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NOVA DIRETORIA

Mulheres Republicanas realizou debate sobre políticas públicas para “Mulheres Vítimas de Violência”

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Prevenir e combater a violência contra as mulheres é tarefa das mais complexas e exige como política pública a articulação de diferentes serviços em uma rede integrada de atenção à mulher que vive em situação de violência.

Na grande maioria dos casos, a mulher é a principal vítima. Na sua forma mais típica, a violência conjugal é uma expressão do desejo de uma pessoa controlar e dominara outra (repare que muitos homicídios acontecem justamente quando a mulher tenta se separar: esse é o momento em que o agressor percebe que perdeu! Já não consegue mais dominar e controlar sua parceira).

Em alguns casos, tanto o homem quanto a mulher podem ser violentos e praticar agressões físicas ou verbais, por terem dificuldade de expressar seus sentimentos deforma respeitosa e civilizada. Estas são as típicas relações de conflito. Pode existir violência física e verbal, mas o que alimenta essa violência não é a desigualdade de poder. O que acontece, nos casos de conflito, é que a relação de amor acaba se transformando numa espécie de ringue de lutas e disputas recíprocas.

QUALQUER MULHER PODE SER VÍTIMA DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. NÃO IMPORTA SE ELA É RICA, POBRE, BRANCA OU NEGRA; SE VIVE NO CAMPO OU NA CIDADE, SE É MODERNA OU ANTIQUADA; CATÓLICA, EVANGÉLICA, ATÉIA OU UMBANDISTA. A ÚNICA DIFERENÇA É QUE AS MULHERES MAIS RICAS CONSEGUEM ESCONDER MELHOR SUA SITUAÇÃO E TÊM MAIS RECURSOS PARA TENTAR ESCAPAR DA VIOLÊNCIA“.

Discutir políticas públicas para “Mulheres Vítimas de Violência” foi a tônica na posse da nova secretária estadual do movimento feminino do Mulheres Republicanas do Estado de Mato Grosso, Angelita Amorim, assim como para a Drª. Patrícia Araújo, que vai liderar o movimento em Cuiabá, e Dayane Soares, em Várzea Grande, e outras lideranças municipais.

Em solenidade híbrida, devido aos cuidados sanitários da Covid-19, o Mulheres Republicanas do Estado de Mato Grosso deu posse para a nova diretoria feminina do PRB.

A ex-senadora Serys Marli passou o bastão para a nova secretária estadual. Após a solenidade de posse, ocorreu um debate para discutir políticas públicas para Mulheres Vítimas de Violência em Mato Grosso.

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O presidente do Partido Republicano Brasileiro (PRB) no Estado de Mato Grosso, Adilton Domingos Sachetti, marcou presença na cerimônia de posse das novas lideranças, e no debate sobre políticas públicas para Mulheres Vítimas de Violência, durante o discurso, ele ressaltou a importância da representatividade feminina no Poder Público.

Muitas mulheres ainda têm dificuldades de ocupar cargos de poder, serem eleitas ou terem voz ativa nas tomadas de decisões políticas. Isso acontece devido à exclusão histórica das mulheres na política e que reverbera, até hoje, no nosso cenário de baixa representatividade feminina no governo“, afirmou.

Participaram do evento, por vídeo, o presidente nacional da sigla, deputado federal Marco Pereira, secretária nacional do Mulheres Republicanas, deputada estadual Tia Ju, e a secretária nacional de Políticas para Mulheres, Cristiane Britto.

A nova secretária estadual do Mulheres Republicanas de Mato Grosso, Angelita Amorim, tem 38 anos, é advogada, tem 3 filhos, casada e vice-prefeita da cidade de Alto-Garças, pelo Republicanos. Em seu discurso, a republicana destacou a importância de ter mais representatividade na política, da sororidade e da união entre as mulheres.

É com muita felicidade que assumo o compromisso de liderar o movimento feminino do Republicanos, aqui em MT, assumindo o lugar da nossa eterna senadora Serys, que realizou um ótimo trabalho à frente do Mulheres Republicanas de Mato Grosso. Aceitei o convite com o propósito de motivar outras mulheres, pois somos resistência e temos força e coragem, além de sermos todas batalhadoras. Sei da importância que cada uma tem na sociedade. Precisamos ter representatividade e sermos unidas dentro da política, só assim vamos ser ouvidas e alcançaremos altos lugares nos espaços de decisão, reiterou.

