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PREVENÇÃO À NOVA VARIANTE

“Estamos determinando a suspensão de todas as festividades alusivas ao Réveillon e ao Carnaval 2022”

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A nova variante do Coronavírus identificada na África do Sul foi batizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de Omicron e classificada como “variante de preocupação”. Assim como outras cepas, esta também recebeu um codinome grego. Omicron é a décima quinta letra do alfabeto grego.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a variante apresenta um grande número de mutações, algo nunca visto antes, e é potencialmente mais contagiosa do que as outras cepas já identificadas. Não se sabe ainda se ela pode ser mais letal.

A Variante B.1.1.529 foi primeiro identificada na África do Sul. Mas a primeira infecção registrada foi de uma amostra colhida somente em 9 de novembro. Ao menos nove países já anunciaram restrições para voos da África do Sul. Entre os que impuseram restrições, estão Reino Unido, Alemanha, Itália, Japão, Singapura, Israel e República Tcheca.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou que o Brasil não aceite a entrada de viajantes estrangeiros com passagem pela África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

Atualmente, são quatro as “variantes de preocupação”: Alpha, Beta, Gamma e Delta.

“Novo Decreto” sem Réveillon e sem Carnaval

Preocupado, o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), anunciou que vai editar Decretos proibindo a realização de festas públicas e privadas alusivas ao Réveillon e ao Carnaval 2022, devido ao surgimento da nova variante do Coronavírus (Ômicron).

Ele declarou também que deverá implementar medidas que reforcem a imunização na Capital, devido ao fato de ainda haver mais de 18 mil adultos cuiabanos que ainda não tomaram nenhuma dose da vacina contra a Covid-19, bem como mais de 50 mil pessoas que não retornaram para tomar a segunda dose e cerca de 30% dos adolescentes também não terem tomado sequer a primeira dose do imunizante.

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O anúncio foi feito pelo Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) durante coletiva de imprensa realizada no Auditório da Secretaria Municipal de Educação.

Um assunto muito importante, que venho dedicando um tempo muito grande discutindo com o Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19 e com a equipe do Vacina Cuiabá é essa nova cepa que vem rondando o Brasil. Independentemente se ela é mais agressiva ou menos agressiva, me parece que ela tem um poder de propagação muito rápido, independentemente de ser menos letal ou mais letal, uma vida de um cuiabano, de uma cuiabana vale ouro, vale tudo! Eu quero tomar medidas, como gestor da Capital, para prevenir e proteger a saúde e a vida de todos os cuiabanos. Em virtude disso, por pura responsabilidade e recomendado tecnicamente por diretrizes da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde, estamos determinando a suspensão de todas as festividades alusivas ao Réveillon 2022 e ao Carnaval 2022 em Cuiabá. Qualquer alteração no comportamento dessa nova cepa, no comportamento da Covid-19 em Cuiabá irá merecer uma nova avaliação por parte do Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19”, disse o gestor.

Com relação ao Réveillon, estão liberadas as festas familiares no âmbito das residências. Já em relação ao incentivo quanto à imunização, Emanuel Pinheiro afirmou que antes de publicar o decreto, se reunirá com representantes do setor produtivo, já que foram eles os mais impactados economicamente pela pandemia.

Eu achei melhor ponderar que o setor produtivo tem que ser ouvido. Eles foram bastante penalizados, muitas atividades quebraram, fecharam as portas, muitos ainda vivem um momento dificílimo da sua atividade, muitos desempregos ocorreram em virtude disso. Então, apesar da saúde coletiva ser prioridade, temos que ouvir e tomar decisão conjunta com o setor produtivo. Os dados são inquestionáveis. Entretanto, para que eu possa editar esse decreto, de hoje para amanhã vou ter uma reunião com representantes da Fecomercio, CDL, Sindicato dos Restaurantes, Hotéis, Bares e Similares, representantes de shopping centers e do Shopping popular e do setor de eventos porque o decreto é bem amplo no que diz respeito ao passaporte da vacina”, afirmou Pinheiro.

Conforme o gestor, a ideia é que a exigência do cartão de vacinas ou apresentação do teste PCR tenham o menor impacto possível no setor produtivo, para que possa continuar atuando, gerando emprego e renda, mas sem deixar de lado à preservação da saúde.

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Emanuel Pinheiro ressaltou ainda que o Executivo já encaminhou para a Câmara Municipal a proposta de lei que isenta os setores empresariais do pagamento de IPTU e de alvará de funcionamento, como forma de equilibrar a crise a que foram impelidos devido à Pandemia.

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Avanço silencioso e letal da “Meningite” em Mato Grosso

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O avanço expressivo dos diagnósticos de meningite em Mato Grosso acendeu um alerta epidemiológico e mobilizou as autoridades de Saúde Pública nas últimas semanas. O crescimento das notificações da enfermidade gerou uma forte onda de preocupação coletiva entre médicos, educadores e, sobretudo, pais e responsáveis. O temor justifica-se pelo caráter fulminante da patologia, cuja evolução rápida exige vigilância constante da sociedade civil para evitar o colapso no atendimento e a proliferação descontrolada de novos vetores infecciosos em ambiente escolar e comunitário.

