. É o chamado “deale”, aguarda os oponentes chamarem o jogo para só então mostrar sua aposta.

Jogo

Antes das cartas virarem, Fábio Garcia tem também o melhor jogo. Além da escrita que Fábio joga tranquilo, pois conta com a máquina do Governo do Estado e ascende nas obras que o governador Mauro Mendes que devem inaugurar até o ano que vem.

Além disso, joga bancado pelo apoio incondicional do núcleo duro do Palácio Paiaguas e a bancada de oposição na Câmara Municipal de Cuiabá.

Riscos

Quem joga muito seguro pode tremer se a aposta ficar alta demais. Podem pesar contra a inexperiência em debates e a falta de carisma.

Rosa Neide

Estilo: Agressivo Cauteloso
(Tight- Agressive)

Surgi como a segunda peça da disputa. Porém incomoda. Está na posição “smaldblind”, o jogador que abre as apostas antes dos demais.

Jogo

Tem boas cartas: a alta votação a Câmara Federal na Capital no pleito eleitoral de 2022 e a boa reputação parlamentar que sensibiliza o eleitor cuiabano, segundo os analistas políticos do Boteco da Alameda.

Porém, ao ser preterido pelo partido petista, coloca-se como “a” alternativa ao continuísmo na Prefeitura de Cuiabá. Apesar de ainda não confirmar. Rosa Neide deve continuar acomodada no Governo Federal.

Riscos

Tem que abandonar seu estilo excessivamente cautelosa e apostar alto se não quiser contar apenas como baralho. Terá que lidar com a indefinição e a iminente candidatura pelo PT, o que desagrada o eleitorado conservador cuiabano.

Zé Edu Botelho

Estilo:Franco-Atirador
(Loose Agressive)

Por ser mais independente dos jogadores, pois atira para todos os lados até no Governo do Estado onde está o companheiro de partido Mauro Mendes Ferreira.

Jogo

De todos é o menos identificado com a cidade. Tudo bem que é o mais experiente. Deve apelar a memória afetiva dos cuiabanos citando as realizações dos seus primos Júlio Campos e Jayme Campos para Cuiabá. Tem muito de saber jogar o jogo e conhece os adversários. Porém seus últimos resultados nas urnas indicam que seu auge passou. Analista políticos do Boteco da Alameda o tornam como um “blefador”.

Riscos

Deve apostar alto: propostas inovadores e desqualificação dos concorrentes. Porém de tanto “blefar” pode deixar de ser levado a sério por adversários e eleitores. E vai arcar com os prós e contras de carregar a bandeira “jogo duplo” em Cuiabá.

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Abílio Brunini

Estilo: “Chamado de Jogo
(Calling Station)

O deputado federal é o “big blind” da mesa de jogo de cartas, pode levantar a aposta já que, tem mais a ganhar do que perder. Deve estar em todas as mãos.

Jogo

Conta com uma boa votação que o fizeram um dos mais votados da Capital 2022. Tem outras vantagens: é popular entre a população de menor renda e, é novo, pode pensar em longo prazo. Algo que dá bons frutos, tanto no pôquer como na política. Tem também o maior patrimônio (votação entre os jovens), entre os jogadores. O que pode libera-lo para apostas ousadas. Mesmo que não vença seu apoio será valioso em um eventual segundo turno.

Riscos

Tem pouca identificação com os eleitores mais velhos e se, não empolgar corre o risco de desgastar a imagem de bom de voto.

Allan Kardec

Estilo: “Agressivo Tenso
(Tight-Agressive)

Assume a posição de confronto radical com o grupo que está no comando da administração municipal.

Jogo

Conta com a influência crescente do PSB no comando do seu presidente do Diretório Estadual em Mato Grosso. Analistas políticos do Boteco da Alameda acham que Allan Kardec ou outro nome do conclave da sigla entra para absorver a rejeição ao candidato do União Brasil do eleitorado cuiabano e assim fechar o caminho para Carlos Favaro, hoje como ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), no governo “Lula”, possa assumir a candidatura de 2026. É parte da estratégia para não cacifar o ministro.

Este tipo de acordo é pecado mortal no pôquer, mas é usual e eficaz na política.

O pote – prêmio do jogo

É o mais cobiçado do posto da política cuiabana. Em Cuiabá o que o político que elege Prefeito de Cuiabá, costuma ser imbatível candidato ao Governo do Estado (exceção de Nenel Pinheiro).

Quem limpar a mesa fica com um dos maiores salários de prefeito entre as capitais, R$ 27,5 mil, mais os penduricalhos, e administra o orçamento de R$ 4.668 bilhões ao ano. Sem falar o privilégio e a visibilidade.

