Política
“O Brasil precisa de um pacto de governabilidade”
Para Favaro, o papel do Congresso Nacional é fundamental, e tanto o Senado da Republica quanto a Câmara Federal devem se reunir com os governantes para cobrar responsabilidades
Diante da crise econômica que se agravou no país com a greve dos caminhoneiros, o presidente regional do Partido Social Democrático (PSD) em Mato Grosso e pré-candidato ao Senado da Republica, Carlos Henrique Baqueta Fávaro, disse que o Brasil precisa de um pacto de governabilidade para que os efeitos da crise não sejam ainda maiores.
Segundo o pré-candidato, o papel do Congresso Nacional é fundamental, e tanto o Senado quanto a Câmara Federal devem se reunir com os governantes para cobrar responsabilidades.
“A economia do Brasil estagnou, mas não somente por conta da greve, mostrou a fragilidade de um governo que não tem mais capacidade de gestão. Por isso, o Congresso Nacional, que é o guardião das grandes decisões, deve tomar frente desse processo porque senão a economia vai se desestabilizar ainda mais e serão os brasileiros que pagarão essa conta. Tenho muito receio que todo esse movimento resulte em uma queda da força econômica, falência de empresas e atraso de salários“.
Fávaro fez questão de ressaltar que o direito à manifestação é legítimo e ocorreu pela falta de diálogo. “Eu já vivi um momento como esse, quando em 2005, participei do movimento do agronegócio no ‘Grito do Ipiranga’, mas depois percebemos que não tivemos grandes resultados. Agora, aparentemente, os caminhoneiros conseguiram obter as reivindicações pleiteadas, mas isso terá desdobramentos muito difíceis para o Brasil“, disse ele, que já presidiu a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT).
Segundo o pré-candidato do PSD a Senador da Republica, o movimento resultou em violação de leis de princípios básicos de mercado com o tabelamento de preços de combustíveis e de fretes. “Isso já ficou demonstrado que não deu certo no Brasil, com o Plano Cruzado em 1986, assim como em Cuba e na Venezuela. O mercado tem que ser soberano. Com essa crise, o realinhamento da economia vai demorar, pelo menos, uns 60 dias, isso se não houver outros desdobramentos, pois o governo não pode se ater a resolver o problema de um elo da cadeia porque quando tabela o preço de combustíveis, por exemplo, afeta outros setores“.
Sobre a alta dos preços de mercadorias básicas do setor alimentício, Carlos Fávaro destaca que, por mais que digam que os valores serão reduzidos com o abastecimento, as consequências sentidas em médio prazo. “Quando um frigorífico deixa de abater 750 mil aves diariamente, ele também deixou de alojar 750 mil aves, ou seja, serão necessários 40, 60 dias para recompor essa situação. E se esse processo não for feito com muita sabedoria, ocasionará o desaquecimento da economia, gerando atraso de salários, desemprego e recuperação judicial de empresas“.
Quanto às manifestações de brasileiros que pedem a intervenção militar no país, Fávaro é contundente. “A melhor coisa que existe é a democracia e temos que preservá-la. Nada de intervenção militar no nosso país“, enfatizou.
Política
Corrida ao Senado centraliza a força política e ofusca disputa pelo Palácio Paiaguás
A disputa pelas duas cadeiras no Senado Federal passou a mobilizar mais a cena política de Mato Grosso do que a própria corrida ao Governo do Estado. Em uma eleição com dinâmica atípica no cenário mato-grossense, os principais protagonistas e detentores de maior densidade eleitoral preferiram disputar o Congresso Nacional em vez de buscar o comando do Palácio Paiaguás.
As urnas em Mato Grosso receberão os votos para dez candidatos registrados que buscam as duas vagas ao Senado nas eleições de 2026. O processo faz parte da renovação de dois terços das 81 cadeiras do Senado, nas quais 54 vagas estão em disputa, sendo exatamente duas por unidade da Federação.
O eleitorado mato-grossense chega ao pleito com 2,64 milhões de eleitores aptos a votar. Essa soma representa 1,66% do total nacional e posiciona Mato Grosso como o 18º maior colégio eleitoral do país, configurando um eleitorado decisivo para os projetos políticos nacionais.
A disputa pelas duas vagas atrai nomes consolidados da política estadual, como o ex-governador Mauro Mendes (UB), a deputada estadual Janaina Riva (MDB), o senador Carlos Fávaro (PSD), o deputado federal José Medeiros (PL) e o ex-governador Pedro Taques (PSB).

A movimentação nos quadros majoritários inclui o ex-governador Mauro Mendes, que se desincompatibilizou do Governo do Estado para concorrer ao Senado, enquanto Carlos Fávaro atua na campanha para renovar o mandato parlamentar obtido em 2020.
O capital político demonstrado na liderança das pesquisas por Mauro Mendes evidencia que seu alcance ultrapassa o de Otaviano Pivetta, governador que o sucedeu na gestão estadual e que agora disputa a reeleição.
A consolidação de lideranças também se reflete em Janaina Riva, que ganhou projeção no eleitorado superior à do próprio sogro, Wellington Fagundes, candidato ao Governo do Estado de Mato Grosso. Fenômeno semelhante ocorre com o ex-ministro e senador Carlos Fávaro, detentor de um grupo com expressividade superior à de Natasha Slhessarenko, postulante do seu grupo ao Executivo Estadual.

Os dados apurados pelas pesquisas de intenção de voto confirmam a força da base conservadora e de seus aliados no estado. O cenário mostra que, ao lado da influência governista, nomes como Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Mauro Mendes demonstram expressiva capacidade de mobilização, fortalecendo o bloco de direita na fase que antecede o primeiro turno, em 4 de outubro de 2026.
A projeção de um inédito segundo turno na eleição para o Governo de Mato Grosso amplia a relevância estratégica dos quadros legislativos. Os senadores e deputados eleitos na primeira votação do pleito exercerão papel central na construção de alianças e na sustentação dos palanques dos candidatos a governador que avançarem à etapa final da disputa.
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