AINDA É PREOCUPANTE
Quem decide, precisa ter a perfeita noção da responsabilidade que tem em mãos
Os casos confirmados e os óbitos da Covid-19 em alta, não vem preocupando a Prefeitura de Cuiabá. A cidade esta em colapso total. E neste momento em que estamos vivenciando, temos a obrigação de alertar mais uma vez que aos internautas do Blog do Valdemir.
As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) chegaram ao limite de ocupação e, o nosso dever é fazer uma manifestação para a população: senhores e senhoras internautas.
Preocupados com a Saúde do nosso povo e de nossas famílias, reafirmamos que a situação é preocupante. Não estarmos aumentando nada, vejam as manchetes dos sites, telejornais, redes sociais. Em Mato Grosso não temos mais nenhuma vaga. Para vocês que não respeita as medidas restritivas. Para você que vive para contestar as normas e nada contribuiu ou contribuem não se esqueçam de que, os hospitais chegaram ao limite. Não podemos ignorar que temos uma gravidade de Saúde Pública.
Quem decide, quem manda, tem que ter a perfeita noção da responsabilidade que tem em suas mãos. A responsabilidade não é somente da população e nem do Blog do Valdemir, é nossa em geral. Temos que encarar o momento e, a Pandemia da Covid-19 é o nosso adversário. Os gestores municipais precisam encontrar uma solução conjunta e tentar estancar a tragédia que estamos assistindo. Mato Grosso precisa tomar medidas serias para travar esta Pandemia.

Os gestores precisam entender que, o fato de lotação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) não é o indicador mais importante. Alguns indicadores são mais precisos para analisar o avanço da contaminação, como os números de novos casos por dia. O contágio vai continuar avançando, se não tivermos um combate. A sociedade continua se arriscando e agora tem as crianças.
Olhai por nós
Quando uma autoridade estende tua mão e ameaça afastar gestor público que não cumprir as medidas restritivas, aparecem gestores preocupados com seu umbigo e pede para sua equipe da Procuradoria-geral, entre com uma manifestação no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT), pedindo o indeferimento do aditamento imposto pelo Ministério Público Estadual (MPE).
O MP ameaça pedir o afastamento dos prefeitos que não cumprirem a quarentena decretada pelo Governo do Estado.
O governador Mauro Mendes Ferreira (DEM) já deu seu aviso que as Prefeituras que não adotarem as medidas impostas no Decreto Estadual para prevenção da Covid-19, terão que responder à Justiça.
Imagem e revolta dos prefeitos
Quando bares, lojas e até shoppings continuam a funcionar, a imagem que passa dos governantes para a população, tende a indicar a melhora da crise sanitária ou inclusive seu controle.
Termos como “estabilidade” no número de mortes e na ocupação dos leitos são usados como parâmetros para retratar o cenário de contenção e, as vezes, de desaceleração de contaminação. Porém não é o que estamos assistindo em Mato Grosso, muito menos Cuiabá.
“Podem vir me prender, “Lockdown” não traz resultado efetivo, nós já vimos isto no ano passado. Eu não vou emitir decreto pelo fechamento, O que tem que acabar é as festas clandestinas, aglomeração em beira de rio“.
Foram as palavras de revolta do prefeito Rafael Machado (PSL), da cidade de Campo Novo do Parecis, localizada cerca de 391 Km de Cuiabá, quando afirmou que não vai descumprir a ordem judicial proferida pela Desembargadora Maria Helena Póvoas, presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT) e manterá o comércio aberto.
E conforme números da Secretaria Estadual de Saúde do Estado de Mato Grosso (SES/MT), o município registra 3.841 casos confirmados de Covid-19 e 41 mortes em decorrência da doença.
Decisão do TJMT
Conforme informações do Governo do Estado, atualmente, 50 municípios mato-grossenses se enquadram nessa situação de classificação de risco muito alto, incluindo Campo Novo do Parecis, Cuiabá e Várzea Grande.
E nesta segunda-feira (29) a presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT), Desembargadora Maria Helena Póvoas, em sua decisão, determina que municípios que estejam com classificação de risco muito alto entrem em “quarentena obrigatória”, conforme recomenda o Decreto Estadual nº 874/2021.
Decreto 8.324 de Cuiabá
Dia 12 de janeiro de 2021, 14h28min, o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), chama a atenção da população cuiabana, e pede mais responsabilidade e consciência para que não haja aglomerações, eventos, festas ou casas noturnas a fim de evitar a propagação da Covid-19.
“Não podemos brincar com esse vírus. Infelizmente tem uma faixa da população que ainda acha que vive no mundo de Alice no País das Maravilhas“, disse o emedebista e Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.
Na época Cuiabá, tinha 49.471 de pessoas infectadas e 1.400 óbitos. Já se passaram 76 dias, Cuiabá registra mais de 65 mil casos e 1.656 óbitos.
PS: Pensa que está um passo na frente, quando na realidade estão dois passos atrás. Pensaste que seria mais um segredo trancado?
Política
O “Capitalismo Eleitoral” e a “Disputa Imaterial” pela “Paternidade das Obras Públicas”
A expressão popular “pai da criança” traduz com precisão cirúrgica a dinâmica operacional adotada por agentes políticos nos períodos que antecedem os pleitos eleitorais no meu “QUERIDO”, “LINDO” e “MARAVILHOSO” Estadão de Mato Grosso. Trata-se de um fenômeno recorrente no qual múltiplos atores estatais reivindicam a autoria primária de empreendimentos sociais e estruturais com o objetivo de capturar a simpatia do eleitorado e convertê-la em dividendos nas urnas.
O evento central dessa engrenagem ocorre durante os atos formais e informais de anúncio, vistoria e inauguração de intervenções urbanas e sociais promovidas com recursos do Tesouro Nacional. Nessas ocasiões, prefeitos, governadores, deputados federais, estaduais e vereadores mobilizam suas assessorias para articular discursos e materiais publicitários que atribuam a si a responsabilidade exclusiva pelo benefício entregue à comunidade.
Essas manifestações ganham intensidade máxima no primeiro semestre dos anos eleitorais, momento em que o calendário estipulado pela legislação eleitoral impõe limites rigorosos para a participação de candidatos em inaugurações públicas. A contagem regressiva impulsiona uma aceleração deliberada no ritmo de entregas, transformando o espaço urbano em um verdadeiro canteiro de obras a céu aberto.
A movimentação ocorre nos Municípios, Estados e no Distrito Federal, abrangendo desde grandes metrópoles até pequenas localidades dependentes de repasses governamentais. A amplitude territorial desse comportamento demonstra que a estratégia de associação à infraestrutura visível independe do porte econômico da região, consolidando-se como uma prática institucionalizada em todas as esferas federativas.

