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É HORA DE JUNTARMOS OS CACOS E PENSARMOS NO FUTURO!

Quem vai ajuntar os “CACOS” na segunda-feira!

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Você está caminhando por uma loja de belíssimos espelhos. Em meio aos diferentes modelos e tamanhos, você enxerga um que, sob sua perspectiva, ficaria perfeito como decoração em sua sala de jantar. Você se aproxima de um vendedor para comunicar seu interesse e, então, percebe que outra pessoa conversa com ele sobre o mesmo espelho. Desconfortável, ele comunica que este é o último modelo disponível do espelho em questão.

Está armado o circo: de repente, você se vê em uma discussão sobre quem deve levar o espelho pra casa, quem viu primeiro, quem paga mais, quem cuidará melhor, qual casa combina mais com a decoração. Em seguida, você e o “rival” já descem de nível, partindo para os ataques pessoais, acusações e preconceitos sobre os planos de decoração um do outro. Finalmente, a obsessão pelo mesmo “objeto” chega ao limite do absurdo, onde cada um segura uma ponta do espelho, utilizando a força física para tentar “vencer” a batalha.

Enquanto isso, toda a loja, vendedores e clientes, assiste a rivalidade tomar rumos catastróficos sem fazer absolutamente nada. Algumas pessoas, inclusive, tomam partido dos envolvidos na briga, e começam a discutir entre si sobre quem deve levar o espelho pra casa discussões estas que também acabam em pequenas brigas e trocas de farpas.

A catástrofe esperada finalmente acontece. No calor da disputa, o espelho cede e quebra em centenas de pequenos cacos. O que fazer agora?

Originária do grego “kakos”, a palavra caco deriva de “kaío”, que significa queimar ou destruir pelo fogo. Apesar de não ter a mesma significação nos dias de hoje, a denotação de algo destruído ou estraçalhado ainda acompanha a palavra “CACO”, já que uma coisa “em casos” está quebrada ou mesmo destruída. Nesse contexto, a expressão juntar os CACOS surge tendo como denotação “limpar a bagunça” ou “remendar a vida”.

Juntando os “CACOS”, é possível aprendermos com nossos erros, acertos e frustrações para, talvez, construirmos um mosaico, muitas vezes muito mais bonito e bem construído que a obra “original”. A mensagem que a expressão passa é a de que um passado mal resolvido e não integrado pode, com um pouco de esforço, se transformar em algo belo e utilitário.

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A situação hipotética apresentada no início desse texto e a explicação sobre “JUNTAR OS CACOS” não te lembra alguma coisa?

Nas últimas semanas, temos experimentado uma situação semelhante à da loja de espelhos em nosso contexto político. Explicando a analogia, podemos afirmar que o espelho em disputa é o Brasil, o seu Estado, o seu Município. Você e seu rival representam os dois planos políticos em oposição no segundo turno das Eleições de 2024, defendendo suas ideologias e seus planos de governo enquanto disputam.

Os eleitores são representados, neste cenário, pelos presentes na loja, que assistem a tudo sem intervir diretamente e se envolvem em atritos e brigas, muitas vezes violentas, defendendo o seu “candidato”.

O resultado disso, já sabemos: um país literalmente em “CACOS”, destruído pela fragmentação política e pelas relações quebradas durante o processo eleitoral.

Neste último domingo, este processo chega ao fim. Mas os reflexos da fragmentação política nos perseguirão pelos próximos quatro anos, uma vez que ela representa um obstáculo à governabilidade e, por extensão, à consolidação da democracia.

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É fácil refletir sobre os perigos da fragmentação: se o poder se encontra dividido, os conflitos tendem a ser mais frequentes, distanciando cada vez mais a solução.

Mas…, passadas as Eleições de 2024, é preciso olharmos para esta fragmentação política com outros olhos, enxergando um fator construtivo para nossa democracia, apesar de dificultar os entendimentos, ela contribui para as habilidades de negociação de nossos líderes, que devem sempre prezar o entendimento em prol do bem-comum e também para a própria consolidação das instituições.

Pensando estrategicamente, é hora de começarem a juntar os CACOS e começarem também pensar no futuro, refletindo sobre nossos erros e acertos nas últimas semanas e, principalmente, nos últimos anos. Em tempos de mudanças, precisamos refletir para além de nossas realidades e ideologias.

Precisamos transcender nossa resistência em aceitar o que é novo e apostar na união e na empatia. No lugar de pensarmos sobre vitoriosos e derrotados, precisamos dirigir nossos esforços para reconstruir tudo o que foi quebrado e danificado durante esse processo importante de mudança. Só assim poderemos, em coletivo, juntarmos todos esses “CACOS” e construirmos, a partir deles, uma nova história para nosso país, no nosso estado, ou na nossa cidade um mosaico mais bonito, mais colorido e mais plural.

E viva a nossa democracia!

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Política

Jayme Campos: “Ele está patrolando o partido”

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O senador e pré-candidato ao Governo do Estado de Mato Grosso, Jayme Verissimo de Campos (UB), rechaçou de forma veemente a possibilidade de sua esposa, a ex-prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos, compor a chapa majoritária na condição de candidata a vice-governadora ao lado do atual governador e pré-candidato à reeleição, Otaviano Olavo Pivetta do partido Republicanos. A declaração pública do parlamentar, caracterizada por um tom de forte indignação ética, ocorreu nesta semana durante encontros políticos estratégicos em Cuiabá, no momento em que os partidos aceleram as articulações internas para a definição das candidaturas que disputarão a cadeira numero 1 do Palácio Paiaguás e as vagas Legislativas no pleito de outubro.

