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DE OLHO NA "JANELA PARTIDÁRIA"

Blá blá blá dos políticos para abandonar partidos visando 2024 e 2026

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Passados nove dias após a posse dos deputados estaduais do Estado de Mato Grosso, pode-se perceber a nítida consolidação de uma linha editorial bastante simpática para alguns parlamentares.

Os veículos de comunicação estão totalmente alinhados com os políticos e fazem questão de expressar tal entusiasmo a cada dia.

É bem verdade que ainda são encontradas algumas lamentações, aqui e acolá, muitas trapalhadas que vêm sendo cometidas por líderes partidários. Os exemplos são inúmeros. Mas os que mais chamam a atenção dos frequentadores do núcleo duro do Boteco da Alameda, e dos amigos do Bairro Alvorada, relacionam-se as declarações de políticos experientes à mudança, ou melhor, abandonar a sigla que foi eleito a pouco mais de três meses.

De forma geral, o gancho encontrado pelos políticos de Mato Grosso vincula aos interesses próprios, relaciona-se a agenda eleitoral de 2024 e 2026. Nesse campo estão quase todos de acordos que o desembarque do barco é melhor, visando o pleito eleitoral. As diretrizes gerais estão sendo traçadas, forçando o governador Mauro Mendes Ferreira (UB), mudar a sua estratégia do jogo eleitoral.

E tudo se passa como se houvesse um retorno no túnel do tempo, para o segundo mandato, foi assim com Dante Martins de Oliveira, Blairo Borges Maggi, e Silval da Cunha Barbosa.

Naquele período dentre as inúmeras “armações” para justificar a necessidade de se afastar do Palácio Paiaguas, as páginas dos jornais, programas de TV e sites de notícias nos empanturravam de notícias e opiniões dando conta das supostas trapalhadas dos secretariados com a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).

Porém, todos sabemos qual foi o final dessa aventura. No entanto, a política tem pressa é não se incomoda muito com esses rituais de lealdade e demais ritos da liturgia da seara da política. Seus interesses e sua lógica de operação são de natureza distinta. Mas do que nunca, agora vale a máxima: segundo mandato é um fardo muito pesado para quem exerce esse cargo (governador).

No segundo mandato, fica tudo meio cinza, você já conhece os seus limites e as regras para entregar que o Governo te obriga desacelerar um pouco“, já dizia o ex-governador, ex-senador, ex-ministro Blairo Borges Maggi.

Quintou! Quinta-feira é quase final de semana, então está liberado pelo editor do Blog do Valdemir, começar o dia sorrindo e divertindo a galera, mesmo que seja para reclamar que você acordou cansado e não vê a hora de dormir de novo. Para isso, confira as melhores dos nossos políticos, e traga o bom humor para bem perto de você!

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Pega a visão

Parte do Partido Progressista (PP) em Cuiabá, apoia o governador do União Brasil (UB), Mauro Mendes Ferreira, e defende um projeto de oposição ao grupo do meu amigo, o prefeito cuiabano, o emedebista, Nenel Pinheiro.

Nós, não vivemos uma situação tranquila no PP. Eu lidero um grupo político que quer a renovação no município. Nós precisamos de um projeto novo, que não tenha ligação com a atual gestão, porque senão vamos continuar com os problemas, palavras do nobre deputado estadual Paulo Araújo.

Impossível, impossível, eu digo novamente, impossível isso acontecer deputado Paulo Araújo, não tem como voltar a amizade e confiança entre Mauro Mendes e Neri Geller. Impossível Neri Geller abandonar o cuiabano Nenel Pinheiro. Então, o PP em Cuiabá vai continuar com os problemas.

Esqueça uma reaproximação de Mauro Mendes com Carlos Favaro. O atual ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), fez o possível e o impossível para emplacar Neri Geller no segundo escalão de Luiz Inácio “Lula” da Silva (PT). Descartado qualquer alinhamento entre Neri, Favaro com Mauro. Segue o fluxo!

Pega a visão 2

De casa nova, o ex-deputado estadual Ulysses Morais, assumiu a presidência do Diretório Regional do Podemos de Mato Grosso, objetivo: construir uma candidatura à Prefeitura de Cuiabá no pleito eleitoral em 2024. Será que vai conseguir? O Boteco da Alameda garante que vai acompanhar os movimentos.

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Pega a visão 3

Mais um candidato para o Palácio Alencastro em 2024. Não vamos nos perder as contas: primeiro foi Zé Edu Botelho (UB), segundo foi com a ex-deputada federal Rosa Neide do Partido dos Trabalhadores (PT), o terceiro apareceu nesta quarta-feira (8).

Ele que em 2020, obteve 129.777 votos, ou seja 48,85% dos votos válidos para a Prefeitura de Cuiabá, perdendo por uma diferença de pouco mais de 5 mil votos para o menino da Rua Joaquim Murtinho, estamos falando do deputado federal, Abílio Brunini do Partido Liberal (PL).

Sim, o nobre deputado federal, já obteve a bênção do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto. Segue o fluxo!

Nota da redação

Os candidatos eleitos pelo sistema proporcional (deputados federais e estaduais) que se desfiliarem dos partidos que se elegeram antes de março de 2026, sem justa causa poderão perder o mandato, por infidelidade partidária, a não ser, se houver desvio do programa partidário, fim ou fusão do partido ou grave discriminação pessoal.

Hum vamos analisar: será que estão jogando na possibilidade de o União Brasil fazer uma fusão com o PP? Pode tirar o cavalinho da chuva não vai acontecer.

O engraçado é que as movimentações partidárias entre os políticos costumavam ocorrer, quando se aproximava as eleições para governador (eleições gerais). Algo não está certo Mauro Mendes!

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Política

Republicanos questiona idoneidade do Instituto Percent

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O partido Republicanos, legenda à qual é filiado o governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Olavo Pivetta, formalizou uma representação jurídica junto à Justiça Eleitoral para pleitear a impugnação da pesquisa de intenção de voto realizada pelo Instituto Percent. A peça processual, que contesta os dados divulgados na última semana por diversos veículos de imprensa locais, surge em um momento de ebulição das articulações políticas para a sucessão estadual. O partido alega que o levantamento apresenta inconsistências técnicas e metodológicas que comprometem a lisura do processo democrático, argumentando que a manutenção da divulgação de tais índices pode induzir o eleitorado a erro antes mesmo do início oficial do período de campanha.

A ofensiva jurídica é encabeçada pelo advogado Rodrigo Terra Cyrineu, que assina a petição fundamentada em supostas irregularidades eivadas de subjetivismo por parte do prestador de serviço. Segundo o Republicanos, o Instituto Percent, por intermédio de seu sócio-administrador, teria extrapolado a função técnica de aferição estatística para adentrar o campo da análise política parcial. O partido sustenta que as declarações públicas do empresário sobre os números apurados não possuem lastro científico, servindo apenas para chancelar interpretações pessoais que desfavorecem a imagem do atual chefe do Executivo estadual e beneficiam diretamente seus principais adversários na corrida pelo Palácio Paiaguás.

O conflito central reside nos dados que posicionam Otaviano Pivetta em terceiro lugar na preferência dos entrevistados, figurando atrás dos senadores Wellington Fagundes (PL) e Jayme Campos (Federação União Progressista). O Republicanos refuta veementemente essa hierarquia, apontando que a amostragem foi utilizada como ferramenta de propaganda política negativa. O cerne da discórdia é a suposta “profunda problemática” estrutural do levantamento, que, na visão da sigla governista, falha em refletir a realidade socioeconômica e a distribuição demográfica do estado, focando em narrativas que tentam consolidar uma percepção de enfraquecimento da gestão atual sem o devido rigor que a legislação eleitoral exige.

O cenário geográfico e político desta disputa é o Estado de Mato Grosso, um território onde o Agronegócio e as políticas de infraestrutura ditam o ritmo das intenções de voto. A representação tramita no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT), instituição incumbida de zelar pela equidade entre os candidatos e pela fidedignidade dos institutos de pesquisa que operam na região.

