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Política

Pinheiro fica irritado com decisão da bancada federal de tirar recurso do novo PS de Cuiabá para repassar ao Governo do Estado

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O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB) não gostou nenhum pouco da decisão da bancada federal de Mato Grosso, em Brasília, de tirar do novo Pronto Socorro de Cuiabá, a prometida verba de emenda parlamentar de R$ 82 milhões para compra de equipamentos, para repassar R$ 50 milhões para o Governo do Estado que vem enfrentando sério problemas no setor de saúde.

Irritado com a notícia, Pinheiro disse que havia ido a Brasília, no início do ano, quando se encontrou com a bancada federal e acertou que seriam enviados $ 82 milhões para equipar o novo Pronto Socorro de Cuiabá.

O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro criticou a bancada federal dizendo: “Fui surpreendido com a notícia. Desde o início do ano vinhamos discutindo com a bancada federal e com o próprio governo do Estado, a liberação total da emenda, no valor de R$ 82 milhões, que é o orçamento do equipamento completo para o novo Pronto-Socorro de Cuiabá. Mas, para o meu espanto, a bancada se reuniu sem me comunicar, com a presença apenas do secretário-chefe da Casa Civil, o deputado Max Russi, e surpreendente decidiram tirar R$ 32 milhões”.

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O prefeito cuiabano foi além nas sua críticas e classificou a atitude da bancada como uma “falta de compromisso” com a população cuiabana. Além disso, o peemedebista questiona se o governador Pedro Taques (PSDB), tendo em vista a crise de “Caixa” que o Governo Estado enfrenta, terá condições de repassar o valor que cabe à Prefeitura.

Pinheiro ainda endureceu o tom nas palavras dizendo: “Como é que um Governo que acaba de receber R$ 50 milhões para resolver um problema deles vai ter condições de repassar R$ 30 milhões para Cuiabá? Eu quero deixar registrado, como prefeito da Capital, a minha angustia, preocupação e indignação com a descortesia da bancada federal. E o que é pior, a falta de compromisso da bancada com a população cuiabana”.

As emendas impositivas da bancada, que totalizam R$ 156 milhões, são alvos de polemicas desde o início do ano, quando o governador Pedro Taques pediu para que a bancada mudasse a destinação de parte do recurso o que incluía o dinheiro para equipar o novo Pronto Socorro de Cuiabá para quitar as dívidas acumuladas na saúde estadual.

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 À época do acordo com o prefeito de Cuiabá, o coordenador da bancada federal, deputado Victório Galli (PSC), afirmou que a decisão foi tomada para garantir que as atividades na unidade hospitalar fossem iniciadas o mais rápido possível, tendo em vista a importância do novo hospital para todo Mato Grosso, uma vez que 45% dos pacientes atendidos são do interior.

O prefeito peemedebista Emanuel Pinheiro argumentou ainda: “Eu e o governador temos um compromisso de concluir e entregar essa obra pronta em abril do ano que vem, nós já estávamos preparando uma licitação internacional, para ser publicada até o dia 10 de novembro, mas agora confesso que vou ter que analisar muito para ver qual decisão será tomado”.

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Política

Patrimônio de deputados de Mato Grosso revela forte alta em quatro anos e amplia debate sobre transparência eleitoral

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A evolução patrimonial de políticos durante o exercício de mandatos voltou a ocupar espaço no debate público em Mato Grosso com a divulgação das declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral. Embora os vencimentos de parlamentares e integrantes do Executivo sejam superiores à renda média da população, especialistas costumam observar que a remuneração oficial, isoladamente, não explica necessariamente a formação de grandes patrimônios. Nesse contexto, aumentos expressivos de bens despertam questionamentos quando não são acompanhados de explicações claras sobre sua origem.

A declaração patrimonial é uma exigência prevista na legislação eleitoral e constitui um dos mecanismos destinados a ampliar a transparência sobre a situação financeira dos candidatos. Com o início do processo eleitoral, os concorrentes são obrigados a informar à Justiça Eleitoral os bens que possuem, permitindo que o eleitor compare a evolução patrimonial entre diferentes pleitos. A medida, contudo, também expõe variações significativas que podem alimentar discussões sobre as razões econômicas que levam determinadas pessoas a ingressar ou permanecer na vida pública.

