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REMANDO EM ÁGUAS TRANQUILAS

Pleito eleitoral adverte: falta de candidato para o Paiaguas deprime!

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Partidos políticos buscam se cacifar para tentar romper a polarização do Governador de Mato Grosso, Mauro Mendes Ferreira do Partido Democratas (DEM), candidatíssimo a reeleição em 2022.

Entretanto os partidos precisam aceitar que tem um consumidor político ávido por outros produtos, por alternativa no debate sobre o futuro de Mato Grosso. Trazer alternativa para o debate significa a possibilidade dos mato-grossenses olhar os problemas em profundidades.

Sabemos que na encruzilhada entre o fácil da demagogia, do populismo e da visão de curto prazo e o certo, muitos tem enveredado pelo caminho fácil. Para Alguns existe anos luz de tempo até as convenções partidárias.

E até as convenções partidárias muitas águas vão rolar, porém, nada mudará. Senão vejamos e convenhamos: outro dia, Carlos Gomes Bezerra, cacique do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), dizia que estava com Mauro Mendes e Neri Geller, do Partido Progressista (PP) no pleito eleitoral 2022, noutro dia disse que o MDB tinha nomes para disputar contra o Democrata Mauro Mendes o Palácio Paiaguas.

Um dia desses, Janaína Greyce Riva, carinhosamente chamada pela equipe do Blog do Valdemir, de Mulher Maravilha, do MDB, disse que o melhor nome para governador de Mato Grosso era mesmo a reeleição de Mauro Mendes. Noutro dia manda o governador decidir o mais rápido se vai ou não a reeleição. BUMMMMM…

Um dia desses, o Senador do Partido Liberal (PL), Wellington Antonio Fagundes, o Wellton, se aproxima, pede apoio do governador Mauro Mendes. Noutro dia, se empolga com a pesquisa e diz:Eu sou o cara para enfrentar Mauro. BUMMMMMM….

Um dia, a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), alguns ilustres deputados estaduais daquela Casa, que se dizem ser oposição “martela” o governador Democratas (DEM) Mauro Mendes. Noutro dia abre conversa com o líder máximo do Estado de Mato Grosso. BUMMMMM….

Atualmente parecem que só existem Wellton, Janaína, Nenel e Nilson Leitão como alternativa. Cadê os demais políticos?

Não adianta ser “alternativa”, o importante no momento é que esses nomes se coloquem como o “cara”. Vamos ver, quando chegar abril, quem é que conseguiu falar e ser ouvido em Apiacas, Santa Terezinha, Sinop, Santa Carmem. O desafio é esse.

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E não se esqueçam: antes de cobrar faça. Será preciso desenhar? Quem está no poder, já está posicionado e isso opera a favor da polarização.

Dizer que isso é uma análise do quadro tem uma distância muito grande. Aliás, um pouco da análise em Mato Grosso vira torcida.

A pergunta é: Por que o chefe do Executivo Estadual (Mendes) não precipitou o debate eleitoral?

A resposta é simples, o Democratas (DEM), Mauro Mendes segura o processo e, todos embarcam. Estamos num processo eleitoral que podemos visualizar o seu desfecho: caso vocês não queiram enxergar, Mauro busca a reeleição e começou no dia 15 de janeiro de 2019.

Então o que temos?

Temos muito oba oba, porque quem tem pretensão coloque seu nome, exponha as suas ideias, tente fazer esse fio terra com o povo de Mato Grosso, desce nessa sociedade complexa que é a terra de Rondon. E quando chegar lá na frente, derruba o muro da vaidade e dos projetos pessoais.

Os senhores políticos tem capacidade de derrubar esses dois muros?

Nota da redação

Fiquem à la vontê: MDB corre o risco de ficar fora do jogo. Prestem atenção quem são as pessoas que estão hoje fomentando esse debate.

Mauro não gosta de pressão psicológica, vejam os últimos fatos que transcorreu e está acontecendo. O governador não olha as próximas eleições, ele está nas próximas eleições, sempre olhando o potencial que Mato Grosso pode realizar.

Não se esqueçam, sempre que o mundo precisou de líderes, eles não fizeram as coisas sozinhos, tiveram times extraordinários ao lado.

Mauro tá remando em águas tranquilas, vocês estão vendo, mas não querem acreditar que ele já passou o seu terno para o seu segundo mandato.

