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NOVA PESQUISA PREOCUPA CANDIDATO DO PT

Pesquisa eleitoral mostra alta rejeição do petista Ludio Cabral em Cuiabá

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Vem ni mim quarta-feira, eitaaa lasqueiraaa! Até que enfim a segunda pesquisa eleitoral foi divulgada na noite de ontem pela TV Centro América, sobre a intenção de votos na corrida pela Prefeitura de Cuiabá.

O Instituto Quaest mostrou que o candidato unista José Edu Botelho continua na liderança, agora com 33%. No primeiro levantamento, de 27 de agosto, ele tinha 31%.

O unista Edu Botelho é seguido pelo candidato do Partido Liberal (PL), o deputado federal Abílio Brunini que apresentou 26% na pesquisa, o candidato do grupo da Federação Brasil da Esperança, que ainda tem ESPERANÇA de mudar os números das pesquisas, o deputado estadual Ludio Cabral com 20%, e o empresário Domingos Kennedy do MDB com 4%.

Os números são da Pesquisa Estimulada, quando é apresentada ao eleitor a lista dos candidatos. A pesquisa foi contratada pela TV Centro América e entrevistou 852 eleitores entre 14 e 16 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais (pp), para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada sob o Número MT 09476/2024.

Em relação a primeira pesquisa, de 27 de agosto, o petista Ludio Cabral oscilou um ponto percentual para baixo, de 21% para 20%, e o liberal Abílio Brunini teve variação de um ponto para cima, passando de 25% para 26%.

Considerando a margem de erro, Ludio Cabral pode ter de 17% a 23% e Abílio Brunini, de 23% a 29%. Na sequência das intenções de voto, o empresário Domingos Kennedy continua com 4% da primeira pesquisa.

Na Pesquisa Estimulada, o número de indecisos era 9% foi para 10%. Já a quantidade de eleitores que declararam voto nulo, branco ou que não pretendem votar caiu de 10% para 7%.

Veja os números da pesquisa estimulada

Edu Botelho: 33% (eram 31%)
Abílio Brunini: 26% (eram 25%)
Ludio Cabral: 20% (eram 21%)
Domingos Kennedy: 4% (eram 4%)

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Pesquisa Espontânea

A Pesquisa Quaest também avaliou o cenário das intenções de voto no levantamento Espontâneo, quando não são apresentados os nomes dos candidatos. Nesta modalidade, o candidato ampliou e chegou ao empate técnico com o unista, passando dos 11% registrados no levantamento do fim de agosto para 16% na atual pesquisa. Já Edu Botelho tinha 15% passou para 18%.

Na sequência da pesquisa, o petista Ludio Cabral, que na primeira projeção apresentada tinha 8%, no levantamento espontâneo, teve variação de dois pontos e agora tem 10%.

O emedebista Domingos Kennedy tinha 1% subiu para 2%. O número de eleitores indecisos na Pesquisa Espontânea, que no fim de agosto era de 64%, caiu para 52%.

48% rejeitam votar em Ludio Cabral

Enquanto persiste o cenário de empate técnico entre Edu Botelho e Abílio Brunini na espontânea, na pesquisa divulgada pelo Instituto Quaest, ela traz um indicador de alerta para os postulantes a Prefeitura de Cuiabá: a rejeição do eleitorado na disputa. Todos os candidatos viram a sua rejeição aumentar.

No entanto, a pior notícia veio para o petista Ludio Cabral, que sofreu a maior alta de rejeição no período de duas semanas, desde a última pesquisa, 27 de agosto, a parcela que descarta completamente o voto é de 48%.

O amplo avanço da negação a Ludio Cabral coloca o petista em primeiro lugar entre os mais impopulares no eleitorado cuiabano.

Se Ludio Cabral foi surpreendido com o aumento de impopularidade na capital de todos os mato-grossenses, os números trouxeram, uma boa notícia para o federal e candidato do Partido Liberal (PL), Abílio Brunini: na contramão dos adversários, Abilinho foi o único que conseguiu diminuir sua rejeição entre o eleitorado cuiabano.