A manifestação incisiva do senador unista repudiava os rumores que circulavam nos bastidores políticos locais, os quais sugeriam o nome de Lucimar Campos como uma alternativa técnica e eleitoralmente viável para selar uma aliança pacífica entre o grupo governista de Pivetta e a ala dissidente do União Brasil (UB). Diante das especulações de bastidores que ganharam vulto na imprensa regional, Jayme Campos apressou-se em estabelecer um limite claro às negociações correntes, blindando seus familiares de arranjos partidários e reafirmando a manutenção integral de seu projeto autônomo de candidatura majoritária, o qual se contrapõe de forma direta aos planos de continuidade da atual gestão estadual.

Os principais articuladores políticos da base aliada do governador Otaviano Pivetta e a Executiva Estadual do União Brasil (UB), sob a liderança do ex-governador Mauro Mendes (UB), figuram como as contrapartes institucionais e os interlocutores diretos dessas tratativas que visavam à unificação das forças governistas. O movimento estratégico de aproximação buscava neutralizar a concorrência interna e consolidar um arco de alianças robusto para a disputa ao Executivo, utilizando-se da influência política e do recall eleitoral da família Campos na região metropolitana de Cuiabá como um elemento de forte atração e estabilidade para a chapa governista.

O epicentro geográfico e o cenário das tensões políticas concentram-se no Estado de Mato Grosso, tendo as principais deliberações e os desabafos ocorrido na capital, Cuiabá, que abriga as sedes partidárias e o centro decisório do Palácio Paiaguás. O descontentamento com o andamento das conversas também reflete as dinâmicas locais de Várzea Grande, segundo maior colégio eleitoral do estado e tradicional reduto político dos Campos, onde a ex-prefeita Lucimar Campos mantém considerável base de apoio popular, transformando a região geográfica em um território estratégico disputado palmo a palmo pelas coligações em formação.

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O senador Jayme Campos e o presidente estadual do União Brasil, Mauro Mendes, reuniram-se formalmente com o propósito explícito de aparar as arestas acumuladas nas últimas semanas e discutir de forma realista o desenho do cenário político-eleitoral para 2026.

A agenda bilateral buscou reavaliar as estratégias de lançamento de candidaturas próprias e a distribuição de espaços na chapa majoritária, servindo também como um ambiente formal para o esclarecimento de convites informais e para a equalização das expectativas das diferentes correntes que coexistem de forma tensa no partido.

A motivação central por trás da reação enérgica de Jayme Campos reside na preservação do que ele define como a integridade e a dignidade de seu núcleo familiar, recusando-se a converter parentes próximos em moedas de troca ou componentes de “balcão de negócios” no pragmatismo das alianças eleitorais cotidianas. Adicionalmente, o parlamentar fundamenta sua recusa no argumento de que aceitar uma posição de vice-governador ou indicar sua esposa para tal posto representaria uma “humilhação” política diante da solidez do projeto autônomo que ele vem defendendo publicamente perante as bases partidárias e a sociedade mato-grossense.

As decisões estratégicas adotadas pelo senador e pelas lideranças do União Brasil produzem impactos imediatos na engenharia política estadual, resultando na antecipação da convenção partidária para o dia 20 de julho, logo após a abertura do período oficial permitido pela Justiça Eleitoral, em substituição à data originalmente prevista de 4 de agosto. Essa alteração no cronograma interno foi defendida para ampliar o prazo de organização jurídica e para corrigir falhas materiais no edital de convocação publicado, o qual omitia a previsão de escolha dos candidatos ao Senado, obrigando a sigla a revisar seus atos burocráticos.

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A inviabilização da aliança por meio de indicação familiar decorre de uma postura ideológica rígida assumida pelo senador, o qual adota uma retórica de diferenciação ética ao afirmar que respeita a própria família e que jamais envolveu esposa ou filhos em transações políticas espúrias.

Jayme Campos sublinhou que a manutenção de sua pré-candidatura ao governo estadual configura sua única opção eleitoral para o pleito vigente, asseverando categoricamente que não possui um “plano B” e que, caso o projeto majoritário não prospere nas instâncias partidárias, optará por retornar às suas atividades empresariais privadas.

O método central empregado pelo parlamentar para externar seu posicionamento consistiu no uso de declarações públicas de forte impacto mediático, nas quais criticou abertamente a condução centralizadora de Mauro Mendes à frente do União Brasil, acusando-o de “patrolar” a legenda e impor prazos exíguos para o debate interno. O pré-candidato recorreu a metáforas expressivas, como a denúncia de uma suposta “política do ferro no pescoço”, para contrapor o estilo de gestão de seus correligionários ao modelo que defende como ideal, baseado na arte do diálogo, do entendimento mútuo e da ampla conversação democrática.

O montante das despesas de campanha e a viabilidade financeira da futura estrutura partidária dependem diretamente da resolução desses impasses, uma vez que a fragmentação das candidaturas majoritárias impacta a distribuição dos fundos eleitoral e partidário entre as siglas concorrentes.

O desfecho das negociações atuais definirá o volume de recursos técnicos e financeiros que serão direcionados para as candidaturas ao Senado e à Câmara Federal, estimulando os pré-candidatos mencionados pelo senador, como Janaina Riva, Carlos Fávaro, Pedro Taques e José Medeiros, a monitorarem atentamente os rumos do União Brasil para assegurarem suas respectivas fatias orçamentárias.

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