FUMAR O CACHIMBO DA PAZ
MDB e Mendes começará caminhada rumo ao Palácio Paiaguas
Nesta segunda-feira dia 19, poderemos testemunhar o início da ascensão do governador Mauro Mendes (DEM) ou do Prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) para o pleito eleitoral de 2022.
Mas tenham calma, espera a segundona chegar, respira fundo, toma uma água, estica o pescoço para o lado, afrouxa o colarinho para sorver mais ar puro da cidade de Chapada dos Guimarães, mais precisamente na Pousada Penhasco.
A quem interessar o encontro, agradeça a sigla emedebista que “inventou” esta “loucura” e antes de concluir o nervosismo pense: “eu tenho que sentar nessa cadeira”, no final cumprimenta os militantes. A imprensa estará atenta as movimentações, não se esqueçam.
Nenel Pinheiro
Emanuel Pinheiro é uma pessoa que sempre esteve com Mauro Mendes.
O alcaide cuiabano conhecido e tantas vezes sintonizado por suas posições é uma das figuras por quem Mauro Mendes Ferreira (DEM) tem admiração na política, além do seu padrinho Blairo Borges Maggi, do Partido Progressista (PP), e do Senador do Partido Democrata (DEM), Jayme Veríssimo de Campos.
Sabemos que atualmente Pinheiro não está morrendo de amores pelo governo, que ajudara a viabilizar (foi coordenador da campanha de Mauro para o governo em 2018).
Tarde de primavera
Era uma tarde de setembro na sala do Palácio Paiaguas, com o celular nas mãos, o número 1, fez o seguinte comentário sobre o poder: “não imaginava que o poder era tão grande. Achei que era menor. Mas eu lhe garanto, jamais me deixarei subir na minha cabeça, vou trabalhar para o povo“, disse numa tarde de setembro.
Felizmente Mauro Mendes, tem dado demonstrações de caráter e de que vai continuar a fazer uma boa administração.
E nos bastidores
Nos bastidores, o Blog do Valdemir percebe é que existe alguns deputados estaduais que estão desesperados com este evento que vai acontecer nesta segunda-feira na cidade de Chapada dos Guimarães, cidade localizada cerca de 60 Km da Capital Cuiabá. Reunião bem longe né.
“Ele já me disse que não vai mandar indireta e muito menos deixar de cumprimentar o governador Mauro Mendes“, disse um interlocutor emedebista.
Mas cá entre nós: você acha que Nenel Pinheiro não tem um plano?
Ele tem: na emergência, Emanuel tem sim um plano.
Reunião pode amadurecer apoio a Mendes
A reunião será uma etapa importante da caminhada para o Palácio Paiaguas, representa, fundamentalmente, a possibilidade concreta de apoio do partido do MDB a reeleição de Mendes ao Governo do Estado na próxima eleição.
Aí haverá “alguns” que dirá: não é nada disso, é “Fake News“. Não caia nessa lorota. Vai cair? Então passa o sábado e domingo com essa:
“Mauro é uma liderança importante e caminhará conosco, Pinheiro precisa entender que não é hora de olhar para o passado e as rivalidades. Pinheiro e Mendes sempre estiveram juntos nos pleitos eleitorais. Hoje eles precisam deixar isso em uma página virada, em busca de trazer para Mato Grosso a união que o Estado precisa“, pontuou um militante emedebista.
MDB
O Diretório Regional do MDB, dá sinais evidentes que não vai desembarcar do governo Mauro Mendes, é só prestarem atenção na reunião desta segunda-feira que foi convocada pelo presidente e cacique da sigla Carlos Gomes Bezerra para todos os filiados da Executiva.
E o cacique Carlos Bezerra já avisou que esse encontro não será um ringue, mas será um local de discussão política.
Nas últimas 36 horas os Diretórios Municipais, conforme apuração da equipe de reportagem do Blog do Valdemir, sinalizavam que seus integrantes querem apoiar o governador Mauro Mendes a reeleição.
Precisamos informar aos internautas que uma eventual saída do MDB, também preocupa o governador Mauro, devido a possibilidade de um “efeito dominó”, entre outros partidos da base aliada, com reflexos numa candidatura de Emanuel Pinheiro.
Nos bastidores da política apontam que o partido deve se reunir para ‘fumar o cachimbo da paz’. Parece que os ânimos estão se acalmando pelas bandas do MDB. Além de ter maior bancada, é um dos partidos com mais estrutura.
Para finalizar: Mauro Mendes vai para reunião porque foi convidado, não sabe a finalidade do encontro com prefeitos e vice-prefeitos do partido.
Já Bezerra diz que será para alinhar os emedebistas para as próximas Eleições em 2022.
Eu acredito que a reunião seja para conhecer a cidade de Chapada dos Guimarães e seus pontos turísticos.