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) identificou formalmente a crise por meio de análises laboratoriais e monitoramento de rede assistencial. O órgão governamental constatou que o território mato-grossense enfrenta uma expansão geométrica no contágio da doença se comparado aos índices históricos do estado. A identificação desse cenário epidemiológico adverso permitiu a compilação de dados centralizados, os quais servem de embasamento técnico para que os gestores públicos estruturem campanhas de conscientização e distribuam insumos hospitalares de maneira estratégica.

Os municípios mato-grossenses concentram a totalidade das notificações registradas, evidenciando que o perigo epidemiológico ultrapassou os limites geográficos das grandes metrópoles. Cuiabá lidera o balanço estatístico estadual com 13 ocorrências consolidadas, seguida de perto por Rondonópolis e Várzea Grande, que somam 5 registros cada uma.

O mapeamento da interiorização da doença inclui ainda cidades de relevância econômica como Cáceres e Sorriso, com 4 casos computados em cada território, além do município de Sinop, que contabiliza 3 positivações.

O mais recente boletim oficial detalhado sobre a evolução da patologia foi publicado pelos canais de comunicação do Governo do Estado nesta última quinta-feira (29). A divulgação sistemática desses relatórios técnicos cumpre um papel fundamental na transparência da gestão pública e no direcionamento de ações profiláticas imediatas. A escolha dessa data específica para a atualização dos índices reflete o fechamento do ciclo epidemiológico semanal analisado pelas equipes de Vigilância Sanitária.

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A etiologia da Meningite baseia-se em uma severa inflamação das meninges, que constituem as membranas protetoras responsáveis pelo revestimento do cérebro e da medula espinhal do indivíduo. Esse processo inflamatório agudo destrói tecidos essenciais e bloqueia a circulação do líquido cefalorraquidiano, sendo desencadeado pela invasão de agentes patogênicos diversos, tais como bactérias, vírus ou fungos.

A gravidade da infecção reside justamente na agressividade desses microrganismos, que atacam o sistema nervoso central de forma devastadora.

O contágio ocorre principalmente por meio de vias respiratórias, através de gotículas de saliva expelidas por indivíduos infectados, ou pela exposição prolongada a ambientes fechados e sem a devida ventilação. Fatores sazonais e a aglomeração urbana potencializam a transmissibilidade do agente infeccioso entre a população de risco. Uma vez instalado o microrganismo no hospedeiro, o período de incubação biológica transcorre em um intervalo que varia de três a cinco dias até a manifestação inequívoca dos sinais clínicos.

O balanço estatístico atualizado aponta a ocorrência de 53 casos confirmados da doença e um total de oito mortes computadas em todo o território de Mato Grosso. Os novos exames laboratoriais processados revelaram um acréscimo de sete contaminações adicionais em relação ao monitoramento governamental imediatamente anterior, o qual estipulava 46 positivações.

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Embora o volume de infecções tenha apresentado essa oscilação ascendente e preocupante, o quantitativo absoluto de óbitos permaneceu estabilizado na marca de oito perdas humanas.

O principal fator de letalidade decorre da similaridade perigosa entre os sintomas iniciais da Meningite, caracterizados por vômitos, dores cefálicas e febre alta, e os indícios de uma intoxicação alimentar comum. Essa analogia clínica superficial induz familiares e profissionais de medicina a equívocos diagnósticos fatais, retardando a internação adequada.

Como a janela temporal entre a vida e a morte restringe-se a apenas uma hora após o início das crises graves, a ausência de antibioticoterapia imediata sela o prognóstico trágico dos pacientes.

As faixas etárias mais vulneráveis compreendem extremos geracionais distintos, concentrando-se em idosos situados entre 50 e 64 anos, grupo que lidera com dez casos confirmados. A fragilidade imunológica também atinge a infância, registrando nove casos em crianças de 5 a 9 anos e oito ocorrências em bebês com idade inferior a um ano.

O dado mais alarmante recai sobre o segmento infantil de 5 a 9 anos, que concentra três dos oito óbitos totais, demonstrando a agressividade da doença no organismo infantil.

A contenção definitiva do surto exige que a população procure assistência médica hospitalar imediata diante do surgimento de rigidez na nuca, sonolência excessiva ou manchas purpúreas cutâneas. Os profissionais da vigilância epidemiológica reforçam a necessidade de ampliação da cobertura vacinal e do isolamento preventivo de pacientes suspeitos nas unidades de pronto atendimento.

O combate eficaz à propagação da Meningite depende diretamente da rapidez na busca por socorro especializado e da correta higienização diária das mãos.

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