Search
Close this search box.

FALTA DE PROFISSIONAIS NAS UNIDADES DE SAÚDE

Sindmed reivindica cumprimento de itens na Intervenção da Saúde em Cuiabá

Publicados

em

O Ministério Público Estadual (MPE) está sob pressão, após receber uma representação do Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso (Sindimed-MT). A demanda é clara: o Sindimed-MT solicita que o Gabinete de Intervenção na Saúde de Cuiabá cumpra um dos pilares que motivou a intervenção, a contratação de médicos-cirurgiões.

No seu comunicado, o sindicato ressalta que, dos 140 médicos convocados, nenhum possui formação em cirurgia. Essa lacuna na equipe médica continua a ser uma realidade nas unidades de saúde da capital.

O Sindmed também aponta uma carência de profissionais nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá. Conforme destacado no documento, “plantonistas estão sendo obrigados a atender a porta de entrada e passar em visitas aos pacientes internados”.

É importante notar que a função do médico visitador é incompatível com a do médico plantonista da unidade quando realizadas simultaneamente. As visitas hospitalares exigem que o médico examine, prescreva e informe aos acompanhantes sobre a situação clínica dos pacientes internados. Essa tarefa demanda presença diária, incluindo fins de semana e feriados, como descrito no documento apresentado na semana passada.

Leia Também:  Aguardem! Sagacidade, provocações, ironia, misturado com algumas propostas

Além disso, o Sindicato dos Médicos destaca que os pagamentos referentes a plantões extras estão atrasados desde junho deste ano, uma questão que tem gerado crescente pressão sobre a entidade. Colegas de profissão têm demandado ações que estejam em consonância com a intensidade da cobrança feita à gestão municipal.

O Sindmed enfatiza que esta é uma situação alarmante, que não condiz com os esforços da entidade ao solicitar a intervenção. Atrasos nos pagamentos têm levado colegas a expressar opiniões contrárias ao gabinete da intervenção, conforme justificado pelo sindicato.

Além disso, o documento levanta preocupações sobre a falta de igualdade entre médicos contratados antes da intervenção e aqueles contratados pelo gabinete interventor, especialmente no que diz respeito à diferença de remuneração entre médicos temporários admitidos antes e depois da intervenção.

Após receber o pedido, o procurador-geral de Justiça (PGJ), Deosdete Cruz Júnior, encaminhou a solicitação ao relator da Intervenção no Tribunal de Justiça (TJMT), desembargador Orlando Perri. O PGJ pede que a intervenção seja ouvida e instada a tomar medidas para solucionar a falta de médicos na capital.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso

Publicados

em

Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.

Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.

As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.

O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

Leia Também:  "Estamos determinando a suspensão de todas as festividades alusivas ao Réveillon e ao Carnaval 2022"

A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.

A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.

A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.

As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.

O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

Leia Também:  Escutas telefônicas revelam negociação de vereadores

Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.

As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA