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“Política de Convergência”; Niuan quer buscar soluções práticas e viáveis para Cuiabá

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Discutir Cuiabá, a fim de buscar soluções práticas e viáveis para os seus problemas de infraestrutura, é o argumento principal do vice-prefeito Niuan Ribeiro para concretizar um novo tempo para o município.

Durante uma entrevista ao programa do Antero Paes de Barros, na Rádio Capital, o gestor pontuou que essa premissa deve ser construída de maneira conjunta, por meio de uma política de convergência. Dessa forma, agentes públicos e figuras técnicas poderão realizar um debate maduro e concreto sobre quais posturas, iniciativas e medidas precisam ser implantadas para garantir uma mobilidade urbana de melhor qualidade e eficiência, bem como uma gestão pobre e enxuta, que se desvia dos abusos de cargos públicos e gerencia os recursos com responsabilidade fiscal a fim de assegurar que todos os setores sejam devidamente supridos em suas necessidades.

Minha vontade é discutir Cuiabá, arquitetando soluções novas e disruptivas. A própria política tem enfrentado esse momento de disrupção e de mudança, em virtude de tudo o que tem acontecido, e eu quero participar desse processo, estando em um grupo que aborde essas temáticas em um alto nível. Neste contexto, precisamos pensar em medidas que fortaleçam a população. Diariamente pessoas me procuram a respeito da falta de empregos e estamos diante de um tempo criativo com startups e eu quero trabalhar com isso. Tenho um projeto que em breve será apresentado ao prefeito Emanuel Pinheiro, intitulado Cuiabá Lab 300, que visa desenvolver um ambiente propício para que jovens programadores possam pensar em ideias e iniciativas que resolvam os problemas de Cuiabá, por meio da tecnologia e outras ferramentas digitais. Essa proposta já existe em Recife e tem funcionado muito bem e vemos plataformas globais que também surgiram dessa mudança de mentalidade, como é o caso dos aplicativos de corridas particulares. E o jovem tem essa percepção de querer fazer a diferença e podemos usufruir dessa criatividade e habilidade para trazer respostas à problemas antigos que nossa cidade sofre, afirmou Niuan Ribeiro, vice-prefeito de Cuiabá.

E como parte do objetivo de buscar soluções que impactam a sociedade, o gestor refletiu sobre a atual situação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que vive um imbróglio em virtude de uma série de desvios de verba, assim como de má gestão dos recursos destinados para o modal.

Mais de R$ 1 bilhão de reais já foram gastos com o VLT, em infraestrutura para implementação dos trilhos e outros equipamentos que foram comprados para os 40 trens com 240 vagões que foi adquirido pelo Governo do Estado.

Os cuiabanos e várzea-grandenses, desde 2012 vinham participam do debate envolvendo a construção do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) para interligar as cidades vizinhas de Várzea Grande a Cuiabá, assim, desafogar o trânsito. Mas, o projeto ficou apenas no papel.

Ponderando sua posição em relação à finalização das obras deste transporte público, Niuan foi categórico em afirmar a inviabilidade do projeto, considerando os dados mais recentes obtidos junto à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT).

Como um agente político que se posiciona contra à modalidade de mobilidade urbana, ele ainda salientou os altos custos de manutenção da estrutura, bem como a ausência de investimentos em outras áreas que possuem maior urgência.

É fundamental discutirmos a mobilidade urbana da cidade, abordando tanto o VLT, bem como a construção de novas vias em áreas onde temos um grande gargalo, como atualmente é o caso da Avenida do CPA. Esse debate precisa contar com pessoas técnicas que dominam o assunto, para que todos possamos compreender melhor o contexto em que estamos e para que a temática seja avaliada de maneira profunda e correta. Hoje a discussão gira em torno da finalização do novo modal, mas me pergunto: a que custo o VLT será finalizado? Esse modelo geraria um prejuízo final de mais de R$ 37 milhões por ano. Essa decisão precisa ser tomada a partir de um cunho técnico, sabendo que administrar é elencar prioridades. Os posicionamentos apresentados têm se sustentado em fins políticos, quando de fato o veículo é inviável economicamente. Para que esse tipo de transporte seja factível, é necessário que haja um fluxo de 15 mil passageiros por hora em Cuiabá. No entanto, nossa cidade conta com pouco mais de sete mil, segundo um levantamento feito pela consultoria contratada para executar o estudo de viabilidade da obra. Esse cenário deve ser ainda pior, considerando que na época ainda não existiam os aplicativos de corridas particulares. Na nossa realidade, o BRT (Bus Rapid Transit) é o mais aconselhável, além de ter um custo de implantação menor, de cerca de R$ 400 milhões“, revelou.

