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Política

Moretto apresenta mais de 150 proposições nos primeiro semestre como deputado

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Saúde, Educação, Segurança e Infraestrutura reforçam discurso de campanha e fazem de Moretto um dos parlamentares mais atuantes da Casa de Leis

Nos primeiro semestre de seu primeiro mandato como deputado estadual, Valmir Luiz Moretto (PRB) se destaca pela atenção prestada aos 22 municípios da Região Oeste de Mato Grosso. Com ações voltadas principalmente para a as área da Saúde, Segurança, Educação e Infraestrutura, o parlamentar se dividiu entre cinco comissões e apresentações de projetos durante as quatro sessões da semana na Casa de Leis.

As atuações de Moretto acontecem desde antes de tomar posse, em de fevereiro deste ano. O parlamentar conseguiu viabilizar junto ao Governo do Estado o ajuste dos pagamentos do Hospital Vale do Guaporé, em Pontes e Lacerda e da Apae do município. Por conta dos atrasos, as instituições corriam o risco de fechar as portas e dificultar o atendimento da população.

Além disso, o parlamentar também conseguiu na Secretaria de Infraestrutura (Sinfra) o andamento de alguns projetos que estavam parados e que melhora a viabilidade dos moradores de Lacerda e região. Uma delas é a Rodovia MT-352, que liga o município a Vale do São Domingos. Serão mais de 40km de asfalto, passando pela área rural e que estava travado por falta de projeto.

Outro trabalho que merece destaque durante os primeiros meses de mandatos é a a Lei 10.861/2019, chamada de PPP Social, que prevê o fortalecimento das Parcerias Público Privadas (PPP) na área de Infraestrutura, celebradas entre o Estado e as Associações sem fins lucrativos, consórcios intermunicipais e prefeitura. O projeto não é de Moretto, porém estava parado na Casa de Leis e com a chegada no parlamento, o deputado “colocou a pauta em baixo dos braços” e fez andar, até ser sancionada pelo governador Mauro Mendes (DEM).

O deputado estadual Valmir Moretto (PRB) define as parcerias como uma “saída viável” para resolver os problemas que se arrastam há anos em todo estado.

É o grande desentrave. É a grande saída viável de Mato Grosso. Essa parceria vai dar aos produtores a oportunidade que eles nunca tiveram. Antigamente, os produtores só eram chamados para pagar a conta. Agora, além de pagar, eles poderão gastar o dinheiro, fazer a gestão financeira e executiva dessas obras. Já pelo lado do governo, a parceria é barata. Pois os produtores vão trabalhar sem fins lucrativos, sem cobrar do governo e fiscalizando pelo governo“, disse o parlamentar.

Saúde

Na área da Saúde, Moretto também batalha para manter em dias os repasses do Governo do Estado ao Hospital Regional que atende a Região Oeste e a Santa Casa de Pontes e Lacerda. Como já foi dito, a unidade iria fechar as portas por estar com 7 meses de repasses atrasados e atualmente está com pagamentos em dias.

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Além disso, Moretto fez a indicação na Casa para a criação de uma clínica para tratamento de hemodiálise na cidade de Pontes e Lacerda. Atualmente, pacientes da região do Vale do Guaporé que necessitam desse tipo de tratamento precisam ir até Cáceres, três vezes por semana.

Além disso, também foi apresentada diversas indicações para o secretário de Saúde. Entre os pedidos, se destaca a aquisição de ambulância para o município de Comodoro, aparelhagem para detecção de doenças oncológicas ao Hospital de Vila Bela. Aquisição de 38 colchões hospitalares, lençóis, fronhas e equipamentos para atendimento da Saúde funcional.

Segurança

No quesito Segurança Pública, Moretto como morador e representante da Região Oeste, que faz divisa com a Bolívia, se mostrou muito empenhado em realizar projetos e Programas de Políticas Públicas que contribuam para a diminuição de roubos e tráfico na faixa de divisa com o país vizinho.

Para o deputado, além de audiências públicas e muitos embates na Secretaria de Segurança, é necessário que o Governo Federal invista no Gefron e em equipamentos para o monitoramento da divisa, na fronteira seca e molhada com a Bolívia.

Moretto, pensando em diminuir a criminalidade das cidades da Região Oeste, abraçou o projeto das Câmeras OCRs, que fazem a leitura de caracteres, o que facilita a identificação de pessoas e veículos.

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A ideia principal, para os primeiros 11 municípios da região, seriam instaladas 42 pontos de monitoramento, sendo que cada câmera custaria R$ 50 mil e que cobriria a instalação e dois anos de manutenção de cada equipamento. Passado esse período, cada município ficaria responsável pelos cuidados das câmeras.

Durante o período inicial de mandato, Moretto ainda fez a requisição de equipamentos e policiamento nas cidades do Vale do Jauru e Vale do Guaporé e defendeu o não fechamento de delegacias nos municípios próximo da fronteira.

Educação

Quanto a Educação de Mato Grosso, o deputado fez mais de 50 indicações para que escolas tivessem suas reformas concluídas e que esse setor não sofresse prejuízo. Moretto ainda colocou a equipe de assessoria para ir a campo e identificar problemas mais constantes nos colégios estaduais das 22 cidades da Região Oeste. Inclusive, pagamentos pendentes para obras foram colocados em dias devido o trabalho do parlamentar.

Ônibus escolares, construção de quadras, construção de telhado, reforma de banheiros, instalação de bebedouros e cobertura de escolas nas zonas rurais foram os principais pedidos do deputado à Secretaria de Educação.

Trabalho Legislativo

No primeiro Semestre, Valmir Luiz Moretto apresentou 119 indicações, 17 requerimentos, quatro Projetos de Lei, seis moções de pesar, quatro Moções de Aplausos, um Projeto de Resolução e duas Moções de Congratulações, que totalizam 153 proposição em tramitação. Além de tudo isso, o deputado ainda participa de cinco comissões, sendo que a de Infraestrutura e Transporte, ele atua como presidente.

Foi um primeiro semestre de muito trabalho e mais aprendizado. Fizemos muito e vamos fazer mais pela nossa região. Trabalho não vai faltar e empenho também não. Mato Grosso e a região Oeste pode contar comigo. Nosso estado precisa se desenvolver todos os dias e de mãos dadas vamos atuar com mais força sempre“, comentou o deputado.

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Política

Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso

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Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.

Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.

As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.

O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

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A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.

A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.

A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.

As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.

O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

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Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.

As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.

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