Os principais articuladores desse processo são os ocupantes de cargos nos Executivos e Legislativos das esferas Municipal, Estadual e Federal. A cadeia de reivindicação envolve desde o vereador que apresentou a indicação da demanda até o deputado que destinou emendas orçamentárias, culminando no gestor local responsável por licitar e executar a intervenção.
A motivação primordial reside na necessidade de construir capital político tangível por meio de realizações visíveis, como pavimentação, hospitais, creches e praças públicas. Empregados como argumentos de campanha, esses equipamentos materiais possuem alto apelo persuasivo, uma vez que simbolizam a atuação direta do representante público na melhoria da qualidade de vida da população.
A dinâmica viabiliza-se devido à complexidade do sistema orçamentário brasileiro, assentado na descentralização e no compartilhamento de competências financeiras entre os entes federativos. Uma única intervenção resulta habitualmente da soma de Emendas Parlamentares Federais, contrapartidas estaduais, execução municipal e fiscalização do Legislativo local, criando um cenário jurídico-financeiro multifacetado no qual todos os envolvidos possuem frações de mérito.
O fenômeno desenrola-se por meio de solenidades de corte de fita, campanhas ostensivas em redes sociais, veiculação de propaganda institucional e discursos efusivos em palanques. O uso sistemático do marketing político busca simplificar a complexa engenharia orçamentária e administrativa, reduzindo o processo coletivo a uma narrativa individual de empenho e conquista pessoal.

O desafio crítico derivado dessa prática recai sobre o eleitorado, que precisa discernir a propaganda eleitoral das contribuições efetivas de cada agente para a concretização do projeto. A superexposição de narrativas concorrentes dificulta a identificação da real paternidade das melhorias, exigindo do cidadão um acompanhamento atento da execução orçamentária e dos trâmites legislativos.
Por fim, o aspecto determinante para a sociedade deve ser a avaliação criteriosa da utilidade, durabilidade e viabilidade das intervenções entregues, em detrimento do debate ideológico sobre a autoria. A fiscalização social em relação ao uso do dinheiro público e o foco nas reais necessidades coletivas constituem os únicos mecanismos capazes de mitigar o uso oportunista de obras públicas como simples instrumentos de barganha eleitoral.
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