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PARTIDO LIBERAL SEGUE PRÓXIMO AO UNIÃO BRASIL

Partido Liberal busca uma “boia salva-vidas” para 2026

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Tidas como um parâmetro para avaliar a musculatura das forças políticas e projetar o jogo duro que se desenha para a disputa nacional e estadual, as eleições municipais de 2024, mesmo antes das votações de segundo turno, desencadearam uma movimentação intensa nos bastidores dos principais partidos brasileiros, inclusive os maiores, PT e PL, para saber quem vai comandar cada estrutura e para qual direção ela caminhará até chegar a 2026.

Muito além da questão de nomes para dirigir as engrenagens, as disputas em andamento envolvem questionamentos sobre a baliza ideológica das siglas, as reflexões e cobranças sobre eventuais erros cometidos, e a necessidade de mudar, e até a angustiante luta para manter alguma relevância na barafunda partidária que marca a democracia brasileira.

2026 é logo ali. As eleições municipais em outubro de 2024 mal terminaram e esta era uma das frases mais comuns no meio político. Membros dos maiores partidos já se articulavam para costurar apoio ou trabalhar em futuras pré-candidaturas. Partidos de diferentes espectros começaram discutir a formação de alianças para as eleições de 2026 para, em alguns casos, evitar a extinção. As negociações têm caminhado em velocidades diferentes dentro de cada sigla. As motivações e os arranjos também divergem, há quem busque uma “boia salva-vidas” para impedir o asfixiamento financeiro dos partidos.

Em busca de aliança para 2026

Os atores de 2026 vão emergir da aliança quem sabe, talvez, todavia com o PL/PP/UB e Republicanos. O núcleo da aliança partidária que competirá nas eleições de 2026 será formado obrigatoriamente quem sabe, talvez, todavia a partir de atual coligação entre o PL/PP/União Brasil e Republicanos.

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Os principais protagonistas desta disputa serão o governador Mauro Mendes (UB), os senadores Jayme Campos (UB), e Wellton Fagundes (PL), o vice-governador Otaviano Olavo Pivetta do Republicanos, e quem sabe, talvez, um nome vindo do Partido Liberal (PL), apresentado pelo prefeito cuiabano, Abilio Jaques Brunini, com a popularidade em alta.

Partidos políticos de diferentes espectros têm discutido a formação de alianças para as eleições de 2026 para, em alguns casos, evitar a extinção.

Vem comigo em 2026?

O vice-governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Pivetta do Republicanos, segue conversando com integrantes de varias siglas partidárias. E segundo ele, o objetivo é de viabilizar sua candidatura ao Governo do Estado nas eleições de 2026, acreditando assim que fará uma boa composição, mas que vai preserva alguns limites.

Eu sempre costumo dizer que não vamos vender a alma, mas vamos procurar agregar o maior numero de aliados para as as eleições de 2026“.

Ser vitorioso nas urnas como Governador de Mato Grosso é o sonho de toda uma vida e ficar em segundo plano, no papel de vice, é algo que ele não aceitará mais. Otaviano Pivetta se “aposentou” do cargo após dois mandatos dando suporte a Mauro Mendes. Não é de hoje que o vice-governador declara a vontade de concorrer ao Palácio Paiaguás.

Sendo considerado inclusive o sucessor natural de Mauro Mendes, e isso acabou também gerando um desconforto entre outras lideranças dentro do União Brasil (UB). Otaviano Pivetta já disse que está “preparado” para pleitear a cadeira do governador Mauro Mendes nas eleições de 2026. E segundo Pivetta, as conversações já acontecem no partido e a conjectura é construída nos bastidores.

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Ele aguarda um “pronunciamento” do Republicanos, mas demonstrou otimismo. O vice-governador respondeu com bom humor sobre ser o “camisa 10” da sigla, dizendo que não joga mais futebol, porém, está disposto a assumir o desafio de 2026. Recentemente o governador Mauro Mendes cravou que Pivetta seria seu candidato em 2026.

PL e União Brasil unidos

Ananias Filho, presidente estadual do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, afirma que o partido não descarta a possibilidade de ter o governador Mauro Mendes (UB) como aliado nas eleições de 2026. O governador já sinalizou que pretende disputar uma vaga ao Senado.

Não descartamos nenhuma possibilidade do governador Mauro Mendes estar no arco de aliança junto com o PL. É uma pessoa digna, que está fazendo um grande trabalho, uma gestão irrepreensível do ponto de vista de ajuste fiscal e execução orçamentária. Pessoas do bem têm que andar juntas, declarou Ananias.

Nós não estamos, de forma alguma, buscando espaço dentro do Governo do Estado. Aliás, já fomos convidados várias vezes, mas não aceitamos. O que atrai o PL não é ocupar cargos, e sim a gestão séria que o governador está fazendo“, enfatizou.

Mesmo sem ocupar postos no governo, o Partido Liberal (PL) segue próximo ao União Brasil (UB) e deve ter papel estratégico na construção das alianças para a disputa eleitoral de 2026.

