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O ESPELHO PARTIDÁRIO

Porque Edu Botelho foca tanto em ter para si a imagem de Mauro Mendes?

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O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), José Eduardo Botelho, em uma reunião em março de 2023, com o Diretório Estadual do União Brasil (UB), decidiram que a escolha da candidatura em Cuiabá é pessoal do líder máximo da sigla em Mato Grosso, o governador Mauro Mendes Ferreira. Ou seja, o partido deu carta branca para Mauro definir, ponto.

Também ficou definido que o G8 insatisfeitos terão anuência para deixar o partido, a “Janela Partidária” está bem perto de ser aberta. Ou seja, deputados estaduais que quiserem sair do União Brasil (UB) fiquem à vontade. Ponto.

Este é o encaminhamento, quaisquer outras falácias, são meros mi-mi-mis. Então senhores edunistas não estão satisfeitos, a porta da sigla é a serventia do “tchibum”. Tome logo a decisão, ou tem algo que não pode ser revelado no momento? Segue o fluxo!

0 que está em jogo na demora de Edu

Um ano se passou desde que a ala liderada por Edu Botelho (UB), dentro do União Brasil (UB) fez movimentos contundentes para deixar a sigla. Desde então, apesar das diversas reuniões realizadas, inclusive em Brasília, a definição de qual será o destino partidário do grupo continua em aberto.

Previsto inicialmente para o dia 4 de agosto, o anúncio foi adiado por cinco vezes e está agendado para o dia 20 de janeiro. O motivo? Segundo o núcleo duro do Boteco da Alameda, os edunistas estão apurando o máximo as informações, sobre as siglas que podem abrigar os dissidentes, os zangados, os revoltados, os entristecidos do União Brasil (UB).

Deve pesar os prós e contras. Não existe partido perfeito. Tem um partido que tem uma vantagem assim, mas tem lá suas desvantagens.

E como o desejo é que essa decisão seja coletiva (G8), eles querem apurar o máximo de informações das alternativas que possuem.

Duas siglas têm se apresentado como as maiores possibilidades de desembarque dos edunistas: PSD e PP.

Contudo existem entraves. Existem riscos para os deputados estaduais e federais, uma vez que a Executiva Nacional do União Brasil (UB), irá requerer na Justiça o mandato dos parlamentares que tentarem sair da sigla antes que a “Janela Partidária” seja aberta, ainda que usem a “Carta de Anuência” concedida pelo Diretório Estadual.

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Demora é normal

Pessoas próximas do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), consideram a demora na definição do novo partido do grupo, afinal a decisão altera o destino político de 230 lideranças. Contudo, o cálculo dos cabeças pensantes do Boteco da Alameda leva em conta também os vereadores que devem sair da sigla do UB em diversas cidades do Estado, além de pré-candidatos a prefeito e a vereador, além de lideranças municipais.

É uma decisão muito importante. Tem que ter muita prudência para não cometer erros.

O Boteco da Alameda concorda que a demora é normal. São muitas circunstâncias que tem que ser levados em consideração. Ao adiar, novamente a reunião para definir o futuro partido, chega-se a uma conclusão: a necessidade de dialogar com todos e informar da melhor maneira possível as alternativas que os edunistas possuem.

Ah, eu vou falar!

Uma pergunta que não quer calar: porque Edu Botelho foca tanto em ter para si a imagem de Mauro Mendes? Pela boa avaliação que a gestão unista tem em Cuiabá. Edu percebeu uma porta de entrada para o eleitorado cuiabano.

Dudu Botelho quer pegar carona na aprovação máxima do Homem de Ferro, Mauro Mendes, para chegar às casas dos eleitores com o aval de quem conta com uma boa receptividade. A ação de Dudu Botelho é estranha. Na pior das hipóteses, é um aliado histórico.

É natural que Mauro Mendes queira carregar o menino Fábio Garcia. Entretanto, contudo, todavia, a insistência de Edu Botelho no apoio de Mauro Mendes fica ruim para o pré-candidato.

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Mostra ser um candidato sem identidade. Um candidato que não consegue usar suas próprias credenciais. Fica na dependência do “Homem de Ferro” para as eleições e quem sabe subir nas pesquisas eleitorais.

Essa celeuma precisa ser deixada de lado, porque é muito boba a briga Edu e Fábio pelo Mauro.

Depois vem o G8 para dar suporte a Edu, mas que não é a mesma coisa de se ter o apoio do governador bem avaliado. Essa é uma briga desnecessária que não tem sentido. O eleitor cuiabano olha para o Mauro e vê Cuiabá. É uma vinculação automática. A vida pública de Mauro foi na Prefeitura de Cuiabá.

Edu Botelho insistindo em pegar o eleitorado de Mauro Mendes parece o que de fato ocorrerá: uma tentativa de tirar uma casquinha.

Ah, Mauro é um player, com recall muito forte no Estado inteiro. Já foi Prefeito de Cuiabá. Sem poder usar Mauro Mendes na campanha, o grupo dos edunistas demonstra que não está totalmente fechado com o candidato, quando a militância abraça a causa.

Como todo grupo político carrega desistência, podendo gerar desmobilização de alguma base.

Estrutura

O outro ponto é a estrutura. Campanha de Edu Botelho será milionária. Tanto o candidato a prefeito e os aliados terão condições de colocar muito dinheiro, que irá gerar um impacto eleitoral.

Fábio Garcia tem uma campanha pequena com seu problema de romper a bolha contra uma campanha que tem fragilidade, mas contra uma estrutura muito grande e forte.

É difícil imaginar que o menino Fábio Garcia consiga superar os números de Zé Edu Botelho e vá para o segundo turno. Bom… sair dos 6% e ir brigar no segundo turno das eleições é muito difícil e complicado. Apenas Blairo Borges Maggi conseguiu essa façanha.

Espelho, espelho meu, existe alguém mais feio do que eu!

Segue o fluxo!

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Política

Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso

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Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.

Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.

As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.

O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

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A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.

A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.

A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.

As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.

O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

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Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.

As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.

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