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Política

Mendes anuncia parceria com PSB nas eleições 2020

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12 de abril, este é o prazo para que os partidos políticos enviem, pela internet, as relações atualizadas de seus filiados à Justiça Eleitoral.

As listas devem conter a data de filiação e os números dos títulos e das seções eleitorais em que os filiados às legendas estiverem inscritos.

Falta exatamente um ano para que os mais de 146 milhões de eleitores brasileiros se dirijam às milhares de seções eleitorais instaladas em 5.570 municípios do país para escolher os prefeitos e os vice-prefeitos de suas cidades, bem como os vereadores que atuarão nas casas legislativas municipais.

As Eleições Municipais de 2020 serão realizadas no dia 4 de outubro, em primeiro turno, e no dia 25 do mesmo mês, em segundo turno.

E neste último final de semana, o governador Mauro Mendes Ferreira (DEM) participou do ato de filiações do Partido Socialista Brasileiro (PSB), quando afirmou que o Democrata (DEM) será parceiro nas próximas eleições municipais.

No evento de filiação que contou com mais de 800 pessoas, a presença do governador, juntamente com outras lideranças política do estado, mostrou a importância do PSB para o cenário político do Mato Grosso.

De acordo com Mauro Mendes, é hora de fazer política pautada na verdade e honestidade, com competência e coragem para atender a população.

“A boa política não admite mais mentiras e aquele tipo de política de falas fáceis, e depois não entrega resultados, que promete tudo, mas depois não faz o que verdadeiramente o cidadão precisa”.

Para o presidente do PSB em Mato Grosso, deputado estadual Max Joel Russi, o apoio dos Democratas (DEM), juntamente com o governador Mauro Mendes é de extrema importância para sigla, que tem o projeto de concorrer nas próximas eleições em 100 municípios, com representações nas disputas para prefeito, vice-prefeito e vereadores.

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Segundo informações de bastidores, o PSB pode ser uma das surpresas na eleição de Cuiabá, já que até o momento, o DEM ainda não conseguiu apresentar um nome, que venha satisfazer o povo cuiabano.

“Dos vários nomes cogitados pelo DEM, até agora nenhum decolou, se despontou ou foi aprovado pelo povo cuiabano, desta forma, pelo que tudo indica, o melhor caminho é formar parceria com outra sigla, para disputar as próximas eleições”.

Dentro do cenário político, era esperado o apoio integral do DEM ao MDB na possível candidatura de reeleição do prefeito Emanuel Pinheiro, já que o MDB fez parte do bloco de aliança que colaborou na eleição do governador Mauro Mendes em 2018.

Nos últimos meses, as “trocas de farpas”, de diretas e indiretas, e de “presentes de gregos”, comprovaram que o apoio do DEM integralmente, em uma possível disputa de Emanuel Pinheiro a reeleição não será possível.

Tem que combinar antes com o povo:

“Fatores como o episódio do “Paletó”, e a busca pela manutenção do poder do MDB no Palácio Alencastro, já estaria cogitando o afastamento da candidatura de reeleição de Emanuel, e surgindo a pré-candidatura da deputada Janaína Riva, que de resolveria a questão do apoio integral do DEM, como a permanência do MDB no comando da Capital”.

Assim, com a participação do governador Mauro Mendes no evento do PSB, juntamente com o anúncio de apoio a sigla, tudo indica que outros caminhos estão sendo estruturados para a disputa do Palácio Alencastro.

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O presidente do PSB, Max Russi disse que de momento o partido ainda não tem um nome para ser anunciado como pré-candidato em Cuiabá, mas que o Diretório Municipal está sendo reestruturado com intenções disputar as próximas eleições.

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Política

O recado das urnas e o declínio de lideranças tradicionais em Mato Grosso

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As eleições recentes em Mato Grosso deixaram uma mensagem clara e contundente aos agentes políticos que, ao longo dos últimos anos, exerceram mandatos na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). O resultado das urnas demonstrou que parte significativa do eleitorado decidiu promover mudanças na representação parlamentar, impedindo a reeleição de nomes que, na avaliação popular, não corresponderam adequadamente às expectativas da sociedade. A manifestação democrática revelou um eleitor mais atento, criterioso e disposto a cobrar resultados concretos de seus representantes.