A Dra. Patrícia Araújo também externou sua alegria em assumir o Mulheres Republicanas de Cuiabá.

Além de agradecer a todos por essa oportunidade, de estar ao lado de mulheres maravilhosas, para juntas fazermos um trabalho de excelência em todo Mato Grosso, dedico essa posse a minha mãe, que morreu em dezembro, mais uma vítima da Covid-19“, disse.

O debate sobre políticas públicas para Mulheres Vítimas de Violência doméstica contou com a apresentação da delegada Jozirlethe Criveletto, titular Delegacia da Mulher de Cuiabá, na qual constatou um considerável aumento nos índices de violência contra as mulheres durante a Pandemia da Covid-19.

Segundo ela, as medidas de isolamento social fizeram com que os agressores passassem mais tempo com suas vítimas, desencadeando um aumento de crimes como estupro, assédio, importunação sexual e até feminicídios.

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A defensora pública Rosana Leite, também apresentou informações sobre o tema, a coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) revelou que a alta nos casos de feminicídios em Mato Grosso ocorreu por conta do isolamento social em virtude da Pandemia de Covid-19.

Tenho convicção de que a violência doméstica e familiar nessa época de quarentena aumentou, mas as subnotificações são uma realidade. Isso é o mais preocupante, tendo em vista que, se as mulheres não estão denunciando, lavrando um boletim de ocorrência, elas estão sofrendo dentro de casa, destacou.

Prestigiaram também do evento, o deputado estadual, Valmir Moretto, o vereador por Cuiabá, Eduardo Magalhães, a secretária de Assistência Social, Trabalho e Habitação, primeira dama da cidade de Sinop, Sheila Pedroso da Silva, e presidente da Associação para Desenvolvimento Social dos Municípios de Mato Grosso (APDM), a vereadora por Rondonópolis, Kalynka Meirelles (que conduziu o evento), e as demais autoridades, primeiras-damas e secretárias de assistência social dos municípios.

Você sabia?

A cada dois segundos uma mulher é vítima de violência física ou verbal no Brasil. Logo, 12 mil mulheres são agredidas diariamente no Brasil; uma mulher é vítima de estupro a cada nove minutos; e três mulheres são vítimas de feminicídio a cada um dia.

Desde 9 de março de 2015, a legislação prevê penalidades mais graves para homicídios que se encaixam na definição de feminicídio ou seja, que envolvam “violência doméstica e familiar e ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher”. Os casos mais comuns desses assassinatos ocorrem por motivos como a separação conjugal.

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Política

Patrimônio de deputados de Mato Grosso revela forte alta em quatro anos e amplia debate sobre transparência eleitoral

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A evolução patrimonial de políticos durante o exercício de mandatos voltou a ocupar espaço no debate público em Mato Grosso com a divulgação das declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral. Embora os vencimentos de parlamentares e integrantes do Executivo sejam superiores à renda média da população, especialistas costumam observar que a remuneração oficial, isoladamente, não explica necessariamente a formação de grandes patrimônios. Nesse contexto, aumentos expressivos de bens despertam questionamentos quando não são acompanhados de explicações claras sobre sua origem.

A declaração patrimonial é uma exigência prevista na legislação eleitoral e constitui um dos mecanismos destinados a ampliar a transparência sobre a situação financeira dos candidatos. Com o início do processo eleitoral, os concorrentes são obrigados a informar à Justiça Eleitoral os bens que possuem, permitindo que o eleitor compare a evolução patrimonial entre diferentes pleitos. A medida, contudo, também expõe variações significativas que podem alimentar discussões sobre as razões econômicas que levam determinadas pessoas a ingressar ou permanecer na vida pública.

O crescimento do patrimônio, por si só, não representa irregularidade. Bens podem ser incorporados por meio de atividades profissionais, investimentos, negócios particulares, heranças ou doações legalmente realizadas. Da mesma forma, uma eventual redução ou estabilidade patrimonial não constitui, isoladamente, prova de ausência de ganhos. A análise responsável exige a consideração de documentos, fontes de renda, movimentações financeiras e demais elementos capazes de explicar as alterações registradas oficialmente.