Esta eleição será a mais disputada. E será polarizada entre o grupo de Nenel Pinheiro e do governador Mauro Mendes.

Se nesta mesa política valem os mesmos princípios do pôquer, os candidatos precisam ter em mente duas coisas: vencedores jogam menos mãos que os perdedores, mas fazem apostas maiores quando estão na disputa. E vencer significa cometer menos erros do que seu oponente.

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Política

Entre Podemos e Republicanos, Flávia Moretti avalia futuro partidário após crise no PL

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A Prefeita de Várzea Grande, Flávia Petersen Moretti de Araújo, mais conhecida como Flávia Moretti, poderá escolher entre o Podemos e o Republicanos caso deixe o Partido Liberal (PL), segundo informações repassadas por uma fonte próxima à gestora municipal da Cidade Industrial, a definição sobre o futuro partidário da prefeita ganhou força diante da possibilidade de abertura de um processo interno na legenda e de eventual expulsão por divergências políticas relacionadas à sucessão do Governo de Mato Grosso.

A chefe do Executivo Municipal várzea-grandense, Flávia Moretti teria recebido convites de diferentes partidos nos últimos dias, em meio às especulações sobre sua permanência no PL. Neste momento, porém, as conversas estariam concentradas principalmente entre o Podemos e o Republicanos. A movimentação ocorre enquanto a prefeita acompanha os desdobramentos da crise interna e aguarda os próximos encaminhamentos da direção estadual da sigla à qual está filiada.

O impasse teve origem após Flávia Moretti manifestar publicamente apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, enquanto o Partido Liberal (PL) trabalha para consolidar a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso. O posicionamento da prefeita foi interpretado pela direção partidária como uma divergência em relação ao projeto político defendido pelo PL para as próximas eleições estaduais.

O presidente estadual do Partido Liberal, Ananias Filho, confirmou que Flávia Moretti e o Prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, serão submetidos a procedimentos internos. De acordo com ele, os filiados que declararam apoio a candidatos de outras legendas serão formalmente notificados e terão prazo para apresentar defesa antes que qualquer decisão definitiva seja tomada pela Executiva Estadual.

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Segundo Ananias Filho, a direção estadual deverá reunir informações sobre a conduta dos prefeitos e instaurar procedimentos para analisar cada caso. Após essa etapa, os processos serão encaminhados a relatores, responsáveis por examinar as circunstâncias, avaliar os argumentos apresentados e ouvir as defesas dos envolvidos, seguindo as regras internas estabelecidas pela legenda.

Concluída a fase de análise, os relatores deverão elaborar pareceres e relatórios sobre os processos. A previsão informada pelo presidente estadual é de que uma decisão seja tomada em um período estimado entre 30 e 60 dias. Além da possibilidade de expulsão, os procedimentos poderão resultar na aplicação de outras medidas disciplinares, conforme a avaliação da executiva partidária.

Ao comentar o processo, Ananias Filho afirmou que a finalidade da apuração é examinar a conduta dos filiados antes da definição de qualquer punição.

Esse procedimento é para analisar a conduta deles e aí o relator faz o relatório. Eu, se fosse relator de algum caso, relatava pela expulsão”, declarou o dirigente, ao demonstrar sua posição pessoal sobre a eventual penalidade.

A crise também já provocou uma saída no interior do Estado. Em Campo Novo do Parecis, o prefeito Edilson Piaia decidiu deixar o Partido Liberal e formalizou o pedido de desfiliação da legenda. O episódio reforça o cenário de tensão provocado pelas divergências entre lideranças municipais e a estratégia eleitoral definida pela direção estadual do partido para a disputa pelo comando de Mato Grosso.

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Uma possível filiação de Flávia Moretti ao Republicanos encontra respaldo em declarações recentes do governador Otaviano Pivetta. O chefe do Executivo Estadual afirmou que prefeitos eventualmente expulsos de seus partidos em razão do apoio à sua candidatura serão recebidos pela legenda caso manifestem interesse em integrar o grupo político, ampliando as alternativas da prefeita em uma eventual saída do PL.

Acho que não há nenhum prefeito precisando de partido, mas os que quiserem serão bem-vindos. Eu vou convidar os bons prefeitos, as boas prefeitas”, declarou Pivetta.

Enquanto o PL conduz os procedimentos internos e a prefeita avalia as possibilidades de permanência ou mudança de legenda, o futuro partidário de Flávia Moretti permanece em aberto, com Podemos e Republicanos despontando, segundo a fonte ouvida, como os principais destinos em discussão.

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