O principal personagem desse cenário foi o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), José Eduardo Botelho, filiado ao MDB. Com 37.359 votos, o parlamentar não conseguiu garantir uma vaga entre os eleitos e terminou na primeira suplência da legenda, que elegeu os deputados Leo Bortolin, Thiago Silva e Doutor João José. O desempenho eleitoral chamou a atenção do meio político estadual por envolver uma liderança que, durante anos, ocupou posições de destaque no Legislativo mato-grossense.

A derrota de Eduardo Botelho ocorre após outro revés eleitoral relevante: sua participação “PÍFIA” na disputa pela Prefeitura de Cuiabá.

Na ocasião, o resultado também foi considerado surpreendente por analistas e integrantes do grupo político liderado pelo então governador Mauro Mendes (UB). O novo insucesso reforçou a percepção de que o ex-presidente da Assembleia Legislativa Mato-grossense ainda enfrentava dificuldades para reconquistar a confiança de uma parcela expressiva do eleitorado da capital e do interior do estado.

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A questão central apontada por observadores políticos é por que esse resultado ocorreu. A resposta parece estar diretamente relacionada à mudança de comportamento dos eleitores, que passaram a avaliar com mais rigor a atuação dos agentes públicos. Para muitos cidadãos, não bastam mais estruturas partidárias robustas, campanhas bem financiadas ou históricos de influência política. O eleitor contemporâneo exige proximidade, diálogo permanente e compromisso efetivo com as demandas coletivas.

O desgaste político também pode ser explicado pela percepção de que determinadas lideranças acabaram se distanciando do sentimento popular. Durante sua trajetória, Botelho esteve frequentemente alinhado aos governos estaduais, integrando a base de sustentação das administrações em diferentes períodos. Embora essa postura possa garantir governabilidade, parte do eleitorado passou a interpretar essa proximidade como um afastamento do papel fiscalizador que muitos esperam dos parlamentares.

Quando as urnas apontaram esse resultado, ficou evidente que a confiança popular não é um patrimônio permanente. Na democracia, o voto funciona como instrumento de aprovação ou reprovação da conduta dos representantes públicos. A avaliação do eleitorado frequentemente ultrapassa o discurso político e considera aspectos como coerência, humildade, acessibilidade e capacidade de compreender as necessidades da população.

O fenômeno observado em Mato Grosso não se restringe a um único político. Ao longo da história eleitoral brasileira, diversas lideranças que se consideravam consolidadas foram surpreendidas por derrotas expressivas. Em muitos casos, a excessiva confiança em pesquisas, alianças partidárias ou estruturas de campanha acabou impedindo uma leitura mais precisa do sentimento predominante entre os eleitores.

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O contraste entre a percepção construída durante a campanha e o resultado efetivamente registrado nas urnas também merece destaque. Nos 45 dias do primeiro turno das disputas recentes, muitos candidatos demonstraram otimismo diante da receptividade encontrada em ruas, bairros e eventos públicos. Entretanto, a experiência mostra que manifestações presenciais nem sempre refletem, de maneira fiel, a intenção de voto que será confirmada no momento da eleição.

Os acontecimentos recentes indicam ainda uma transformação importante no comportamento político da sociedade mato-grossense. O eleitor demonstra estar cada vez mais independente de lideranças tradicionais e menos disposto a aceitar promessas sem resultados concretos. Esse amadurecimento fortalece o processo democrático e amplia a responsabilidade dos agentes públicos perante aqueles que os elegeram.

Dessa forma, o resultado envolvendo José Eduardo Botelho representa mais do que uma derrota individual. Trata-se de um episódio que simboliza a capacidade do eleitor de reavaliar lideranças, cobrar coerência e redefinir os rumos da representação política.

O recado das urnas foi direto: mandatos e cargos não constituem garantias de permanência no poder.

Em uma democracia consolidada, a legitimidade política deve ser renovada continuamente por meio da confiança popular, construída com trabalho, resultados e respeito ao eleitor.

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