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INDEFINIÇÃO NO QUADRO ELEITORAL

No jogo político: por que o PSD? Por que não o UB?

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Eitaaa Cuiabá! Fazia tempo que a Terra de Pascoal Moreira não apresentava uma indefinição no quadro sucessório municipal tão grande. Em princípio, a única certeza que se tem é o prefeito cuiabano, o emedebista Nenel Pinheiro e o governador Mauro Mendes do União Brasil (UB), estarão nos bastidores no jogo eleitoral.

Afora isto, há grandes chances de que o deputado estadual e presidente da “MARAVILHOSA” Casa de Leis, Zé Edu Botelho e o deputado federal licenciado e hoje comandando a Casa Civil, o menino Fabinho, estejam na disputa do Palácio Alencastro.

A grande dúvida na Capital de todos os mato-grossenses está ligada as possíveis candidaturas da turma da “esquerda”.

A Federação Brasil da Esperança tem duas opções: bancar uma candidatura própria, ou apoiar o candidato do PSD, lançando seu candidato a vice.

Se isto acontecer, Cuiabá passaria a ter de fato uma disputa eleitoral.

No caso do União Brasil (UB) e do Partido Liberal (PL) concorrem cada qual com candidatos próprios a Prefeitura Municipal, a “direita” leva ampla vantagem no embate eleitoral do ano que vem.

O fator PT, o comando nacional da legenda tem estimulado os petistas a saírem para rua e bancarem a maior quantidade possível de candidaturas a prefeito, vice e vereadores em 2024.

Em Cuiabá, no entanto, não há movimentos nesse sentido. O partido vem ensaiando uma aproximação com o prefeito cuiabano, Nenel Pinheiro (MDB), mas isso não foi levado ao público no momento.

O fato é que o deputado estadual, Ludio Cabral, petista “ROXO” não aceita esta aproximação com o emedebista Emanuel Pinheiro.

Isto pode fazer com que o Partidos dos Trabalhadores (PT) racha, mas há um grande dilema diante desta possibilidade. É que se o PSD disputar a Prefeitura de Cuiabá, tendo o PT como seu vice, e o PV e PCdoB na arquibancada, os petistas passariam a sentir os primeiros sinais de ameaça para 2026.

Por sua vez, de todos os cenários possíveis, o que a “esquerda” menos quer é a vitória do núcleo duro do Palácio Paiaguas. Em todos os municípios do Estado de Mato Grosso onde o governo tiver chances de vitória, uma candidatura da “esquerda” estará presente.

O grupo político bastante próximo do governador Mauro Mendes, está estruturando o UB nos municípios, o partido ganhou muito do seu brilho depois do pleito de 2022. Por conta disto, existe a expectativa de que muitos prefeitos possam migrar para o União Brasil (UB), objetivando disputar a reeleição no ano que vem. E claro, apostando na boa imagem do governador Mauro Mendes e o número de aprovação bastante alto.

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O União Brasil (UB), também deve ganhar bastante capilaridade em Cuiabá no ano que vem. A legenda deverá servir de abrigo para uma série de políticos, incluindo vereadores, objetivando a disputa eleitoral de 2024.

Em todos os municípios o partido tem buscado se fortalecer, de olho na majoritária.

O Boteco da Alameda informaaaaa

Boa parte dos casos de uma terceira candidatura deverão ser bancadas pelo PT e PCdoB. Os partidos: UB, PSD, PSB, MDB, vão dar as cartas.

No jogo da vida política, alguns políticos serão jogados alguns degraus para baixo, muitas casas para trás no tabuleiro político. E depois não se assustem. No momento para enfrentar o jogo, tem o desafio de se reposicionar.

Para isso, o primeiro passo é assumir o que deseja no pleito de 2024, porém, não forçando, querendo ser candidato a todo custo. Como tem um pretendente ai brigando, empurrando, dando carrinho, fazendo falta…etc.…etc.…etc. E o juiz marca pênalti.

O segundo passo é definir seu novo partido. Se está muito bem encaminhado, então pare de moagem. Sua intenção é migrar para o partido A, B ou C, vá em frente. Tudo bem que você não precisa se decidir nem se filiar até o comecinho de abril.

Entretanto, todavia, contudo, diz aí quais as condições para ingressarem nas siglas?

Seriam plenas garantias de recursos de campanha. Quer ouvir, tais garantias dos dirigentes da nacional. Quer obter do cacique da nacional o compromisso de que será tratado como prioridade do seu partido, traduzida na injeção de um bom volume de recursos financeiros do Fundo Eleitoral.

Por que o PSD?

Para o núcleo duro do Boteco da Alameda, uma eventual candidatura pelo PSD é um ótimo arranjo para as duas partes. Encontro da fome com a vontade de comer.

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O raciocínio passa por um fator que faz muito sentido: hoje, mapeando-se os maiores municípios de Mato Grosso, na grande Cuiabá e no interior, quem é o candidato altamente competitivo que o PSD tem para lançar em qualquer um deles? De bate-pronto, não ocorre nenhum nome.

O partido de Carlos Henrique Baqueta Favaro, líder do PSD em Mato Grosso, e ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), tem grandes planos de expansão e logicamente, pode filiar candidatos imponentes até abril (como prefeitos com mandato).

Mas o fato é que, carece de nomes realmente competitivos que possam dar sustentação a esse projeto de crescimento mirando em 2026.

Na baixada cuiabana mesmo, o partido não tem hoje nenhum porto seguro para se ancorar.

Para alicerçar esse projeto de expansão, o que pode ser melhor que chegar ao Executivo da cidade mais popular e uma das economicamente mais pujantes de Mato Grosso é aqui instalar a sua base para disputar o governo estadual em 2026.

A Prefeitura de Cuiabá, com o Zé Edu Botelho, pode representar para eles justamente aquela âncora que hoje lhes falta.

Por que não o UB?

Dando uma resposta bem direta: porque é demais para ele. Por força das circunstâncias e das próprias escolhas, hoje ele se encontra em processo de separação litigioso.

Pontualmente, até pode ter apoiado o candidato do UB e subido no palanque do governador Mauro Mendes para reelege-lo em 2022.

Isso é uma coisa. Outra coisa é ele mesmo conquistar espaço e se candidatar pelo partido de Mauro Mendes. Hoje dando as cartas e com muita força no União Brasil (UB).

Aí seria atravessar uma segunda linha: a que separa a linha moderada da mais radical. Essa linha o próprio núcleo duro do Palácio Paiaguas traçou no chão e não pretende cruza-la.

Primeiro o núcleo duro não ficou à vontade. Segundo porque este desconforto pode ser via de mão dupla: os apoiadores incondicionais de Mauro Mendes, representam os votos mais ideológicos, também podem estranhar a candidatura e se sentir muito pouco à vontade em votar nele. Não vai colar.

Deixa quieto. Chega por hoje. Segue o fluxo!!

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Política

Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.

O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.

A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.

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A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.

A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.

A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.

Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.

Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

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A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.

A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.

O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.

A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.

A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.

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