Segundo dados divulgados pelo DivulgaCand, da Justiça Eleitoral, 22 dos 24 deputados estaduais de Mato Grosso declararam aumento patrimonial em relação à eleição de 2022. O maior crescimento percentual entre os parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) foi registrado por Lúdio Cabral (PT), cujo patrimônio declarado passou de R$ 244,7 mil para aproximadamente R$ 1,6 milhão. A variação representa crescimento de cerca de 560% no período, segundo os valores informados à Justiça Eleitoral.

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A declaração de Lúdio Cabral inclui apartamento, depósitos bancários, aplicações financeiras e investimentos. Em valores absolutos, a diferença entre as duas declarações representa uma ampliação superior a R$ 1,3 milhão. O dado coloca o deputado na liderança do ranking de crescimento percentual entre os parlamentares estaduais, mas não significa que ele seja o detentor do maior patrimônio da Assembleia Legislativa Mato-grossense.

A evolução patrimonial, nesse caso, precisa ser analisada separadamente do volume total de bens acumulados.

Na sequência dos maiores aumentos percentuais aparecem Paulo Araújo (Republicanos), que declarou patrimônio de aproximadamente R$ 4 milhões, representando crescimento de 279% desde 2022, e Diego Guimarães (Republicanos), com acréscimo de 206%. Entre os bens declarados estão terrenos e outros ativos. As informações apresentadas pelos candidatos permitem ao eleitor identificar as variações registradas oficialmente, mas não determinam, por si mesmas, a existência de qualquer irregularidade.

Na direção oposta, Ondanir Bortoline, o Nininho (Republicanos) e Wilson Santos (PSD) foram os únicos deputados estaduais mencionados nos dados com redução patrimonial em relação à declaração anterior. Wilson Santos apresentou queda de aproximadamente 42%, passando de R$ 450,6 mil em 2022 para R$ 262,1 mil. Nininho, apesar de permanecer entre os parlamentares milionários, registrou redução de cerca de 13%, equivalente a quase R$ 1 milhão em relação ao patrimônio anteriormente declarado.

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A liderança em patrimônio total, entretanto, pertence a Carlos Avallone (PSDB), que declarou aproximadamente R$ 33 milhões em bens. O conjunto informado inclui imóveis, terras, embarcação, animais e aplicações financeiras. Na sequência aparecem Júlio Campos (UB), com cerca de R$ 31,5 milhões, e Dilmar Dal Bosco (UB), com aproximadamente R$ 26 milhões.

Os números demonstram que crescimento percentual e riqueza acumulada são indicadores distintos e não devem ser confundidos na avaliação das declarações.

Na bancada federal de Mato Grosso, também foram registradas oscilações relevantes. Coronel Fernanda (PL), que havia declarado aproximadamente R$ 1,7 milhão em 2022, informou agora patrimônio de cerca de R$ 384 mil, redução de 78%. Nelson Barbudo (PL) apresentou queda de 55%, enquanto Juarez Costa (Republicanos) e Emanuelzinho Pinheiro (PSD) também registraram diminuição. José Medeiros (PL), que disputa uma vaga ao Senado e não concorre à reeleição para a Câmara Federal, apresentou crescimento patrimonial de 40%, alcançando aproximadamente R$ 356 mil.

Entre os deputados federais, Fábio Garcia (UB) aparece como o mais rico, com patrimônio declarado de aproximadamente R$ 4,1 milhões, mantendo nível semelhante ao registrado anteriormente. Rodrigo da Zaeli (PL) e Juarez Costa (Republicanos) também figuram entre os parlamentares milionários, com cerca de R$ 1,7 milhão e R$ 1,9 milhão, respectivamente.

As declarações patrimoniais, portanto, oferecem ao eleitor uma fotografia financeira dos candidatos, mas a interpretação dos dados exige cautela: aumentos ou reduções de bens não comprovam, isoladamente, irregularidades e devem ser confrontados com as respectivas fontes de renda e documentos disponíveis.

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