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Política

Santos acata pedido de Taques e continuará como líder do governo na AL

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Os apelos do governador Pedro Taques (PSDB) foram ouvidos e o deputado estadual Wilson Santos (PSDB) vai permanecer como líder do governo na Assembleia Legislativa por mais um longo tempo. O martelo foi batido após as duas partes entrarem em acordo para que a relação entre o legislativo e os secretários melhore.

wilson e pedro taquesOutro ponto discutido e que houve um acordo foi relação ao pedido do parlamentar tucano Wilson Santos para que haja mais reuniões entre os deputados e o governador a fim de debaterem questões pertinentes ao Legislativo e Executivo.

Precisa sim ter mais proximidade do staff do governador Pedro Taques. Não tenho nada contra e nem a reclamar de nenhum dos seus secretários, mas os outros parlamentares da base não acham bem assim e reclamam muito da maneira como estão sendo tratados dentro do governo”, ponderou Wilson.

O deputado tucano só retorna para a capital de Cuiabá nesta semana, mas sua assessoria garantiu que tudo foi resolvido por telefone e que vai se encontrar com o governador depois do dia 13 para oficializar o compromisso firmado com o governador Pedro Taques.

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Os deputados reclamaram em 2015 que a Assembleia Legislativa estava subserviente as ordens de Taques, passando e aprovando projetos que antes deveriam ser amplamente debatidos entre os parlamentares.

Além disso, os parlamentares entraram em rota de colisão com o presidente da Casa de Leis, deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), por ele supostamente dar o aval para os projetos que viessem do governo na totalidade.

Contudo, Wilson avalia que gostou de trabalhar na gestão de Pedro Taques e fez questão de ressaltar que a eficiência no Executivo impera. No final do ano passado, vários projetos orçamentários importantes foram aprovados na Assembleia com orientação de votos dos demais deputados, do próprio Wilson.

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Política

PL convoca convenção em Mato Grosso sob “Tensão e Racha” entre prefeitos

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O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso enfrenta uma severa crise de alinhamento interno diante da expressiva resistência de seus principais prefeitos em declarar apoio à pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo do Estado. Os gestores municipais Flávia Moretti, de Várzea Grande, Abilio Brunini, de Cuiabá, e Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, sinalizam franca preferência política pela reeleição do atual governador, Otaviano Pivetta, filiado ao Republicanos.

O impasse reside no conflito de interesses regionais e nas alianças locais estabelecidas pelos mandatários, os quais divergem abertamente da estratégia centralizada da cúpula partidária mato-grossense. Essa dissonância estratégica gerou ruídos e atritos internos profundos, levando os prefeitos a buscarem canais de interlocução diretamente junto à Executiva Nacional da legenda em Brasília para mediar o severo dissídio.

Para mitigar o desconforto institucional e conter o esfacelamento de sua base, as lideranças municipais tentam articular soluções intermediárias que evitem uma ruptura definitiva com a agremiação.

Cenário Atual

Flávia Moretti: A Prefeita de Várzea Grande declarou que não garantiu o seu voto e vai se manter neutra até a realização das convenções partidárias. Ela e outros gestores buscaram alinhamentos na executiva nacional para lidar com esse impasse.

Abilio Brunini: O Prefeito de Cuiabá tem tentado evitar o desconforto defendendo um acordo geral onde o PL indicaria o vice na chapa de Pivetta.

Cláudio Ferreira: O Prefeito de Rondonópolis está fortemente inclinado em apoiar Pivetta, o que causou ruídos internos com a cúpula do PL no Estado.

O desfecho oficial para essa complexa queda de braço partidária ocorrerá no dia 5 de agosto de 2026, data limite estabelecida pelo calendário oficial da Justiça Eleitoral para a homologação das candidaturas. A escolha estratégica do último dia do prazo legal visa garantir tempo adicional para a maturação das negociações políticas e para a pacificação dos ânimos inflamados entre os correligionários.

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O cenário geográfico e político desse embate concentra-se no Estado de Mato Grosso, uma região de expressiva relevância econômica no Agronegócio Nacional e onde o Partido Liberal (PL) detém uma base parlamentar robusta. A Convenção Estadual unificada, estruturada especificamente para congregar todas as forças regionais, servirá como o “Grande Tribunal Político” para a definição dos rumos majoritários e proporcionais da sigla.

O objetivo primordial da convocação compulsória feita pela liderança do Partido Liberal (PL) é sedimentar a união formal da legenda e assegurar que toda a densidade eleitoral dos prefeitos seja canalizada para o projeto majoritário próprio. O presidente estadual da sigla, Ananias Filho, preconiza a centralização de esforços e a “fidelidade partidária rígida” como pilares indispensáveis para a sobrevivência e o fortalecimento do partido nas urnas.

O evento político congregará, além dos três prefeitos rebeldes das maiores cidades do estado, deputados estaduais, deputados federais, vereadores e uma vasta rede de lideranças municipais e regionais da agremiação. A maciça presença do funcionalismo político partidário é vista pela presidência como uma demonstração pública indispensável de força e controle institucional perante o eleitorado e os adversários.

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Embora se trate de uma deliberação de alta relevância, a Executiva Nacional do Partido Liberal (PL) adotará uma postura de distanciamento físico, conferindo ao encontro um caráter estritamente regional e isolado de interferências externas.

O dirigente Ananias Filho confirmou a ausência de convite formal ao presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, em virtude do envolvimento deste nas complexas articulações e convenções em outros estados da federação.

O reflexo dessa instabilidade interna reverbera diretamente no tabuleiro das forças políticas concorrentes em Mato Grosso, que monitoram atentamente a fragmentação do partido de oposição. A indefinição do PL tensiona o arco de alianças e altera substancialmente a correlação de forças na disputa pelo Palácio Paiaguás, influenciando as estratégias de agremiações de centro e de esquerda no território mato-grossense.

Diante do encerramento do cronograma de convenções pelo Partido Liberal (PL), os próximos dias serão marcados por intensa movimentação, iniciada pela Federação Brasil da Esperança em 25 de julho, seguida por União Brasil (UB), Progressistas, Podemos e o próprio Republicanos.

O desfecho dessa intrincada engrenagem eleitoral redefinirá por completo a governabilidade regional e os rumos das coalizões partidárias nos meses subsequentes.

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