Confira a seguir, os candidatos à Prefeitura de Cuiabá com maior e menor rejeição, e a variação da impopularidade em pontos percentuais (pp) ao longo de duas semanas:

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Abílio: 39% (-1pp)
Ludio: 48% (+ 10 pp)
Botelho: 32% (+3 pp)
Kennedy: 15% (+ 13 pp).

Ah! O Boteco vai falar

Em Cuiabá, a vitória do presidente Lula nas eleições de 2022 não é garantia de disputa fácil para o petista Ludio Cabral ao Palácio Alencastro.

Pelo contrário, o petista Ludio Cabral além de acumular alta taxa de rejeição, está atrás nas pesquisas.

O petista tem 48% de reprovação do eleitorado, porém, entretanto, contudo, todavia, os números não são muito diferentes do próprio Lula. Apesar de ter diminuído nos últimos meses, a reprovação da gestão do presidente da República estava em 43% segundo levantamento da Quaest divulgado no dia 10 de julho.

Os dados fazem com que o candidato do PT em Cuiabá, Ludio Cabral, tende se descolar do presidente, apesar de eles serem correligionários. Ludio evita usar a cor “VERMELHO”.

Para o Boteco da Alameda, a rejeição pode em parte ter relação com a reprovação do lulismo, mas lembrando que, numa disputa municipal, o eleitor leva muito em consideração o histórico do político e as experiências anteriores dele.

O perfil do eleitorado cuiabano também deve ser considerado, além de questões práticas como o fato de o candidato às vezes não ser conhecido na capital.

Tem também às características do próprio eleitorado da Terra de Pascoal Moreira Cabral que é mais conservador ou ter posições a direita e, obviamente, a plataforma política do Ludio é rejeitado.

Para finalizar, se destaca também o papel da campanha eleitoral nessa rejeição: abordagens agressivas, mas sem a estratégia comunicacional mais cativante para esses dias de hoje, nas redes sociais.

Há uma desconexão com as bases eleitorais, muitas vezes exacerbada pela intervenção de lideranças nacionais e estaduais.

Pronto falei e segue o fluxo!

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Política

Palanque de Wellington Fagundes “AVERMELHOU”

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A articulação política com vistas ao pleito de 2026 no Estado de Mato Grosso deflagrou uma profunda reorganização nas bases partidárias locais, unindo lideranças historicamente opostas em um mesmo palanque. O movimento central orbita em torno da pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado, cuja base de sustentação passou a abrigar, direta e indiretamente, figuras proeminentes do cenário político estadual e nacional. Entre os articulações de destaque, constam o apoio do senador Jayme Campos (UB) e a aproximação tática do senador Carlos Fávaro (PSD), e aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), consolidando um arranjo político caracterizado pela pluralidade ideológica.

O epicentro do rearranjo partidário consolidou-se após o senador Jayme Campos romper estrategicamente com o grupo político de Mauro Mendes (UB). A cisão ocorreu após o parlamentar ser preterido por sua própria agremiação na disputa pela indicação ao governo estadual. Diante do impasse interno, a liderança de Várzea Grande declarou apoio formal à postulação de Wellington Fagundes, assumindo o papel de ponte interlocutora para atrair o grupo político de Carlos Fávaro para a mesma esfera de convergência eleitoral, alterando o equilíbrio das forças políticas regionais.

A reaproximação entre os grupos políticos ocorreu no âmbito do território mato-grossense, desdobrando-se em reuniões partidárias, articulações de bastidores e atos públicos nos principais colégios eleitorais do estado, com especial relevância para Cuiabá e Várzea Grande. O alinhamento progressivo ganhou visibilidade pública a partir das movimentações conjuntas e das declarações de lideranças estratégicas durante encontros institucionais de correligionários, definindo a geografia eleitoral que delimita os palanques das próximas eleições estaduais.

As motivações subjacentes a essa engenharia política fundamentam-se na busca por hegemonia eleitoral e na neutralização de adversários comuns dentro do próprio espectro partidário. A preservação da candidatura de Carlos Fávaro à reeleição pelo Senado, ainda que realizada de forma discreta por setores da coligação, visa enfraquecer concorrentes diretos, como o deputado federal José Medeiros (PL) e o próprio Mauro Mendes (UB), candidato a uma das vagas ao Senado Federal.

