AMIGOS E SEMPRE NA POLÍTICA
“Nunca fale mal de um político, para outro…”, resumiu editor do Blog
Como uma corrida, quando você está prestes a atingir a meta, a reta final, é o período mais intenso. O mês de setembro nesta fase, marca o período mais crítico das campanhas eleitorais em todo o meu “QUERIDO”, “LINDO” e “MARAVILHOSO” Estadão de Mato Grosso.
Também nesta fase, já está definido qual parte do eleitorado escolheu seu candidato, ou sua candidata e qual parcela ainda está indecisa (está última geralmente, está em dúvida entre candidatos com os mesmos atributos ou conteúdo).
Por isso, o desafio dessa etapa da campanha é “ativar” os votos comprometidos e atrair os indecisos.
É o momento em que “todas as cartas estão na mesa”, tanto para consolidar os votos que já existem quanto para obter os que faltam, com os meios ás sua disposição.
Exige-se também, o máximo empenho, este é o momento em que o candidato (a) precisa focar sua atenção e se doar. É hora de conversar com os eleitores e confirmar com os cabos eleitorais a quantidade de votos conquistados.
Em resumo: é hora de botar a cara na rua.
Segue o fluxo!

Até tú?
Em quatro décadas e meia, que o editor do Blog do Valdemir, trabalha com jornalismo e 10 como analista político, resumiu o aprendizado em uma frase: “nunca fale mal de um político, para outro político. Amanhã estarão juntos“.
E agora, o Boteco da Alameda, tem que concordar. O pior é que, os próprios políticos fazem isso.
E a história no pleito eleitoral de 2026, está repleta de exemplos na minha “QUERIDA”, “LINDA” e “MARAVILHOSA” Terra de Rondon, inimigos de ontem, amigos hoje.
Pasmem os senhores (as): quem vê o palanque até pensa que é encontro de amigos. Todo mundo junto, misturado e distribuindo sorrisos.
Raiva e medo são maiores
Quanto a raiva e o medo são maiores num terceiro nome, por que isso acontece?
Essa é a grande questão. Pessoas na política se juntam, quando a raiva e o medo são maiores num terceiro nome. Unem forças, para derrubar o algoz, nem que para isso, se rasque a história.
E se alcançar o objetivo, amanhã, o amigo pode virar inimigo e vice-versa. A ética na política é diferente. Bom…, para alguns, a ética na política não existe e nunca existiu.
Nota de rodapé: aliados do governador Otaviano Pivetta, contam a partir dessa semana com apoio dos prefeitos, vereadores e lideranças partidárias de várias siglas, pedindo “VOTO ÚTIL” em Pivetta, como forma de desidratar as campanhas de Natasha, Milas e do Sargento.
A campanha de Otaviano Piveta deve concentrar as atividades da última semana antes do primeiro turno em Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Rondonópolis, os maiores colégios eleitorais.

Projeção de votantes
Levantamento baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que um em cada quatro mato-grossenses aptos a votar não compareceu no primeiro turno de 2024.
Ou seja, foram 630 mil de eleitores ausentes nas urnas.
No dia 4 de outubro, a projeção aponta que 850 mil eleitores deixam de votar para governador e 700 mil para presidente.
Assim sendo, o meu “QUERIDO”, “LINDO” e “MARAVILHOSO” Estadão de Mato Grosso chega ao ciclo eleitoral de 2026, com 2.639.075 eleitores aptos atualmente no estado, sendo que 93,8%, já possuem cadastro biométrico, um índice considerado alto.
Destes 25.667 eleitores possui algum tipo de deficiência e 495 utilizam nome social no cadastro.
Isso significa que a estrutura eleitoral do estado está bem consolidada, o desafio agora é entender quem vota, quem não vota, e por quê.

