NOVOS SUPLENTES NA DISPUTA ELEITORAL
Reformulação partidária expõe novos desdobramentos na chapa ao Senado
A candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) oficializou a entrada dos empresários Danilo Berndt Trento e Rafael Yamada Torres como seus novos suplentes na disputa eleitoral. A alteração ocorreu diante do acirramento das tensões políticas em sua campanha, suscitando discussões e novas desconfianças nos bastidores partidários estaduais.
O protocolo com o pedido formal da substituição dos nomes foi apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no período vespertino do último sábado (12). O procedimento concretizou os desligamentos de Aluizo Lima (PRD) e Ibrahim Zaher (MDB), de modo que o registro formal das postulações aguarda a deliberação da Justiça Eleitoral.
A formação atualizada estabelece a composição do grupo majoritário integralmente ao lado do setor privado e com expressivo capital financeiro. Em conjunto, os empresários indicados registraram um patrimônio acumulado que atinge o montante exato de R$ 16.510.954,48 perante a Justiça Eleitoral.
O empresário Rafael Yamada Torres, designado para a segunda suplência, concentrou a maior quantia declarada entre os dois nomes. Os valores informados chegam a R$ 13.326.427,64 e englobam ativos diversificados nos setores imobiliário e corporativo.
O portfólio de ativos de Yamada Torres abrange R$ 3,835 milhões mantidos em reserva de ouro, além de um imóvel residencial em condomínio fechado em Cuiabá avaliado em R$ 3,505 milhões. Além disso, constam o aporte de R$ 2,5 milhões na empresa Coliseu Investimentos e Participações Ltda., depósitos em renda fixa e recursos mantidos em moeda estrangeira.

O primeiro suplente indicado, Danilo Berndt Trento, formalizou a declaração de bens no valor total de R$ 3.184.526,84. O patrimônio informado está predominantemente associado a participações societárias diretas em companhias privadas do mercado nacional.
A discriminação dos ativos de Danilo Trento aponta R$ 2,012 milhões em quotas da empresa BSF Gestão em Saúde Ltda. e R$ 1 milhão na T5 Participações Ltda. Foram reportados ainda R$ 172,5 mil mantidos em aplicação na Instituição Financeira PicPay.
A repercussão em torno dos valores declarados vincula-se ao histórico do primeiro suplente. Trento atuou como diretor institucional da Precisa Medicamentos e enfrentou visibilidade no cenário nacional durante as investigações conduzidas pela CPI da Covid.
O cenário do primeiro suplente é acompanhado por desdobramentos de investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF). A apuração apura a suposta ocorrência de retenções financeiras e descontos irregulares aplicados em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O segundo suplente, Rafael Yamada Torres, traz conexões societárias sob a atenção de operações policiais recentes. Ele é filho do empresário Wanderley Torres e figura como sócio-administrador da Coliseu Investimentos, citada na Operação Heritage.
Política
Pivetta rebate acusações de coação e desafia fachada de oposição a apresentar denuncia formal
O candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), rebateu publicamente as acusações formuladas pelo seu principal adversário político no pleito estadual, o senador Wellington Fagundes (PL). A declaração de contestação ocorreu durante um encontro oficial com a imprensa local, ocasião na qual o chefe do Executivo estadual rechaçou as insinuações de que estaria promovendo retaliações administrativas contra gestores municipais.
O embate político atingiu seu ponto culminante após o senador oposicionista denunciar publicamente que a máquina pública estaria sendo utilizada para cooptar lideranças regionais. Segundo o parlamentar, diversos chefes do Executivo municipal estariam sofrendo coação velada e ameaças diretas de retenção de recursos orçamentários, caso manifestassem apoio formal à sua candidatura.
A reação do governador mato-grossense ocorreu no contexto da dinâmica diária de cobertura do processo eleitoral mato-grossense. Diante dos questionamentos apresentados pelos jornalistas presentes à coletiva, a manifestação oficial teve como objetivo central desqualificar o teor das acusações, cobrando materialidade probatória das alegações transmitidas pela oposição.
A controvérsia desenrola-se no território do Estado de Mato Grosso, alcançando a esfera administrativa do Palácio Paiaguás e impactando diretamente a articulação política nos diversos municípios que compõem o mapa eleitoral da unidade federativa.
O cenário institucional abrange o ecossistema de prefeituras interdependentes das repasses estaduais.

O estopim para o acirramento do tom do debate deu-se em virtude de recentes declarações concedidas por Wellington Fagundes, nas quais o candidato citou relatos sigilosos de prefeitos. De acordo com a denúncia da oposição, até 90% das verbas estaduais vinculadas a convênios estariam pendentes de repasse desde o exercício financeiro anterior, funcionando como instrumento de pressão eleitoral.
Em resposta incisiva, Otaviano Pivetta ironizou a ausência de elementos probatórios que sustentem a denúncia apresentada pelo adversário. Com tom de serenidade, o gestor desafiou a oposição a registrar formalmente os fatos perante os órgãos de controle, argumentando que denúncias de extrema gravidade exigem a instauração de procedimentos legais cabíveis e a apresentação formal de boletim de ocorrência.
A fundamentação apresentada por Pivetta pauta-se no histórico de sete anos e meio de diálogo institucional ininterrupto mantido pelo Governo do Estado com todas as administrações municipais. O candidato sustentou que o atendimento aos prefeitos ocorre de maneira totalmente isenta e republicana, sem distinção de matizes ideológicos ou filiações partidárias.
O foco do conflito gravita em torno da celebração e execução dos convênios estaduais, instrumentos jurídicos fundamentais pelos quais o Governo repassa recursos diretos do seu orçamento para as prefeituras. Essa descentralização orçamentária destina-se ao custeio de obras de infraestrutura, implementação de políticas públicas e aquisição de insumos estratégicos para os municípios.
A desavença pública ganha proporções estratégicas por ocorrer em pleno período de consolidação de alianças políticas e captação de apoios regionais para a disputa das eleições. A neutralidade ou o alinhamento dos prefeitos locais representam ativos cruciais para a consolidação dos palanques estaduais na corrida ao Governo.
O desdobramento desse episódio aponta para um acirramento das tensões jurídicas e políticas na disputa do Executivo Estadual. Enquanto a oposição busca desgastar a imagem da gestão atual alegando uso indevido da máquina pública, o governo baseia sua defesa na cobrança por denúncias formais, sustentando a equidade do processo administrativo.
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