Search
Close this search box.

A GRANDE JOGADA

Como anda o tabuleiro de xadrez para o Senado 2022

Publicados

em

No tabuleiro daqui e daí, podemos dizer que novos jogos se iniciaram e que eles apontam que em um movimento, o parlamentar federal do Partido Progressista (PP), Neri Geller busca anunciar o xeque que prenuncia o “xeque mate” e vislumbra o triunfo.

Até o dia 2 de abril o cenário político em Mato Grosso parecia estar definido. O governador mato-grossense, Mauro Mendes Ferreira, do União Brasil (UB), havia conseguido debelar alguns eventuais focos de resistência, assim como a oposição praticamente tinha jogado a toalha até mesmo quanto a uma eventual pré-candidatura ao Governo do Estado.

Na esfera do Senado da República, o nome do Senador pelo Partido Liberal (PL), Wellton Antônio Fagundes, e do deputado federal progressista Neri Geller, eram cotados, assim como as disputas para as vagas da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) e Câmara Federal. Depois de 2 de abril para cá…

As peças no sempre complexo tabuleiro do xadrez político de Mato Grosso, começaram a se movimentar de maneira estranha, talvez pelos reflexos das costuras feitas no patamar dos nossos políticos.

A polarização da campanha ao Senado, deu novo ânimo a turma de Wellton Fagundes, desde a aproximação do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), com o governador Mauro Mendes (UB), assim a turma de Neri Geller se viu em meio a um turbilhão de decisões que pode mudar ainda mais o panorama nos próximos dias, até as convenções serem sacramentadas no próximo dia 5 de agosto.

Leia Também:  Fachin nomeia Rabaneda para laboratório que mira erros judiciais

Wellton Fagundes, ainda lidera com certa folga a disputa ao Senado, entretanto ainda observa com certa cautela o movimento do progressista Neri Geller, sim o deputado federal pode se aproximar da oposição, deixando completamente aberto a posição do cacique do MDB, Carlos Gomes Bezerra, do Senador pelo Partido Social Democrático (PSD), Carlos Henrique Baqueta Favaro, e do progressista Blairo Borges Maggi.

Muitos consideram Neri Geller como carta fora do baralho, entretanto, o parlamentar federal ainda tem o respeito de uma grande parcela da sociedade mato-grossense. A ausência de Neri na base do governo Mendes, muda cenários em terminadas regiões e partidos, claro o “xeque mate” ainda está longe, mas peões, bispos e cavalos se aproximam cada dia mais de reis e rainhas em suas torres para definir não apenas quando, mais quais serão os movimentos derradeiros em busca de uma vitória nas urnas.

Entenda

Uma nova notícia colocou a disputa eleitoral ao Senado no centro das atenções nesta semana: a possível aproximação de Neri Geller com o Partido dos Trabalhadores (PT).

Alçado a figura política mato-grossense após a surpreendente campanha eleitoral de 2018, Neri Geller chegou a ter uma boa largada com apoio de alguns líderes políticos. Entretanto, com o fortalecimento de Wellton Fagundes impulsionado por Jair Bolsonaro, a mudança de rumos era questão de tempo.

Leia Também:  Candidatos não podem ser presos até a eleição de outubro; Mato Grosso tem 10.168 mil postulantes

Com isso, as eleições ao Senado, no geral, devem apresentar a tendência de ver uma variedade de candidatos, até o último dia de campanha, pela migração de votos para o nome que representar as maiores chances de vitória.

Neste cenário inédito de Neri Geller caminhar com o PT, este movimento parece mais difícil de ocorrer, existe uma forte tendência do crescimento pela pré-candidatura da “Pequena Grande Mulher”, a médica Natasha Slhessarenko do PSB, inclusive pelo repúdio ao Neri e Wellton.

Jogo do xadrez

No jogo de xadrez, dá-se um fenômeno análogo. Há jogadas um tanto, mais arriscadas para abrir um jogo, mas que prometem um retorno rápido. O agora famoso Gambito da Rainha (devido a serie da Netflix), por exemplo consiste em sacrificar o peão que protege a Dama para ganhar, logo no início da partida, o domínio do centro do tabuleiro. O problema é quando o adversário não cai na ratoeira. Ou escapulir-se dela.

Para os reis as seguintes frases:

O povo não existe por causa do rei, mas o rei existe por causa do povo”. – (Jonhon Milton)

Se o rei não protege o povo, perderá a coroa”. – (Gilberto Angelo Begiato).

Propaganda

Política

Abilio Brunini enfrenta semana decisiva em meio à “Crise Institucional” na Câmara de Cuiabá

Publicados

em

O cenário político da capital mato-grossense centraliza as atenções institucionais com o início de uma semana considerada crucial para a governabilidade do Poder Executivo Municipal. O embate gira em torno da estrutura de poder da Câmara Municipal de Cuiabá, onde se articulam as forças de sustentação e de oposição à atual gestão. O desfecho dessa complexa correlação de forças ditará o ritmo da administração pública municipal nos próximos anos, tensionando a relação entre os poderes locais.