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A capital, Cuiabá, concentra o debate jurídico, mas os reflexos da possível impugnação estendem-se aos 141 municípios mato-grossenses, uma vez que a pesquisa em questão buscava traçar um diagnóstico abrangente da vontade popular em todo o extenso território do estado.

Cronologicamente, a crise institucional entre o partido Republicanos e o Instituto de Pesquisa Percent escalou rapidamente após a publicação do relatório na semana passada. Imediatamente após a divulgação dos índices, o Republicanos protocolou um pedido de acesso a informações detalhadas junto ao TRE/MT, buscando esmiuçar a base de dados do Instituto Percent. Diante das respostas obtidas e das declarações do dono do instituto à imprensa, a legenda optou por judicializar a questão de forma definitiva em 2026, buscando uma liminar que interrompa qualquer nova menção aos resultados questionados enquanto o mérito da questão técnica não for devidamente apreciado pela magistratura eleitoral.

As razões que levaram à representação jurídica baseiam-se na acusação de parcialidade manifesta. O partido argumenta que o sócio do instituto emitiu juízos de valor temerários ao afirmar que o governador Otaviano Pivetta enfrenta “forte resistência” entre o eleitorado feminino e o funcionalismo público. Para o corpo jurídico do Republicanos, tais afirmações são desprovidas de base estatística sólida e configuram uma tentativa deliberada de criar um estigma político contra o pré-candidato.

A petição destaca que o serviço de pesquisa é “inerentemente técnico” e que a “ausência de racionalidade” nas falas do empresário evidencia uma desconexão perigosa com a realidade dos dados coletados em campo.

O procedimento para a impugnação segue os ritos estabelecidos pelo Código Eleitoral e pelas resoluções vigentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A peça jurídica foi distribuída ao juiz Luis Otavio Pereira Marques, magistrado do TRE/MT, a quem caberá a análise de mérito. O processo de fiscalização envolve a conferência da metodologia aplicada, do plano amostral, do intervalo de confiança e da margem de erro declarada. Caso o magistrado identifique que houve, de fato, uma extrapolação interpretativa ou falhas no questionário aplicado, o Instituto de Pesquisa Percent poderá ser multado e a pesquisa declarada nula para fins de divulgação pública e oficial.

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A finalidade principal desta ação é a preservação da integridade do pleito e a proteção do direito à informação correta. O Republicanos busca evitar o que chama de “enaltecimento seletivo” de certas forças políticas em detrimento de outras, baseado em interpretações que o partido classifica como carentes de fundamento científico. Para a legenda, a “clareza absoluta” de mudança defendida pelo dono do instituto seria uma afronta à neutralidade que se espera de uma empresa especializada.

O objetivo, portanto, é garantir que as pesquisas eleitorais sirvam como bússolas informativas e não como instrumentos de manipulação da opinião pública através de análises eivadas de viés ideológico.

As consequências imediatas desta batalha judicial refletem a tensão crescente entre o setor técnico de estatística e os grupos políticos em Mato Grosso. Se a impugnação for aceita, o Instituto Percent poderá ter sua credibilidade abalada e enfrentar sanções pecuniárias severas. Por outro lado, se a Justiça Eleitoral mantiver a validade do levantamento, o governador Otaviano Pivetta terá o desafio político de reverter os índices apresentados e enfrentar as críticas citadas na pesquisa.

De qualquer forma, o episódio serve como um importante precedente sobre os limites da liberdade de análise de diretores de institutos em relação aos dados brutos coletados por seus próprios recenseadores.

Atualmente, o processo aguarda uma decisão interlocutória do juiz Luis Otavio Pereira Marques. Não há, até o presente momento, uma sentença ou decisão liminar que suspenda os efeitos da pesquisa ou que condene o Instituto de Pesquisa Percent por irregularidades. Enquanto o Judiciário não se manifesta, o ambiente político em Mato Grosso permanece sob o impacto dos números divulgados, evidenciando que a estatística se tornou, definitivamente, uma das principais frentes de batalha das eleições de 2026.

A sociedade mato-grossense aguarda o desfecho desta controvérsia, que definirá os parâmetros de transparência e técnica que regerão os próximos levantamentos eleitorais no Estado de Mato Grosso.

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