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PL lançará Rogério Marinho à presidência do Senado

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Enquanto a reeleição de Arthur Lira (PP-AL) é dada como certa, o mesmo não se pode afirmar em relação ao atual presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que busca a reeleição, mas terá um concorrente de peso, é que o PL, com o aval do presidente Jair Bolsonaro, decidiu lançar o senador eleito Rogério Marinho (PL-RN) ao cargo. As eleições no Congresso estão marcadas para 1.º de fevereiro de 2023.

O Partido Liberal (PL) lançará formalmente, nesta quarta-feira (7), o ex-ministro e Senador eleito pelo Rio Grande do Norte, Rogério Marinho, como candidato do partido à presidência do Senado. O acordo foi selado durante jantar em Brasília, promovido pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, com a presença de Jair Bolsonaro, Lira e parlamentares do partido.

O Senador do Partido Liberal (PL), pelo Estado de Mato Grosso, Wellington Antonio Fagundes, afirmou que a sigla definirá o candidato à Presidência do Senado para o Biênio 2023-2024. O Senador deu a entender que é grande a probabilidade de que o PL fique com a Presidência da Casa em uma eventual disputa com o Senador Rodrigo Pacheco (PSD-RO), que busca a reeleição.

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Ao sair de uma reunião realizada no Palácio da Alvorada, da qual participaram o presidente Jair Bolsonaro, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e os Senadores Eduardo Gomes (SE), Carlos Portinho (RJ) e Flávio Bolsonaro (RJ), Wellington Fagundes destacou que todos os senadores que já compõem o partido estão aptos a exercerem o cargo, mas que existem alguns parlamentares que já manifestaram deliberado interesse em fazê-lo.

Ao ser questionado quanto a uma possível decisão pelo nome do Senador Rogério Marinho, ex-ministro do Desenvolvimento Regional de Bolsonaro (2020 a 2022), Wellington Fagundes destacou:

Acho que chegaremos a um consenso, porque todos têm experiência política, cada um no seu perfil, mas o Rogério Marinho é, sem dúvida nenhuma, uma das figuras mais importantes, até por ter sido ministro, deputado, e ter uma boa relação na Câmara Federal”.

Independente da escolha do partido, o Senador mato-grossense disse que ela será feita em comum acordo, sem rusgas.

O que todos nós queremos é que o Brasil dê certo, assim como quer o presidente Bolsonaro”.

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Política

O pragmatismo que redefine as fronteiras do “Poder Estadual”

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O cenário político no Estado de Mato Grosso expõe, de forma inequívoca, como as dinâmicas eleitorais contemporâneas são moldadas pela conveniência tática e pela constante reconfiguração de forças. A movimentação partidária deste ano no estado ilustra o fenômeno em que antigas divergências ideológicas e pessoais são secundarizadas em nome de objetivos eleitorais comuns, alterando de forma profunda o tabuleiro político local.

A aproximação estratégica envolve o atual Senador Carlos Fávaro, do Partido Social Democrático (PSD), e o ex-governador Pedro Taques, filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Ambos os líderes políticos decidiram superar os embates históricos que marcaram suas trajetórias públicas recentes para consolidar uma inédita e expressiva articulação de forças na disputa pelas cadeiras do Senado Federal.

Essa “articulação pragmática” ocorre em meio ao período de “Convenções e Articulações” que antecede o pleito eleitoral deste ano, momento em que as agremiações buscam otimizar seu tempo de propaganda e capilaridade. A reconfiguração das alianças ganha celeridade à medida que os prazos legais do calendário eleitoral exigem definições nítidas e registros formais das coligações partidárias.

A “UNIÃO” das lideranças tem como palco principal, o Estado de Mato Grosso, um dos polos geopolíticos e econômicos mais relevantes do Centro-Oeste brasileiro. O território estadual, caracterizado pela forte influência do Agronegócio e por uma política tradicionalmente polarizada, serve como o “laboratório” perfeito para a observação dessa “metamorfose” nas relações de “PODER”.

A motivação central para a formação dessa chapa competitiva reside na necessidade imperiosa de garantir a governabilidade futura e ampliar as chances de vitória nas urnas. O pragmatismo das cúpulas partidárias nacionais e estaduais impõe-se sobre rivalidades pretéritas, demonstrando que a sobrevivência e a relevância política sobrepõem-se, invariavelmente, à rigidez ideológica doutrinária.

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O processo de unificação foi deflagrado por meio de intensas negociações de bastidores, que culminaram em uma decisão verticalizada e chancelada pelas direções executivas nacionais dos partidos envolvidos. Essa costura política operou-se de cima para baixo, pacificando as bases locais e sacramentando o acordo que virtualmente selou o destino da composição majoritária.

O custo imediato dessa estratégia reflete-se na profusão de declarações contraditórias e no desconforto de correligionários que, outrora, sustentavam discursos de oposição recíproca.

A incoerência retórica, imortalizada pela máxima “rodriguiana” de que toda constância rígida é passível de suspeição, passa a ser assimilada como um subproduto inevitável da “realpolitik“.

Estima-se que o impacto direto dessa nova conjuntura altere substancialmente a distribuição do eleitorado mato-grossense, unindo nichos antes considerados inconciliáveis na mesma base de apoio. A junção do capital político de Carlos Fávaro com a experiência de Pedro Taques redesenha as projeções estatísticas, forçando os demais concorrentes a refazerem seus planejamentos.

A viabilização desse arranjo foi possível graças à flexibilidade dos estatutos do PSD e do PSB, associada ao uso estratégico dos fundos partidário e eleitoral que financiam as grandes estruturas. A convergência técnica de interesses comuns permitiu que as frentes jurídicas e de marketing das campanhas passassem a trabalhar em perfeita consonância programática.

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O desenlace dessa “complexa engenharia política” reafirma a tese de que a história brasileira é cíclica e avessa a ressentimentos permanentes no campo institucional. Diante do eleitorado, resta a constatação de que o verdadeiro motor da política institucional não é a simpatia pessoal, mas a busca incessante pela manutenção e expansão do “PODER” de representação.

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