E em se tratando dos altos investimentos que o VLT já tem gerado para Cuiabá e Várzea Grande, Niuan ainda ponderou sobre a essencialidade de aplicar os recursos em áreas onde ambos os municípios têm sofrido com escassez. Salientando que necessidades básicas ainda não foram supridas, o gestor comentou sobre os custos que a obra já tem gerado para toda a população.

Aqui existe um vício de origem, um erro cometido no passado e que corre o risco de ser perpetuado, caso as obras do modal sigam adiante. Muito mais que ser insustentável financeiramente, essa opção de transporte público é uma alternativa que não resolve os maiores entraves na nossa cidade. Com o valor desse déficit anual que o veículo trará, é possível investir consideravelmente mais na saúde, em unidades de atendimento, em abastecimento desses espaços, na construção de novos viadutos, bem como na otimização de outros serviços existentes. Estamos diante de um quadro caótico, onde o povo perece com falta de estrutura, muita corrupção e péssima qualidade de vida. Isso precisa ser a prioridade de qualquer gestor. Insistir no erro custará muito mais do que já pagamos por essa obra“, concluiu.

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Lúdio faz representação ao MPF para garantir vacinação contra Covid-19 de indígenas

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O deputado estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Lúdio Frank Mendes Cabral fez, uma representação ao procurador da República Gustavo Nogami para que o Ministério Público Federal (MPF) tome medidas administrativas e judiciais para garantir a vacinação contra Covid-19 dos 28.758 indígenas que vivem em territórios indígenas em Mato Grosso.

Apesar desse grupo fazer parte da fase 1 de vacinação e todas as doses terem sido enviadas ao estado na primeira remessa, apenas 59,5% dos indígenas receberam a 1ª dose (17.116 pessoas) e 39,3% receberam a 2ª dose (11.291 pessoas).

O levantamento foi feito por Lúdio Cabral, que é médico sanitarista, com base nas resoluções da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), comparadas com o painel de vacinação do Ministério da Saúde. Ele destacou ainda que a imunidade contra a Covid-19 só é completa 14 dias após a aplicação da dose de vacina, de modo que o baixo índice de vacinação coloca essas populações em risco.

Isso é inadmissível, considerando que os indígenas fazem parte do grupo prioritário de vacinação, e a entrega das doses destinadas a esse público ocorreu há três meses, em 19 de janeiro. Os indígenas têm prioridade na vacinação por terem imunidade mais baixa a infecções e epidemias que outras populações. Por isso, é tão preocupante a vacinação não ter sido concluída, o que deixa esses povos expostos à Covid-19“, afirmou Lúdio, que já atuou como médico em aldeias em Mato Grosso.

Na representação, o parlamentar do Partido dos Trabalhadores (PT), Lúdio Cabral, solicitou que o MPF investigue as razões pelas quais a cobertura vacinal alcançada é de apenas 59,5% na 1ª dose e de 39,3% na 2ª dose, já que 100% das doses necessárias para vacinar os indígenas que residem em terras indígenas de Mato Grosso foram recebidas pelo estado em janeiro de 2021, bem como identificar o que houve com as doses que ainda não foram aplicadas. Lúdio recomenda que o Estado de Mato Grosso demonstre com documentos como essas vacinas foram distribuídas aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

Lúdio requereu também que o MPF acione a União, por intermédio do DSEI, vinculado à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), órgão do Ministério da Saúde, para que providencie a regular, imediata e integral vacinação dos indígenas de Mato Grosso.

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