Quem pensa que Mauro Mendes fará o mesmo jogo de 2016, acordem. Vocês têm duas alternativas: bate de frente como sendo o cara ou parem de oba oba, mi-mi-mi e aceitem. Eu sei que dói, mas aceita, dói menos.

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Política

O “Capitalismo Eleitoral” e a “Disputa Imaterial” pela “Paternidade das Obras Públicas”

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A expressão popular “pai da criança” traduz com precisão cirúrgica a dinâmica operacional adotada por agentes políticos nos períodos que antecedem os pleitos eleitorais no meu “QUERIDO”, “LINDO” e “MARAVILHOSO” Estadão de Mato Grosso. Trata-se de um fenômeno recorrente no qual múltiplos atores estatais reivindicam a autoria primária de empreendimentos sociais e estruturais com o objetivo de capturar a simpatia do eleitorado e convertê-la em dividendos nas urnas.

O evento central dessa engrenagem ocorre durante os atos formais e informais de anúncio, vistoria e inauguração de intervenções urbanas e sociais promovidas com recursos do Tesouro Nacional. Nessas ocasiões, prefeitos, governadores, deputados federais, estaduais e vereadores mobilizam suas assessorias para articular discursos e materiais publicitários que atribuam a si a responsabilidade exclusiva pelo benefício entregue à comunidade.

Essas manifestações ganham intensidade máxima no primeiro semestre dos anos eleitorais, momento em que o calendário estipulado pela legislação eleitoral impõe limites rigorosos para a participação de candidatos em inaugurações públicas. A contagem regressiva impulsiona uma aceleração deliberada no ritmo de entregas, transformando o espaço urbano em um verdadeiro canteiro de obras a céu aberto.

A movimentação ocorre nos Municípios, Estados e no Distrito Federal, abrangendo desde grandes metrópoles até pequenas localidades dependentes de repasses governamentais. A amplitude territorial desse comportamento demonstra que a estratégia de associação à infraestrutura visível independe do porte econômico da região, consolidando-se como uma prática institucionalizada em todas as esferas federativas.

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Os principais articuladores desse processo são os ocupantes de cargos nos Executivos e Legislativos das esferas Municipal, Estadual e Federal. A cadeia de reivindicação envolve desde o vereador que apresentou a indicação da demanda até o deputado que destinou emendas orçamentárias, culminando no gestor local responsável por licitar e executar a intervenção.

A motivação primordial reside na necessidade de construir capital político tangível por meio de realizações visíveis, como pavimentação, hospitais, creches e praças públicas. Empregados como argumentos de campanha, esses equipamentos materiais possuem alto apelo persuasivo, uma vez que simbolizam a atuação direta do representante público na melhoria da qualidade de vida da população.

A dinâmica viabiliza-se devido à complexidade do sistema orçamentário brasileiro, assentado na descentralização e no compartilhamento de competências financeiras entre os entes federativos. Uma única intervenção resulta habitualmente da soma de Emendas Parlamentares Federais, contrapartidas estaduais, execução municipal e fiscalização do Legislativo local, criando um cenário jurídico-financeiro multifacetado no qual todos os envolvidos possuem frações de mérito.

O fenômeno desenrola-se por meio de solenidades de corte de fita, campanhas ostensivas em redes sociais, veiculação de propaganda institucional e discursos efusivos em palanques. O uso sistemático do marketing político busca simplificar a complexa engenharia orçamentária e administrativa, reduzindo o processo coletivo a uma narrativa individual de empenho e conquista pessoal.

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O desafio crítico derivado dessa prática recai sobre o eleitorado, que precisa discernir a propaganda eleitoral das contribuições efetivas de cada agente para a concretização do projeto. A superexposição de narrativas concorrentes dificulta a identificação da real paternidade das melhorias, exigindo do cidadão um acompanhamento atento da execução orçamentária e dos trâmites legislativos.

Por fim, o aspecto determinante para a sociedade deve ser a avaliação criteriosa da utilidade, durabilidade e viabilidade das intervenções entregues, em detrimento do debate ideológico sobre a autoria. A fiscalização social em relação ao uso do dinheiro público e o foco nas reais necessidades coletivas constituem os únicos mecanismos capazes de mitigar o uso oportunista de obras públicas como simples instrumentos de barganha eleitoral.

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