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Política

Taques diz que é “piada” pedido da “Oposição” querer sua renúncia

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Parece mesmo que o governador mato-grossense Pedro Taques (PSDB) não levou a serio os últimos acontecimentos dentro da Casa de Leis, mais precisamente no plenário da Assembleia Legislativa de Mato grosso (AL/MT) sobre os parlamentares da “Oposição” querem a sua renúncia.

Renúncia?. Isso não existe”, disse o governador Pedro Taques (PSDB) ao comentar sobre o pedido feito por deputados da oposição que querem que deixe o governo após as denúncias de que teria incentivado as escutas telefônicas, no início de seu governo e que provocou a queda do ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques e a prisão do ex-comandante geral da Polícia Militar, coronel da reserva Zaqueu Barbosa.

Isso é uma piada”, limitou-se a responder o governador em um evento que aconteceu em Cuiabá de um seminário sobre os Agronegócios.

Sobre o requerimento apresentado na última quarta (24), pelo deputado estadual Alan Kardec (PT) e que foi aprovado pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa sobrestando a pauta de votações da Casa. De acordo com os membros da oposição, o “trancamento” da pauta ocorrerá até que o Executivo apresente soluções para resolver o que eles classificam de “caos” na Saúde do Estado.
 
A oposição tem que fazer oposição. Aliás, o cidadão colocou a oposição em seu devido lugar. Tiveram 7% dos votos”, afirmou o governador, que preferiu não tecer mais comentários sobre as críticas por parte de alguns parlamentares à sua gestão.

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Todo esse acontecimento dentro da Casa de Leis, se deu após virem a tona a famosa lista de pessoas que foram grampeadas por pessoas ligadas a Policia Militar, e as prisões dos possíveis lideres do grampo, o ex-comandante da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa, e do cabo da PM Gerson Luiz Ferreira Golveia Junior, por suposto envolvimento no esquema de grampos ilegais.

A parlamentar do PMDB Janaina Riva, usou da tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso para defender que Pedro Taques faça a sua renuncia do cargo de governador, ate porque, a Justiça assim como a Assembleia Legislativa poderia afasta-lo do cargo.

Se tudo isso que esta acontecendo no estado de mato Grosso for verdade, eu como parlamentar não gostaria que o governador Pedro Taques fosse afastado por esta Casa, mas sim pela Justiça. Pedro Taques fez um verdadeiro atentado a democracia brasileira, e também fez um atentado a esta Casa, a sociedade cuiabana e mato-grossense merece uma resposta”. Afirmou a parlamentar do PMDB Janaina Riva.

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Política

O pragmatismo que redefine as fronteiras do “Poder Estadual”

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O cenário político no Estado de Mato Grosso expõe, de forma inequívoca, como as dinâmicas eleitorais contemporâneas são moldadas pela conveniência tática e pela constante reconfiguração de forças. A movimentação partidária deste ano no estado ilustra o fenômeno em que antigas divergências ideológicas e pessoais são secundarizadas em nome de objetivos eleitorais comuns, alterando de forma profunda o tabuleiro político local.

A aproximação estratégica envolve o atual Senador Carlos Fávaro, do Partido Social Democrático (PSD), e o ex-governador Pedro Taques, filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Ambos os líderes políticos decidiram superar os embates históricos que marcaram suas trajetórias públicas recentes para consolidar uma inédita e expressiva articulação de forças na disputa pelas cadeiras do Senado Federal.

Essa “articulação pragmática” ocorre em meio ao período de “Convenções e Articulações” que antecede o pleito eleitoral deste ano, momento em que as agremiações buscam otimizar seu tempo de propaganda e capilaridade. A reconfiguração das alianças ganha celeridade à medida que os prazos legais do calendário eleitoral exigem definições nítidas e registros formais das coligações partidárias.

A “UNIÃO” das lideranças tem como palco principal, o Estado de Mato Grosso, um dos polos geopolíticos e econômicos mais relevantes do Centro-Oeste brasileiro. O território estadual, caracterizado pela forte influência do Agronegócio e por uma política tradicionalmente polarizada, serve como o “laboratório” perfeito para a observação dessa “metamorfose” nas relações de “PODER”.

A motivação central para a formação dessa chapa competitiva reside na necessidade imperiosa de garantir a governabilidade futura e ampliar as chances de vitória nas urnas. O pragmatismo das cúpulas partidárias nacionais e estaduais impõe-se sobre rivalidades pretéritas, demonstrando que a sobrevivência e a relevância política sobrepõem-se, invariavelmente, à rigidez ideológica doutrinária.

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O processo de unificação foi deflagrado por meio de intensas negociações de bastidores, que culminaram em uma decisão verticalizada e chancelada pelas direções executivas nacionais dos partidos envolvidos. Essa costura política operou-se de cima para baixo, pacificando as bases locais e sacramentando o acordo que virtualmente selou o destino da composição majoritária.

O custo imediato dessa estratégia reflete-se na profusão de declarações contraditórias e no desconforto de correligionários que, outrora, sustentavam discursos de oposição recíproca.

A incoerência retórica, imortalizada pela máxima “rodriguiana” de que toda constância rígida é passível de suspeição, passa a ser assimilada como um subproduto inevitável da “realpolitik“.

Estima-se que o impacto direto dessa nova conjuntura altere substancialmente a distribuição do eleitorado mato-grossense, unindo nichos antes considerados inconciliáveis na mesma base de apoio. A junção do capital político de Carlos Fávaro com a experiência de Pedro Taques redesenha as projeções estatísticas, forçando os demais concorrentes a refazerem seus planejamentos.

A viabilização desse arranjo foi possível graças à flexibilidade dos estatutos do PSD e do PSB, associada ao uso estratégico dos fundos partidário e eleitoral que financiam as grandes estruturas. A convergência técnica de interesses comuns permitiu que as frentes jurídicas e de marketing das campanhas passassem a trabalhar em perfeita consonância programática.

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O desenlace dessa “complexa engenharia política” reafirma a tese de que a história brasileira é cíclica e avessa a ressentimentos permanentes no campo institucional. Diante do eleitorado, resta a constatação de que o verdadeiro motor da política institucional não é a simpatia pessoal, mas a busca incessante pela manutenção e expansão do “PODER” de representação.

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