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Política

“Todos ali sabiam que aquele dinheiro era de propina, e inclusive Emanuel”

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Silvio Cesar Correa chegou na manha de hoje por volta das 9:00 Hs na Câmara Municipal de Cuiabá, acompanhado de seu advogado Victor Borges, para ser ouvido pelos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), chamada de “CPI do Paletó”.

A “CPI do Paletó” abriu as perguntas com o vereador Advair Cabral, relator da Comissão Parlamentar, Cabral questionou o ex-chefe de gabinete Silvio Cesar se o então deputado na época Emanuel Pinheiro teria recebido dinheiro que teria que ser repassado para o seu irmão Marco Polo, o “Popó”, do Instituto Mark Pesquisa, devido a uma pesquisa realizada pelo então governador Silval Barbosa.

Foto: Alan Cosme

Sem pensar, o ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa disse com todas as letras: “È propina mesmo”. E repetiu as palavras para os membros da CPI reafirmando que ele tinha um relacionamento com o então deputado Emanuel Pinheiro estritamente profissional, não tinha nenhum ligação direta com ele e que “aquele dinheiro que eu passei para o Emanuel não era de nenhuma pesquisa, era sim de propina”.

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Silvio Correa disse ainda que tinha um compromisso firmado com o ex-governador Silval Barbosa, e os deputados estaduais, esse acordo financeiro era de R$ 600 mil reais, que deveria ser pago em 12 vezes de R$ 50 mil reais para cada uma dos parlamentares. E segundo Correa, já havia sido paga para o prefeito Emanuel Pinheiro, 8 parcelas de R$ 50 mil reais e o dinheiro repassado a Emanuel Pinheiro e outros deputados estaduais eram da Secretaria de Infraestrutura (Sinfra).

Silvio Correa lembrou ainda de que em algumas das vezes, o pagamento de “propina” era feito através de pagamentos de cheques, e chegou ate acontecer alguns desentendimentos entre os parlamentares e o governador Silval Barbosa, o motivo foi o atraso no pagamento, e com isso quem chegou de ficar responsável pelas negociações a maioria das vezes foi o deputado estadual Mauro Savi e o deputado Romoaldo Junior, e diz, “todos ali sabiam que aquele dinheiro era de propina, e inclusive Emanuel, e todos eles que entraram na minha sala foi pra receber propina”.

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Outro detalhe que foi apresentado na “CPI do Paletó” por Silvio Cesar Correa, foi que no dia de receber a “propina”, Emanuel Pinheiro teria recebido R$ 20 mil reais, e por ser volumoso, não cabiam em seu paletó, ele teria voltado logo após e recebeu o restante de R$ 30 mil.

Só para reafirmar, o dinheiro que eu passei para o Emanuel Pinheiro naquela gravação não era para pesquisa, era propina“.

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Política

Cálculo eleitoral e nomes de peso credenciam o Podemos na disputa por vagas federais em Mato Grosso

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Nas eleições de outubro, milhões de eleitores e eleitoras de todo o território brasileiro vão escolher os seus representantes para as Assembleias Legislativas, Câmaras Federias e presidente da Republica pelo sistema proporcional de votação. E o cenário político de Mato Grosso ganha novos contornos com as projeções do Podemos para a disputa das cadeiras na Câmara dos Deputados no próximo pleito eleitoral. A agremiação partidária estruturou uma chapa competitiva na consolidação do coeficiente necessário para garantir representatividade parlamentar em Brasília, mobilizando lideranças regionais de forte apelo popular.

A conjuntura eleitoral atual indica que o Quociente Eleitoral para que um Partido ou Federação conquiste uma cadeira de deputado federal no estado está estimado em 231 mil votos. Diante desta exigência matemática rigorosa, a sigla desenhou uma estratégia focada em garantir o patamar mínimo indispensável, mapeando o potencial de votação em diferentes macrorregiões mato-grossenses.

A movimentação partidária ocorre no âmbito do Território Estadual de Mato Grosso, local onde as articulações regionais e as alianças locais definem a força dos candidatos no pleito. O eleitorado das principais cidades do interior e da capital será decisivo para confirmar as projeções traçadas pelas lideranças do partido ao longo da campanha.

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As estimativas internas apontam para o alcance de até 280 mil votos na votação total da legenda, volume suficiente para assegurar com folga a primeira vaga direta. Adicionalmente, especula-se no meio político a possibilidade concreta de obtenção de uma segunda cadeira por meio da distribuição das sobras partidárias.

A confirmação da segunda vaga dependerá diretamente do desempenho das legendas concorrentes nas urnas, com atenções voltadas para os blocos formados por União Brasil/PP e pelo PL. Espera-se que esses agrupamentos adversários obtenham votações expressivas e elejam pelo menos dois representantes federais cada um, o que alterará a dinâmica de distribuição dos assentos restantes.

A viabilidade técnica do plano eleitoral fundamenta-se na montagem de uma chapa diversificada, constituída por nove candidatos dispostos estrategicamente em base regional. Essa seleção busca capturar votos de variados segmentos socioeconômicos e geográficos, desde o agronegócio pujante do norte mato-grossense até a densa população urbana do sul do estado.

O grupo de maior destaque é composto por cinco nomes de ampla visibilidade pública: o deputado federal Nelson Barbudo, o ex-deputado Neri Geller, o ex-secretário estadual de Segurança Pública, César Roveri, o ex-prefeito da cidade de Querência, Fernando Gorgen e a vereadora de Rondonópolis, Kalynka Meirelles.

A diversidade de trajetórias dessas lideranças fortalece o apelo da legenda junto a diferentes perfis de eleitores.

A vereadora Kalynka Meirelles assume papel tático fundamental nesse contexto, emergindo como a principal representante do município de Rondonópolis na corrida rumo ao Congresso Nacional. Sua presença na chapa visa atrair o expressivo eleitorado do segundo maior polo econômico do estado, consolidando uma base eleitoral sólida na região sul.

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O planejamento estipula que cada um desses cinco candidatos principais obtenha uma votação individual situada entre 30 mil e 70 mil votos. Essa margem projetada garante a sustentação necessária para atingir a meta global da agremiação e otimizar o somatório de votos válidos exigido pela legislação vigente.

A estratégia adotada pelo Podemos demonstra como a engenharia eleitoral contemporânea exige previsibilidade matemática associada à capilaridade política. Ao combinar nomes consolidados no cenário estadual com lideranças emergentes, a legenda busca assegurar voz ativa na formulação das políticas públicas nacionais nos próximos anos.

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