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Política

Racha na chapa majoritária do PL de Mato Grosso exalta o pragmatismo das alianças e gera impasse político

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A política ama a traição e odeia o traidor”.

A frase atribuída a Lionel Brizola é absolutamente verdadeira, mas pouco compreendida.⠀

Na política, dinâmica e cercada de interesses, não somente no sentido negativo, é impossível que não exista expectativas frustradas, parcerias desfeitas e claro, traições.⠀

Logo, quem está na política será traído e irá trair. Uns com menos pudor e outros com mais. Mas trocar pessoas e acordos como mercadorias faz parte do negócio.⠀

Mas tão importante quanto saber disso é entender que quanto menos você parecer traidor, mesmo que traia, melhor será sua vida na política.⠀

O empresário Marcelo Maluf do Partido Novo, já no começo de sua trajetória política sentiu o gosto amargo da traição, quando foi comunicado que não seria mais vice na chapa do Senador pelo Partido Liberal (PL), com o cabeça de chapa Wellington Fagundes.

A consolidação das chapas eleitorais no cenário político de Mato Grosso sofreu uma reviravolta expressiva com o anúncio da substituição do nome indicado ao cargo de vice-governador na coligação encabeçada pelo Partido Liberal. A alteração abrupta retirou o empresário Marcelo Maluf da composição majoritária, deflagrando um severo desentendimento público no núcleo partidário e evidenciando a frieza pragmática que costuma reger as negociações de bastidor na busca pelo poder.

Os protagonistas desse imbróglio interno são o empresário Marcelo Maluf, figura até então chancelada para compor o projeto, e o senador Wellington Fagundes, liderança do PL e pré-candidato ao Governo do Estado. A reorganização culminou na ascensão do médico Alencar Farina, também filiado ao PL, nome que passa a ocupar o posto anteriormente prometido e articulado junto à base aliada.

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A crise tomou contornos públicos nesta sexta-feira, ocasião em que Maluf foi formalmente notificado de seu afastamento da chapa majoritária e manifestou-se por meio de uma nota oficial. A tempestade política eclodiu em momento decisivo do calendário eleitoral, período no qual as candidaturas já se encontravam em fase avançada de estruturação e planejamento estratégico de campanha.

O episódio desenrola-se no epicentro da política mato-grossense, estado no qual o Partido Liberal busca consolidar sua hegemonia e expandir o alcance de sua base aliada junto ao eleitorado regional. O impacto da decisão ecoou instantaneamente nas instâncias partidárias da capital, Cuiabá, e dos demais municípios estratégicos, alterando a interlocução com empresários e setores produtivos da região.

A desarticulação ocorreu mediante uma comunicação direta feita pelo próprio senador Wellington Fagundes a Marcelo Maluf, informando-o sobre a escolha de um novo nome para a vaga. Em resposta imediata, o empresário tornou pública uma contundente nota, na qual repudiou formalmente a conduta dos dirigentes e expôs os bastidores do rompimento à imprensa e à sociedade.

A reviravolta decorre das rearrumações táticas e da busca por alinhamento tático no âmbito da diretoria estadual do Partido Liberal. Enquanto a cúpula buscou redesenhar a chapa para atender a conveniências políticas imediatas, a manobra acabou por desconsiderar acordos prévios que haviam sido formalizados internamente durante os trâmites partidários.

Em suas declarações, Marcelo Maluf fundamentou seu descontentamento ressaltando que o convite inicial não representou um mero diálogo informal, mas sim uma construção política devidamente homologada na Convenção Partidária. O empresário destacou que já havia mobilizado apoiadores, estruturado diretrizes e iniciado a montagem das equipes de atuação ao lado da chapa de Fagundes.

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O tom do protesto subiu de intensidade quando Maluf classificou a alteração repentina como uma manifestação de falta de respeito pessoal e político por parte do senador e do PL estadual. Em forte apelo ético, o empresário sustentou que lideranças incapazes de honrar compromissos assumidos internamente carecem de credibilidade para pleitear a confiança de mais de três milhões de mato-grossenses.

Diante da irreversibilidade do cenário, o empresário sinalizou sua recusa em naturalizar práticas políticas marcadas por quebras de palavra e pela volatilidade das parcerias. Afirmando estar de consciência tranquila por haver cumprido integralmente todas as exigências pactuadas, Maluf enfatizou que caberá aos articuladores da mudança responder perante a opinião pública pelas decisões adotadas.

O desfecho do conflito insere um componente de incerteza e desgaste reputacional na pré-campanha de Wellington Fagundes, que agora precisará reestruturar seu discurso de unidade e integrar Alencar Farina à chapa.

O episódio reforça a máxima atribuída a Lionel Brizola de que “a política ama a traição, mas odeia o traidor“, deixando para o eleitorado o julgamento sobre a maturidade ética dos projetos colocados em disputa.

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