O crescimento do patrimônio, por si só, não representa irregularidade. Bens podem ser incorporados por meio de atividades profissionais, investimentos, negócios particulares, heranças ou doações legalmente realizadas. Da mesma forma, uma eventual redução ou estabilidade patrimonial não constitui, isoladamente, prova de ausência de ganhos. A análise responsável exige a consideração de documentos, fontes de renda, movimentações financeiras e demais elementos capazes de explicar as alterações registradas oficialmente.

Segundo dados divulgados pelo DivulgaCand, da Justiça Eleitoral, 22 dos 24 deputados estaduais de Mato Grosso declararam aumento patrimonial em relação à eleição de 2022. O maior crescimento percentual entre os parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) foi registrado por Lúdio Cabral (PT), cujo patrimônio declarado passou de R$ 244,7 mil para aproximadamente R$ 1,6 milhão. A variação representa crescimento de cerca de 560% no período, segundo os valores informados à Justiça Eleitoral.

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A declaração de Lúdio Cabral inclui apartamento, depósitos bancários, aplicações financeiras e investimentos. Em valores absolutos, a diferença entre as duas declarações representa uma ampliação superior a R$ 1,3 milhão. O dado coloca o deputado na liderança do ranking de crescimento percentual entre os parlamentares estaduais, mas não significa que ele seja o detentor do maior patrimônio da Assembleia Legislativa Mato-grossense.

A evolução patrimonial, nesse caso, precisa ser analisada separadamente do volume total de bens acumulados.

Na sequência dos maiores aumentos percentuais aparecem Paulo Araújo (Republicanos), que declarou patrimônio de aproximadamente R$ 4 milhões, representando crescimento de 279% desde 2022, e Diego Guimarães (Republicanos), com acréscimo de 206%. Entre os bens declarados estão terrenos e outros ativos. As informações apresentadas pelos candidatos permitem ao eleitor identificar as variações registradas oficialmente, mas não determinam, por si mesmas, a existência de qualquer irregularidade.

Na direção oposta, Ondanir Bortoline, o Nininho (Republicanos) e Wilson Santos (PSD) foram os únicos deputados estaduais mencionados nos dados com redução patrimonial em relação à declaração anterior. Wilson Santos apresentou queda de aproximadamente 42%, passando de R$ 450,6 mil em 2022 para R$ 262,1 mil. Nininho, apesar de permanecer entre os parlamentares milionários, registrou redução de cerca de 13%, equivalente a quase R$ 1 milhão em relação ao patrimônio anteriormente declarado.

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A liderança em patrimônio total, entretanto, pertence a Carlos Avallone (PSDB), que declarou aproximadamente R$ 33 milhões em bens. O conjunto informado inclui imóveis, terras, embarcação, animais e aplicações financeiras. Na sequência aparecem Júlio Campos (UB), com cerca de R$ 31,5 milhões, e Dilmar Dal Bosco (UB), com aproximadamente R$ 26 milhões.

Os números demonstram que crescimento percentual e riqueza acumulada são indicadores distintos e não devem ser confundidos na avaliação das declarações.

Na bancada federal de Mato Grosso, também foram registradas oscilações relevantes. Coronel Fernanda (PL), que havia declarado aproximadamente R$ 1,7 milhão em 2022, informou agora patrimônio de cerca de R$ 384 mil, redução de 78%. Nelson Barbudo (PL) apresentou queda de 55%, enquanto Juarez Costa (Republicanos) e Emanuelzinho Pinheiro (PSD) também registraram diminuição. José Medeiros (PL), que disputa uma vaga ao Senado e não concorre à reeleição para a Câmara Federal, apresentou crescimento patrimonial de 40%, alcançando aproximadamente R$ 356 mil.

Entre os deputados federais, Fábio Garcia (UB) aparece como o mais rico, com patrimônio declarado de aproximadamente R$ 4,1 milhões, mantendo nível semelhante ao registrado anteriormente. Rodrigo da Zaeli (PL) e Juarez Costa (Republicanos) também figuram entre os parlamentares milionários, com cerca de R$ 1,7 milhão e R$ 1,9 milhão, respectivamente.

As declarações patrimoniais, portanto, oferecem ao eleitor uma fotografia financeira dos candidatos, mas a interpretação dos dados exige cautela: aumentos ou reduções de bens não comprovam, isoladamente, irregularidades e devem ser confrontados com as respectivas fontes de renda e documentos disponíveis.

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