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Paralelamente, a deputada estadual Janaína Riva (MDB) também busca consolidar sua viabilidade ao Senado Federal construindo pontes transversais que transcendem as barreiras ideológicas tradicionais.

O desenrolar decisivo dessa convergência manifestou-se quando a deputada Janaína Riva declarou publicamente a intenção de compor uma chapa dobrada com o senador Carlos Fávaro rumo ao Congresso Nacional. A confirmação do alinhamento ocorreu durante uma reunião partidária promovida pelo deputado federal Emanuelzinho Pinheiro (PSD), vice-líder do governo federal na Câmara dos Deputados.

O respaldo público manifestado por Janaína Riva aos dois quadros do PSD formalizou a intersecção pragmática entre o MDB e setores alinhados à administração federal, expondo a complexidade das alianças regionais.

A reação do Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), expôs as fraturas internas provocadas pela composição heterogênea do palanque oposicionista. Por meio de manifestações públicas e redes sociais, o gestor municipal criticou enfaticamente a aliança do Partido Liberal (PL) com o MDB, argumentando que a proximidade com nomes ligados ao governo federal descaracteriza o projeto político da direita conservadora no estado.

Brunini reiterou que a presença de quadros governistas e o apoio explícito a vice-líderes do Executivo Nacional configuram uma contradição ideológica perante o eleitorado conservador mato-grossense.

As engrenagens dessa complexa aliança eleitoral funcionam por meio de concessões mútuas e composições proporcionais que visam maximizar o tempo de propaganda rádio e televisiva, além de capilaridade regional. Enquanto a candidatura majoritária ao governo busca unificar o eleitorado sob uma bandeira de oposição à atual gestão estadual, as candidaturas ao Senado operam de forma autônoma para captar votos em nichos diversos. Essa dinâmica permite coexistir, no mesmo espaço político, projetos de poder que divergem substancialmente quanto às diretrizes econômicas e sociais no plano federal.

E aí está a ironia do roteiro.

Wellington Fagundes, o Lanterna Verde, o Homem da Camisa Verde, também identificado por setores da direita como Senador Melancia, Verde por fora e vermelho por dentro, terá que administrar um palanque no qual o VERMELHO já não parece estar escondido debaixo do palanque.

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As consequências imediatas do arranjo refletem-se no tensionamento das instâncias partidárias locais e no silêncio seletivo do comando estadual do PL diante das composições regionais.

Enquanto a presidente estadual do partido, Ananias Filho, direciona severas críticas aos prefeitos liberais que declararam apoio à pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), constata-se a ausência de penalizações ou manifestações oficiais a respeito da presença de lideranças alinhadas ao governo federal na base de Wellington Fagundes, sinalizando uma tolerância tática em prol da viabilidade eleitoral.

O cenário consolidado projeta desafios complexos para a gestão da imagem pública de Wellington Fagundes junto à sua base eleitoral de origem. Historicamente associado ao centro pragmático, o parlamentar enfrenta questionamentos de setores ortodoxos da direita, que utilizam a presença de elementos progressistas na coligação para contestar sua coerência doutrinária.

A necessidade de administrar um palanque de composição ideológica mista exigirá do candidato um contínuo exercício de equilíbrio político para reter o eleitorado conservador sem repelir os apoios estratégicos vindos do centro e da centro-esquerda.

Por fim, o panorama atual evidencia que o pragmatismo político em Mato Grosso sobrepôs-se às polarizações nacionais, redefinindo os contornos da disputa de 2026. A aliança que reúne sob o mesmo teto político o PL, o MDB, o PSD e alas do União Brasil (UB) demonstra que a busca pelo “Poder Estadual” suplantou divisões partidárias rígidas.

O sucesso dessa empreitada dependerá da capacidade dos articuladores em convencer o eleitorado de que a heterogeneidade da coligação representa amplitude governamental, e não incoerência ideológica, na construção do futuro político do estado.

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