CUIDADO COM AS INFORMAÇÕES FALSAS
Procura-se eleitor; “Fake News” se alastra na pré-campanha eleitoral
O ano de 2022 é de eleições presidenciais e estaduais no Brasil. Com isso, é ainda maior a preocupação com as “Fake News”, já que elas estiveram intensamente presentes nas eleições de 2018, influenciando diretamente na votação.
Para checar se uma notícia é verdadeira ou não, recomenda-se que, ao receber uma notícia duvidosa, é necessário:
– Checar se há uma fonte e descobrir quem é a fonte da informação;
– Pesquisar sobre a informação em plataformas de busca;
– Identificar as evidências e o seu contexto;
– Identificar o público-alvo do conteúdo, para avaliar viés e intencionalidade;
– Observar o propósito da publicação, pois, para ser compartilhadas, as “Fake News” tentam provocar sentimento de indignação e raiva;
– Por fim, é preciso se perguntar como as informações estão dispostas no conteúdo e como ele é apresentado esteticamente, já que notícias falsas costumam conter palavras com letras maiúsculas e erros de gramática.

Em meio as campanhas encabeçadas por influenciadores digitais e personalidades. Além do intensivo combate a desinformação a respeito da confiabilidade e de todo o processo eleitoral, as campanhas nacionais veiculadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) têm focado em incentivar a participação nas eleições deste ano, após dois anos consecutivos de crescimento no índice de abstenção.
Em 2018 foram próximo a 700 mil eleitores que não votaram. Total de eleitores em Mato Grosso é de 2.248,137, deste total 192 mil eleitores estão com títulos cancelados.
Em Cuiabá e Várzea Grande mais de 100 mil eleitores não votarão nas eleições de outubro. O número representa quase 20% do eleitorado nos dois maiores colégios eleitorais de Mato Grosso e persiste deste as de 2018.
Procura-se eleitor
Conforme a Constituição (Art. 14), o voto é facultativo para analfabetos, jovens de 16 a 17 anos e pessoas com mais de 70 anos. Mas quem tem 15 e completa 16 até o dia 2 de outubro, data do primeiro turno também pode votar, deste que tenha tirado o título que se encerrou no dia 4 de maio.
Preparativos para o pleito eleitoral
Representantes das forças de segurança e outras instituições que compõem o grupo de gestão integrada das eleições 2022, iniciaram o planejamento para o pleito deste ano.
A extensão territorial de Mato Grosso foi pontuada durante a reunião como um desafio para a segurança. São 1.483 locais de votação, 57 zonas eleitorais, 8.364 seções eleitorais, 50 locais de votação em aldeias indígenas, 114 locais de difícil acesso, distribuídas em 141 municípios que totalizam mais de 900 mil km2.
A estimativa é que 5.183 agentes de segurança atuem ao longo do processo de organização, realização e apuração do primeiro turno, que ocorrerá no dia 2 de outubro.

Fake News
Circula nas redes sociais a informação de que, nas próximas eleições, terá o voto anulado quem votar apenas para presidente e optar em branco para outros cargos. Esse recado foi compartilhado nas redes sociais.
A informação é falsa. Eleitores não terão o voto invalidado caso optem por escolher apenas o candidato à presidência da República e por votar em branco para outros cargos. O “voto parcial” não existe na legislação brasileira.
De acordo com a Lei Eleitoral 9.504/97, a urna eletrônica contabiliza o voto para cada cargo eletivo de forma independente (Art. 61), ou seja, a maneira como um cidadão vota para um cargo não interfere na validade dos outros votos.
Em nota, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reiterou que o voto não é revogado caso a pessoa vote para apenas um cargo e escolha anular ou demais. Vale pontuar que um voto é considerado nulo, apenas quando o eleitor digita um número que não corresponde à nenhum candidato ou partido político oficialmente inscrito.
Já o voto em branco ocorre quando o eleitor não manifesta e, durante a votação pressionar o botão “branco” na urna e, depois, confirma. Essas duas opções não são consideradas como votos válidos, apenas são computados para fins estatísticos.
No próximo pleito em outubro, eleitores terão que escolher candidatas e candidatos para cinco cargos: presidente da República, governador, senador, deputados federais e estaduais.
Como o Blog do Valdemir já explicou acima, caso a pessoa queira votar para apenas um dos cargos e anular ou votar em branco para os demais, o voto para o cargo escolhido será computado.
Além disso, a votação para o primeiro turno este ano será em 2 de outubro e, para o segundo turno, caso necessário, será no dia 30 de outubro.
Política
Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso
Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.
Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.
As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.
O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.
A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.
A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.
As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.
O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.
As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.
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