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Política

Patriotas dizem em Encontro Regional que estão no rumo certo

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A participação de líderes de quatro partidos no 1º Encontro Regional do Patriota de Mato Grosso demonstra que o partido tem se preparado adequadamente para disputar sua primeira eleição estadual.

A avaliação foi feita pelo secretário-geral da sigla, o ex-titular do Gabinete de Desenvolvimento Regional (GDR) e pré-candidato a deputado federal, Antônio Carlos Paz. No evento, realizado em Cuiabá, estiveram presentes lideranças como o governador Pedro Taques (PSDB), o deputado federal Nilson Leitão (PSDB) e o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Eduardo Botelho (DEM).

Antônio Carlos destaca que o Patriota já conseguiu se estruturar em mais de 50 municípios de Mato Grosso. “Nossa meta é chegar, ainda este ano, a 110 cidades, escolhendo boas lideranças políticas. A maior prova de que estamos no caminho certo neste trabalho de difundir os ideais do Patriota está no fato de grandes partidos, como DEM e PSDB, prestigiarem nossas ações“, afirmou. Além das duas siglas, representantes do PPS e do PRTB também participaram do evento.

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O secretário-geral do partido também exaltou o fato de que representantes do Patriota de 14 municípios estiveram presentes ao evento. “Teremos neste ano uma eleição muito difícil, vivemos uma crise enorme, com a população bastante descontente com a classe política. Mas, se estivermos unidos como no encontro regional, mostrando nossas propostas, nossos ideais, sairemos vitoriosos no processo eleitoral e levaremos o Patriota longe“, pontuou.

Presidente estadual do PRTB em Mato Grosso, Samuel Lemes salientou o fato de que as duas siglas possuem grandes e importantes afinidades ideológicas. “Por isso mesmo, nós podemos caminhar juntos neste processo eleitoral. Estamos iniciando uma grande caminhada e eventos como o encontro regional do Patriota são os passos iniciais“, afirmou. As duas siglas já manifestaram apoio ao projeto de reeleição de Taques, que ainda não confirmou se será candidato.

Na mesma linha, o vice-presidente do PPS de Mato Grosso, Wagner Simplício, sustentou a necessidade de se resgatar valores como a ética e o respeito ao dinheiro público, cujas ausências ajudaram a aprofundar a crise pela qual passa a classe política. “Estes são valores que foram esquecidos e nisto tanto o nome Patriota, como o lema do partido são muito importantes“.

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Política

Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso

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Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.

Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.

As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.

O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

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A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.

A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.

A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.

As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.

O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

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Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.

As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.

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