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NÃO ESTARÁ NO PALANQUE DO PT

“Hoje minha análise pessoal é que o MDB tem o pré-candidato mais capacitado”

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Assim como as nuvens no céu muda o desenho, assim também, as pessoas, os políticos mudam de opinião. Na Capital de todos os mato-grossenses isso esta sendo comum, onde uns defende uma candidatura de um “AMIGO”, de uma partido, à noite já invertem.

E o pior, alguns tomam café com o prefeito, com o vice-prefeito, o lanche das noves horas com um secretário municipal, o almoço com um vereador, o jantar com o deputado estadual ou federal, e ainda arriscam comer alguns petiscos com um senador. E ai, a vida vai seguindo.

Quando o barco está afundando, os ratos são os primeiros a deixar o navio. Essa é uma frase antiga que deve ser levada em consideração em nosso cotidiano. Haja visto que o ser humano já errou tanto, que aprendeu com seus erros.

Aquele capitão se desviou a rota original. E quando o navio começou a afundar, ele correu como um rato. Isto faz lembrar os político nos “últimos dias de mandato”. Com a possibilidade de não serem reeleitos, os vereadores e os partidos, hora apoiadores do governo, estão mudando seus discursos, ou seja, vão abandonando o barco, nesse ano eleitoral que é crucial para a “sobrevivência” de sua base política.

Os vereadores estão em polvorosa, e temem perder os cargos que lhes custou tempo e dinheiro. Alguns desses vereadores, segundo informações, já estariam conversando com outros pré-candidatos, e buscando a melhor forma de se “manterem vivos politicamente” e com reeleições garantidas em 2024.

Apoio ao MDB

A esposa do Prefeito de Cuiabá, Marcia Pinheiro (PV), anunciou seu posicionamento quanto as eleições municipais de 6 de outubro. A primeira dama disse que não subirá no palanque do grupo Federação Brasil da Esperança que é o grupo do pré-candidato à Prefeitura da Capital, Lúdio Cabral (PT), mas sim do emedebista o empresário Domingos Kennedy.

Márcia Pinheiro foi uma das ferrenhas oposicionista de Mauro Mendes (UB) nas eleições de 2022 para o Governo do Estado ficando em segundo lugar com 267.172 votos, 16,41% do eleitorado mato-grossense, contra 1,1 milhão de votos, 68,45%, para o governador eleito Mauro Mendes.

Domingos Kennedy é empresário e atua na indústria plástica e na área de armazenamento e logística, foi oficializado pelo MDB como pré-candidato à Prefeitura de Cuiabá.

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Segundo os emedebistas, a chegada do Domingos Kenedy, mudou totalmente o tabuleiro político deste ano no processo político em Cuiabá. E que a sua chegada fortalece a política, fortalece o debate. Esta é uma eleição que não tem nada definido ainda, e nem favorito.

Os emedebistas dizem que a sigla vem de um protagonismo nos últimos anos. Em 2016, elegeu Emanuel Pinheiro como Prefeito de Cuiabá. Naquele ano, em um momento como esse, a poucos dias pra convenção e sem uma definição, e em terceiro lugar nas pesquisas, Emanuel Pinheiro decidiu ser candidato do partido, ganhando assim as eleições daquele ano.

Em 2020, uma reeleição difícil, Emanuel Pinheiro conseguiu novamente a cadeira numero 1 da Prefeitura de Cuiabá.

Há quase 16 anos, o MDB não elegia vereador na capital. Hoje, com quatro vereadores na Câmara Municipal de Cuiabá, o MDB vem para mais uma batalha política, com uma das maiores bancadas para eleger Domingos Kennedy.

Emanuel Pinheiro que foi o coordenador de campanha da esposa Marcia Pinheiro, explicou que o candidato do MDB tem todo os predicados necessários para ser o próximo gestor da Capital, e quer entre todos, ele hoje seria o melhor nome para Cuiabá.

Stopa já foi comunicado pela Marcia, ele acatou, e nós seguiremos fortes na pré-campanha do Kennedy. Para nós, ele certamente é o melhor candidato que se apresentou até o momento”.

Marcia Pinheiro segue com MDB

Assim como Emanuel Pinheiro, Marcia Pinheiro acredita que o emedebista é hoje o melhor nome, e explicou que a decisão levou em conta a capacidade técnica e o que é melhor para Cuiabá.

O apoio vem num momento importante, pois creio que o Domingos seja o gestor mais adequado para Cuiabá. Eu fui líder da oposição e sei como vai ser essa eleição. Hoje minha análise pessoal é que o MDB tem o pré-candidato mais capacitado”.

Marcia Pinheiro também explicou que José Roberto Stopa (PV), o dirigente da sigla e vice-prefeito de Cuiabá, já liberou ela para apoiar Domingos Kennedy, e por isso não terá nenhum problema quanto a infidelidade partidária.

Não serei punida pois assim como em outras ocasiões, o representante do partido deu liberdade na escolha”.

Lúdio Cabral chegou de comentar à época das eleições de 2022 que a escolha da Federação “não havia sido uma das melhores, ao tratar das inconsistências do grupo, ao qual o vice-prefeito faz parte. E criticou Márcia Pinheiro como líder da oposição e “previu” o impasse da Federação nas eleições deste ano.

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O Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, chegou a anunciar que não participaria ativamente das eleições em 2024. Contudo, no início de julho, reviu seu posicionamento e resolveu embarcar na pré-candidatura do empresário emedebista.