A crise institucional tem como protagonista o Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), cuja atuação política direta nos bastidores do Legislativo converteu-se no estopim de uma severa instabilidade entre os parlamentares. O chefe do Executivo Municipal concentra seus esforços na viabilização política e jurídica da candidatura de sua principal aliada para o comando do parlamento. A estratégia do prefeito visa consolidar uma base parlamentar amplamente dócil às demandas da prefeitura, assegurando tranquilidade para a aprovação de projetos de seu interesse.

O epicentro do confronto político localiza-se estritamente na Câmara Municipal de Cuiabá, a Casa de Leis que abriga as deliberações oficiais da Capital do Estado de Mato Grosso. O parlamento municipal transformou-se em uma verdadeira arena de disputa jurídica e partidária, onde cada bloco de vereadores tenta salvaguardar suas prerrogativas institucionais. O ambiente legislativo reflete a polarização e a fragmentação das forças partidárias que historicamente caracterizam a política da região Centro-Oeste do país.

As movimentações políticas e os debates jurídicos intensificaram-se de forma decisiva ao longo das últimas horas, com votações estratégicas formalmente agendadas para esta terça-feira. Este momento específico do calendário legislativo coincide com a necessidade de definição antecipada das regras que governarão a Mesa Diretora nos anos subsequentes da atual legislatura.

Leia Também:  Na fase final de construção, Hospital Central será referência estadual em alta complexidade

A celeridade do processo legislativo gerou um clima de urgência entre os parlamentares, que se veem obrigados a tomar posições públicas definitivas sobre o tema.

Os motivos subjacentes à crise residem na tentativa de aprovação de um polêmico projeto de resolução que visa permitir a reeleição da Mesa Diretora para o Biênio posterior. A iniciativa atende diretamente aos interesses da atual presidente da Casa de Leis, a vereadora Paula Calil (PL), cuja permanência no cargo depende dessa alteração regimental. A oposição e setores independentes da Câmara de Cuiabá enxergam a manobra como um casuísmo político desenhado exclusivamente para perpetuar o grupo governista no controle do orçamento e da pauta do parlamento.

A dinâmica dos fatos envolveu o uso de mecanismos judiciais extraordinários por parte do grupo governista, que acionou o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT), para atingir seus objetivos políticos. O prefeito cuiabano Brunini atua ativamente na defesa de uma tese jurídica que solicita a redução do quórum de aprovação do projeto para maioria simples, contornando a exigência atual.

A estratégia jurídica foi adotada após a constatação de que a vereadora governista não dispõe, no momento, dos dezoito votos mínimos necessários para a alteração regimental por vias estritamente políticas.

Os procedimentos legislativos ganharam contornos de dramaticidade após a aprovação preliminar da matéria pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), órgão técnico responsável por avaliar a legalidade da proposta. A aprovação na comissão garantiu o envio imediato do texto para o plenário, deflagrando discussões acaloradas e trocas de acusações mútuas entre os vereadores de diferentes blocos. A pacificação interna do parlamento restou severamente comprometida após episódios de retaliação digital, que culminaram na exclusão de parlamentares desalinhados de canais formais de comunicação com o prefeito.

Leia Também:  Teremos um sabadão quente, políticos com casarão em manso a preço de banana, então vamos rir

O objetivo estratégico do prefeito Abilio Brunini ao intervir diretamente no processo sucessório é assegurar a eleição de uma Mesa Diretora integralmente alinhada à sua agenda administrativa. A garantia de uma presidência simpática ao Palácio Alencastro evita a abertura de comissões investigativas e acelera a tramitação de pedidos de empréstimos e reformas administrativas complexas.

Para o Executivo Municipal, o controle do comando do Legislativo cuiabano representa a blindagem política necessária para a execução do plano de governo sem sobressaltos institucionais.

As consequências imediatas da interferência do Executivo manifestam-se no enfraquecimento da harmonia entre os poderes e no isolamento político de antigos aliados do Prefeito de Cuiabá. A postura centralizadora de Brunini foi publicamente rechaçada por lideranças de nível estadual, a exemplo do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual Max Russi (Podemos). A crise provocou fissuras profundas na base aliada, visto que até mesmo parlamentares simpáticos à gestão manifestaram desconforto com a quebra da promessa inicial de não intervenção no parlamento.

Os desdobramentos futuros deste embate redefinirão de maneira permanente o equilíbrio de forças na política cuiabana e o grau de independência do Poder Legislativo Municipal. A decisão soberana do plenário da Câmara Municipal sinalizará se o parlamento manterá sua autonomia fiscalizatória ou se curvará aos desígnios do poder central da capital. Independentemente do resultado numérico das votações, o episódio deixa como legado uma relação tensionada que exigirá intensa habilidade diplomática para a reconstrução pontes institucionais.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA