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TEMPORAL POLÍTICO CHEGANDO

Nuvens negras na política mato-grossense; xô nuvem

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Uma nuvem bastante densa, paira no céu mato-grossense, bem perigosa, principalmente para os candidatos que vão disputar o pleito eleitoral de 2022 no dia 2 de outubro. E já é sabido pela população mais atenta que as eleições de 2022 serão realizadas sob o signo uníssono das turbulências políticas, econômicas e sociais.

A maioria dos políticos mais experientes, sempre desviam das rajadas de vento dessa nuvem, que são bastante intensas. A previsão para a primeira quinzena de setembro não é das melhores na política. O período vai ser marcado por impugnação e desistências, com direitos a chororô e devolução do Fundo Partidário. Isso porque a Justiça Eleitoral de Mato Grosso tem até o dia 12 de setembro.

Não podemos nos esquecer que estamos na Lei de Newton, portanto o céu de brigadeiro acabou.

Como dizia o lendário político mineiro Magalhães Pinto: política é como nuvem. Você olha, ela está de um jeito. Olha de novo, ela já mudou“.

Esta frase pode até ajudar a definir o cenário em que se move a “oposição” política da Terra de Rondon neste momento. A diferença é que cada vez que você olha a nuvem da “oposição” está cada vez mais negra.

Já que estamos no terreno dos ditos populares, tudo isso é uma releitura da equipe de reportagem do Blog do Valdemir, do velho provérbio que diz: em casa onde falta pão, todos brigam e ninguém tem razão“.

O pão que falta, neste caso, é aquele que move as ambições, os sonhos e as aspirações dos políticos: o Poder.

O MDB, apesar dos esforços de seu guru, o cacique da sigla em Mato Grosso por mais de 40 anos, Carlos Gomes Bezerra, que tentou abrir novas veredas por onde o partido poderia tentar reencontrar os seus “tônus vital”, se debate numa crise de autoextermínio fratricida, por onde se esvai não apenas a unidade de propostas, mas também de certa forma a compostura pessoal e partidária.

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O Partido Progressista (PP) do deputado federal cassado Neri Geller, vitimado por uma tentativa desastrosa de “aggiornamento”, perdeu a sua identidade e não encontrou nenhuma outra para colocar no lugar. Resultado: tentou se livrar-se do estigma de ser Mauro Mendes, não consegue vestir outro figurino e sangra agonizante na Praça das Bandeiras.

O Partido Social Democrático (PSD) do Senador e líder da sigla em Mato Grosso, Carlos Henrique Baqueta Favaro, por não ser da “Direita”, nem de “Esquerda”, nem de “Centro”, pelo menos tinha a virtude da novidade e latente promessa de transformar-se num abrigo de descontentes e consequentemente numa caixinha de surpresas, cujo o rumo o tempo já encarregou de definir.

O resultado, trágico, é que a “oposição”, está sem rumo e sem direção e não consegue sequer articular um discurso coerente que dê eco e voz aos milhares de eleitores que investiram nela seus desejos e as suas aspirações.

Não chorem, aceitem a verdade que dói menos. Parem com mi-mi-mis, o candidato do União Brasil (UB), Mauro Mendes não tem nada com isso. Toda a culpa é da “oposição”, que não consegue superar seus choques de personalíssimo nem as suas mesquinharias, quanto mais se dedicar a um projeto para Mato Grosso.

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Nuvens negras no horizonte

Se as eleições de 2022 se apresentavam, como esperança de início de um novo ciclo político que restabelecesse e abrisse novos espaços para novos líderes, os mato-grossenses já olham para o dia 2 de outubro e dá por perdido este pleito.

O máximo que o meu amigo de Vadjú se atreve a profetizar é que nunca nos últimos anos uma eleição foi, meses antes de ser disputada, tão incerta e com tanto desencanto e até medo do W.O.. Não me venha com estorinha, será e pronto. Então prove e parem de Bla-blá-blá-blá.

Tudo perdido? Não.

A população mato-grossense, apesar da crise política que a sacode, é viva e conta com uma democracia ameaçada, mas consolidada e não perdeu a esperança de dar vida a uma substituição que, se não parecer possível desta vez, continua em germinação, porque junto com o desencanto pelos políticos não morreu vontade por uma renovação que acabe com a velha república dos privilégios, para dar a luz uma nova primavera de democracia e bem estar.

PS: pura maldade nas apostas dos frequentadores do Boteco da Alameda: 499 candidatos em Mato Grosso desejam disputar as eleições deste ano.

Quantos sobreviverão até dia 30 de setembro?

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Política

Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.

O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.

A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.

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A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.

A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.

A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.

Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.

Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

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A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.

A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.

O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.

A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.

A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.

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