O Boteco vai falar
O Republicanos, Otaviano Pivetta conta com apoio de 133 dos 142 prefeitos de Mato Grosso. É uma estrutura muito superior a disponível aos adversários e que garante ao governador Otaviano Pivetta, aliados capazes de organizar agendas, reunir lideranças e abrir portas nos municípios na campanha.
A médica Natasha Slhessarenko, o seu partido PSD, saiu das eleições municipais de 2024 com apenas 2 prefeitos municipais no Estado de Mato Grosso.
O liberal Welton Fagundes, tem um grande problema: nem todos os prefeitos eleitos pelo PL está com o candidato do próprio partido.
Em resumo: Pivetta chega na reta final de campanha com a maior estrutura de prefeitos; Natasha com a aliança partidária nacional e uma estrutura mais dependente do voto espontâneo e das redes sociais e Welton Fagundes, está enfraquecido, passando pôr alguns políticos como “pato manco”.
Os custos têm sido altos. Os políticos bolsonaristas não podem sair do Partido Liberal (PL), sem provar uma justa causa…
E para finalizar, alô… alô… Wellton! “Não diga que a canção está perdida…tente outra vez…“. Não se renda. Mesmo que tudo parece acabado, há algo a recuperar, reconstruir, reviver.
Mas que uma música “Tente outra vez”, virou conselho de vida. Raul Seixas, não prometeu que seria fácil. Só deixou claro que vale a pena tentar, e tentar de novo, sempre.
“Em política, os aliados de hoje são os inimigos de amanhã“, Maquiavel.
Política
Entre o “Algoritmo das Redes” e a “Decisão Final nas Urnas”
A frieza dos eleitores no processo eleitoral, caracterizada pelo desinteresse, apatia e distanciamento das urnas, tornou-se um dos fenômenos mais discutidos por cientistas políticos e institutos de pesquisa nas eleições atuais. Estudos e levantamentos recentes indicam que a população enfrenta um cenário de profunda desilusão e fadiga cívica.
As Causas da Frieza Eleitoral
A apatia do eleitor não surge do acaso, mas de uma combinação de fatores emocionais, sociais e políticos:
Exaustão com a polarização prolongada: Pesquisas como a da Quaest apontam que 6 em cada 10 brasileiros mostram desinteresse no pleito. O cansaço em relação ao debate público agressivo e binário afasta quem busca propostas concretas em vez de discussões partidárias.
Negativização política e indiferença: Um estudo da FESPSP revelou que 69% dos eleitores não vivem a polarização afetiva estrita entre os polos tradicionais da política nacional. Em vez disso, cresceu uma “zona de frieza”, movida mais pela rejeição a um candidato do que pelo apoio convicto a outro.
Fatores psicossociais (Solidão e Cansaço): A inédita Pesquisa Termômetro do Bem Viver, realizada pelo Datafolha em parceria com a Avaaz, trouxe um dado alarmante: milhões de brasileiros deixam de votar devido a sentimentos de isolamento social, solidão e exaustão mental, o que enfraquece os laços comunitários e o senso de dever civil.

Fase decisiva em MT
O processo eleitoral nos municípios do interior do Estado de Mato Grosso ingressou em sua fase decisiva, marcada por um cenário sem precedentes no qual a panfletagem tradicional, as caminhadas nos bairros e as carreatas dividem espaço direto com a militância virtual e o engajamento digital em diversas plataformas online.
Candidatos ao Governo Estadual, ao Senado Federal e a cargos proporcionais intensificaram as suas agendas públicas e produções de conteúdo ao longo dos últimos meses, com foco especial na reta final que antecede o dia da votação em todo o território mato-grossense.
A transformação no ecossistema político local ocorre em todas as regiões do interior do estado, desde os municípios polo do agronegócio até as menores localidades urbanas, afetando diretamente a rotina e o comportamento dos cidadãos durante o período de propaganda eleitoral.
Esta transição para o ambiente cibernético ganhou força expressiva devido à consolidação das mídias sociais como canal primário de informação, o que alterou significativamente a dinâmica da comunicação pública ao substituir o contato interpessoal direto por interações digitais dinâmicas.
A relevância deste fenômeno reside na incerteza sobre o impacto real das métricas de engajamento virtual sobre o comportamento do eleitorado, questionando-se se a popularidade digital se converterá efetivamente em votos depositados nas urnas eletrônicas durante o pleito que definirá os gestores do estado.
Diante desse contexto dinâmico, o candidato ao Senado Mauro Mendes (UB) analisou que o ritmo da disputa eleitoral apresenta um comportamento moderado, relacionando essa apatia momentânea ao histórico desgaste da imagem institucional da classe política perante a população brasileira.
Ao refletir sobre a atual conjuntura, a liderança política destacou que a desconfiança generalizada atinge até mesmo os próprios gestores, ressaltando que o afastamento do cidadão do debate público prejudicialmente beneficia atores interessados na pouca fiscalização das ações governamentais.
A reconfiguração do debate público evidencia que, embora o ambiente virtual proporcione amplificação de propostas e debates intensos, a maturidade democrática exige que a disputa partidária ceda lugar à cooperação institucional após a divulgação oficial do resultado das urnas.
Para reverter a frieza observada no processo, estratégias de comunicação e mobilização de campo passam a operar com capacidade máxima no período derradeiro da campanha, momento em que o interesse da população atinge seu ponto mais elevado para a tomada de decisão.
Diante do cenário apresentado, cabe ao eleitor mato-grossense dedicar tempo analítico à avaliação minuciosa dos planos de governo e das trajetórias dos postulantes aos cargos públicos, garantindo uma escolha consciente e alinhada às necessidades do estado para os próximos quatro anos.
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