Lúdio minimizou os impactos que a primeira-dama poderia causar em sua campanha

Lúdio Cabral (PT), pré-candidato à Prefeitura de Cuiabá, tachou a decisão de Márcia Pinheiro (PV), ao declarar apoio ao adversário na disputa Domingos Kennedy (MDB) de coerente, e explicou que foi pego de surpresa com a “novidade”, mas minimizou os impactos que a primeira-dama poderia causar em sua campanha.

O petista avaliou que o posicionamento não atrapalha e nem é prejudicial à pré-campanha da Federação Brasil da Esperança, formados pelos partidos do PV, PT, PCdoB.

A Márcia não é pré-candidata, ela não foi infiel. Eu avalio que a decisão dela é muito coerente, uma vez que o marido e prefeito Emanuel Pinheiro já declarou apoio ao Kennedy. Então é uma decisão pessoal, só competia a ela. Seria muito estranho ela seguir conosco nessas circunstâncias”.

O petista Lúdio Cabral rechaçou a informação ao ser questionado se isso não seria uma debandada do Partido Verde (PV).

De forma alguma. O José Stopa, presidente regional do PV e que caminhou comigo até aqui, continua conosco. Ele compôs e dialogou com todos os demais membros da nossa aliança e está firme na nossa chapa”.

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Política

Clima tenso e ainda de forte disputa interna pelo Palácio Paiaguás

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O presidente do Diretório Estadual do União Brasil em Mato Grosso, o governador Mauro Mendes, oficializou a convocação da Convenção Estadual da agremiação para o dia 4 de agosto de 2026. A escolha da data, que ocorre estrategicamente na véspera do prazo limite estabelecido pela Justiça Eleitoral para a realização dos eventos partidários, reflete o cálculo político da cúpula da legenda diante do cenário de extrema polarização interna e da necessidade de costuras de última hora na região.

A definição do calendário eleitoral pelo comando do partido ocorreu na capital do Estado de Mato Grosso, por meio de publicação oficial editada no Diário Eleitoral. O anúncio formal da data consolidou a realização do encontro decisivo na sede da própria agremiação política, estabelecendo o epicentro das deliberações em um espaço controlado pela direção, o que intensificou as articulações nos bastidores entre as principais lideranças locais.

A deliberação tardia atende à imperiosa necessidade de gerenciar uma intensa crise que cinde a legenda entre o apoio a um projeto governamental continuísta ou a consolidação de uma candidatura própria ao Poder Executivo Estadual. O arranjo cronológico imposto pela presidência adia o desfecho da disputa, evitando um racha prematuro e forçando o amadurecimento das negociações antes que os prazos legais de registro inviabilizem as composições majoritárias.

O evento partidário em Mato Grosso destina-se formalmente a homologar as candidaturas majoritárias de: governador, vice-governador e senador, além de definir a composição das chapas proporcionais para deputados federais e estaduais e o sorteio dos números eleitorais.

Contudo, o objetivo político subjacente e primordial da reunião é pacificar a séria dissidência ideológica e estratégica que ameaça a unidade do partido no principal colégio eleitoral do Centro-Oeste.

A convocação oficial foi formalizada por meio de um edital de convocação rigorosamente publicado na imprensa oficial do estado e nos canais de comunicação partidária, conferindo plena segurança jurídica ao ato. A publicidade institucional cumpre as exigências estatutárias e os ritos estipulados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), blindando as futuras decisões de eventuais questionamentos judiciais que poderiam ser propostos por alas descontentes.

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O cronograma estabelecido pela Executiva prevê que os trabalhos deliberativos terão início pontualmente às 17h, estendendo-se por apenas uma hora, com encerramento programado para as 18h do mesmo dia. Essa curta janela de tempo demonstra que o grupo político governante pretende submeter à plenária uma proposta pré-formatada e amplamente negociada, minimizando o espaço para debates improvisados ou tumultos durante a votação.

O acirramento dos ânimos decorre da insistência do senador Jayme Campos em pleitear sua indicação ao Palácio Paiaguás, enquanto a ala liderada pelo cacique numero 1 do União Brasil (UB), Mauro Mendes, preconiza o alinhamento e o apoio irrestrito à reeleição do atual governador, Otaviano Pivetta, do Republicanos.

Essa divergência programática expõe visões distintas sobre a hegemonia política no estado, contrapondo o desejo de protagonismo partidário tradicional à manutenção de uma aliança técnica e pragmática de poder.

O Senador Jayme Campos fundamenta sua contestação na premissa de que as bases partidárias e a militância histórica devem ser consultadas, argumentando enfaticamente que a legenda não possui proprietários e deve respeitar quem a construiu. O parlamentar atua de maneira incisiva nos bastidores, valendo-se de declarações públicas contundentes para constranger a Executiva a adotar mecanismos mais democráticos e transparentes na escolha dos nomes que disputarão o pleito.

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As tratativas ganharam contornos de drama político devido à pressão exercida pelos Progressistas (PP), partido que integra a federação partidária e que já declarou apoio formal e público à postulação de reeleição de Otaviano Pivetta. A movimentação do aliado estreitou a margem de manobra do União Brasil, uma vez que a dissidência de Jayme Campos ameaça desestabilizar o bloco governista e fragmentar as forças de centro-direita no estado.

A pacificação definitiva ou a consumação da ruptura partidária ocorrerão somente no fechamento das urnas internas da Convenção Estadual, cujo resultado ditará os rumos das coligações majoritárias em Mato Grosso.

Até que o último voto seja contabilizado no início da noite de 4 de agosto, o cenário político mato-grossense permanecerá em compasso de espera, sob a sombra de um embate que medirá as forças reais das maiores lideranças do estado.

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