Política
“Misael Gavião” ataca novamente: o povo cuiabano terá que pagar mais R$ 7 mil para chefes de gabinetes
Já não bastava a luta incessante pelos R$ 25 mil de Verba Indenizatória (VI) para os vereadores, agora, o vereador e presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Misael Oliveira Galvão (PSB), popularmente conhecido como “Misael Gavião” publicou no Diário de Contas, na última segunda-feira, dia 07, a Lei que estabelece uma verba indenizatória de R$ 7 mil, aos Chefes de Gabinetes da Câmara.
Mostrando o que é verdadeiramente uma gestão eficiente, “Misael Gavião” consegue driblar a crise apresentada no cenário estadual e federal e conceder o máximo de privilégios possíveis para os seus colegas de trabalho.
Ao todo, são 25 chefes de gabinetes, o que vai custar aos cofres do município, mais R$ 175 mil ao mês, chegando ao montante de R$ 2.100 milhões por ano.
Segundo “Misael Gavião” a medida atende um pedido do TCE
O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá já mostrou que tem habilidade em lidar com recursos públicos, mesmo antes de exercer a função pública, prova disso, foi quando conseguiu negociar a nova estrutura do Shopping Popular de Cuiabá, com o então prefeito Mauro Mendes.
Gestão “Misael Gavião”: o símbolo da farra com dinheiro público e deboche na cara do povo cuiabano
Vários escândalos estão marcando a gestão de “Misael Gavião”, tudo começou com a suposta demissão de centenas de funcionários da Câmara, com a intenção de enxugar a máquina pública, mas que hoje, pelo que tudo indica, os números de contratados não são muito diferentes, em comparação com a gestão passada.
Houve também a contratação do requintado banquete para servir aos colegas parlamentares, que segundo informações de bastidores, são com especiarias e iguarias que ultrapassam até em sonho o paladar da maioria dos cuiabanos.
Existe também a tomada de preço para a locação de 32 veículos, para atender os colegas de trabalho, sendo que todos os vereadores possuem veículo próprio, pelo contrário, tem vereadores que se locomovem em carro importados de luxo, aí fica o questionamento, será mesmo necessários o povo custear mais esta regalia para os nobres vereadores, será que o povo foi questionado para saber se pode conceder tantos benefícios assim ao parlamentares, deve ser porque as atividades desenvolvidas por esses funcionários do povo é de excelente qualidade.
Na última semana, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) cobrou explicações do presidente da Câmara “Misael Gavião” devido a constatação de supostas irregularidades em licitação para aquisição de material de informática.
De acordo com informações de bastidores, problemas em licitação da Câmara Municipal que agora passou de boato para fato constatado pelo TCE é apenas um fio da meada dos problemas que desvendados nos próximos dias.
Resta saber até quando “Misael Gavião” vai continuar dando seus rasantes e fazendo suas vítimas. – (Lauro Nazario)
Política
Clima tenso e ainda de forte disputa interna pelo Palácio Paiaguás
O presidente do Diretório Estadual do União Brasil em Mato Grosso, o governador Mauro Mendes, oficializou a convocação da Convenção Estadual da agremiação para o dia 4 de agosto de 2026. A escolha da data, que ocorre estrategicamente na véspera do prazo limite estabelecido pela Justiça Eleitoral para a realização dos eventos partidários, reflete o cálculo político da cúpula da legenda diante do cenário de extrema polarização interna e da necessidade de costuras de última hora na região.
A definição do calendário eleitoral pelo comando do partido ocorreu na capital do Estado de Mato Grosso, por meio de publicação oficial editada no Diário Eleitoral. O anúncio formal da data consolidou a realização do encontro decisivo na sede da própria agremiação política, estabelecendo o epicentro das deliberações em um espaço controlado pela direção, o que intensificou as articulações nos bastidores entre as principais lideranças locais.
A deliberação tardia atende à imperiosa necessidade de gerenciar uma intensa crise que cinde a legenda entre o apoio a um projeto governamental continuísta ou a consolidação de uma candidatura própria ao Poder Executivo Estadual. O arranjo cronológico imposto pela presidência adia o desfecho da disputa, evitando um racha prematuro e forçando o amadurecimento das negociações antes que os prazos legais de registro inviabilizem as composições majoritárias.
O evento partidário em Mato Grosso destina-se formalmente a homologar as candidaturas majoritárias de: governador, vice-governador e senador, além de definir a composição das chapas proporcionais para deputados federais e estaduais e o sorteio dos números eleitorais.

Contudo, o objetivo político subjacente e primordial da reunião é pacificar a séria dissidência ideológica e estratégica que ameaça a unidade do partido no principal colégio eleitoral do Centro-Oeste.
A convocação oficial foi formalizada por meio de um edital de convocação rigorosamente publicado na imprensa oficial do estado e nos canais de comunicação partidária, conferindo plena segurança jurídica ao ato. A publicidade institucional cumpre as exigências estatutárias e os ritos estipulados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), blindando as futuras decisões de eventuais questionamentos judiciais que poderiam ser propostos por alas descontentes.
O cronograma estabelecido pela Executiva prevê que os trabalhos deliberativos terão início pontualmente às 17h, estendendo-se por apenas uma hora, com encerramento programado para as 18h do mesmo dia. Essa curta janela de tempo demonstra que o grupo político governante pretende submeter à plenária uma proposta pré-formatada e amplamente negociada, minimizando o espaço para debates improvisados ou tumultos durante a votação.
O acirramento dos ânimos decorre da insistência do senador Jayme Campos em pleitear sua indicação ao Palácio Paiaguás, enquanto a ala liderada pelo cacique numero 1 do União Brasil (UB), Mauro Mendes, preconiza o alinhamento e o apoio irrestrito à reeleição do atual governador, Otaviano Pivetta, do Republicanos.
Essa divergência programática expõe visões distintas sobre a hegemonia política no estado, contrapondo o desejo de protagonismo partidário tradicional à manutenção de uma aliança técnica e pragmática de poder.
O Senador Jayme Campos fundamenta sua contestação na premissa de que as bases partidárias e a militância histórica devem ser consultadas, argumentando enfaticamente que a legenda não possui proprietários e deve respeitar quem a construiu. O parlamentar atua de maneira incisiva nos bastidores, valendo-se de declarações públicas contundentes para constranger a Executiva a adotar mecanismos mais democráticos e transparentes na escolha dos nomes que disputarão o pleito.
As tratativas ganharam contornos de drama político devido à pressão exercida pelos Progressistas (PP), partido que integra a federação partidária e que já declarou apoio formal e público à postulação de reeleição de Otaviano Pivetta. A movimentação do aliado estreitou a margem de manobra do União Brasil, uma vez que a dissidência de Jayme Campos ameaça desestabilizar o bloco governista e fragmentar as forças de centro-direita no estado.
A pacificação definitiva ou a consumação da ruptura partidária ocorrerão somente no fechamento das urnas internas da Convenção Estadual, cujo resultado ditará os rumos das coligações majoritárias em Mato Grosso.
Até que o último voto seja contabilizado no início da noite de 4 de agosto, o cenário político mato-grossense permanecerá em compasso de espera, sob a sombra de um embate que medirá as forças reais das maiores lideranças do estado.
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