Política
PL impõe disciplina rigorosa em MT e ameaça expulsar filiados aliados a Pivetta
O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso deflagrou uma ofensiva política interna para conter o avanço de dissidências em suas bases municipais e reorganizar seu alinhamento partidário. Sob o comando do presidente estadual da legenda, Ananias Martins de Souza Filho, a agremiação formalizou uma postura inflexível contra qualquer apoio externo ao projeto da sigla. O posicionamento oficial busca neutralizar a dispersão de forças em um momento decisivo para a consolidação de diretrizes regionais e reforçar a liderança sobre as executivas locais.
O estopim para o acirramento das tensões ocorreu após declarações públicas de apoio à pré-candidatura do atual governador Otaviano Pivetta, filiado ao Republicanos, ao Governo do Estado nas eleições de 2026. A adesão explícita de chefes do Executivo Municipal a um projeto majoritário concorrente foi interpretada pela cúpula do Partido Liberal (PL) como uma violação direta dos compromissos partidários. O alinhamento com a candidatura adversária gerou apreensão imediata quanto à perda de capital político em importantes colégios eleitorais de Mato Grosso.
A reação assertiva manifestou-se por meio de Ananias Martins de Souza Filho, que assumiu a linha de frente do discurso punitivo para coibir a onda de insubordinação. O dirigente estadual ressaltou ter obtido garantias diretas da liderança nacional para punir os desvios de conduta com rigor e celeridade extrema. Em declaração contundente direcionada aos correligionários, Ananias Filho advertiu que os membros que não mantiverem fidelidade às deliberações oficiais da sigla serão prontamente expulsos dos quadros da agremiação.
O epicentro geopolítico do conflito reside em Mato Grosso, onde a disputa pelo controle de bases eleitorais consolidadas mobiliza prefeitos e vereadores de múltiplos municípios estratégicos. A polarização atingiu maior relevância política na região metropolitana de Cuiabá e em polos produtivos do interior, locais onde a influência dos mandatários locais possui elevado peso eleitoral.
O descontentamento com os rumos estaduais tornou pública uma intrincada rede de alianças pragmáticas que contrariam expressamente a cartilha da direção liberal.
A controvérsia ganhou dimensão pública nas últimas semanas de 2026, momento crucial para as definições de pré-candidaturas e para a formalização das coligações partidárias no Estado. O avanço do calendário eleitoral acelerou as articulações regionais, levando governantes a anteciparem suas posições no cenário político local. O encavamento de prazos decisivos pressionou a Executiva Partidária a intervir prontamente para impedir que as dissidências municipais se consolidassem como um movimento irreversível de debandada.
A principal motivação para a medida disciplinar drástica é o enfraquecimento contínuo do projeto eleitoral próprio do PL frente à atratividade do nome do governador Otaviano Pivetta. O temor da cúpula partidária centra-se na perda de protagonismo nas urnas, além do enfraquecimento da coesão ideológica e da disciplina partidária.
Ao estabelecer sanções severas, a liderança visa sinalizar a todo o eleitorado e à classe política que a legendariedade e o alinhamento com as diretrizes centrais prevalecerão sobre negociações individuais.
A operação disciplinar está sendo operacionalizada por meio da abertura de processos administrativos internos, orientados pela liderança estadual para cassar a filiação dos envolvidos. Ananias Martins instruiu abertamente a veiculação de gravações de áudio e vídeo em grupos digitais e redes sociais como instrumento explícito de intimidação e contenção política. A estratégia busca dissuadir novas rebeliões no meio político ao expor a instabilidade jurídica e a eventual perda de legenda para os gestores insubordinados.
A crise ganhou musculatura com a adesão pública da Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, juntamente com gestores de relevância econômica no Estado. Somaram-se ao grupo de apoio a Pivetta os Prefeitos de Cuiabá, Abílio Brunini, de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, de Primavera do Leste, Sérgio Machnic, e de Campo Novo do Parecis, Edilson Antonio Piaia. A aliança desses expressivos líderes municipais com o Republicanos escancarou a profundidade do racha interno e intensificou os confrontos dentro do partido.

A retórica de Ananias Martins fundamenta-se na autorização concedida pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que chancelou a expulsão sumária de integrantes rotulados como “traidores”. A diretiva prevê a remoção imediata de prefeitos ou vereadores que continuarem atuando em dissonância com o projeto estatutário, sem espaço para conciliações. O respaldo do comando nacional confere respaldo jurídico e político para o expurgo dos dissidentes, independentemente do porte populacional ou econômico do município afetado.
A repercussão das medidas repressivas sinaliza um cenário de profunda incerteza quanto à recomposição das forças políticas de Mato Grosso até o pleito. A tentativa da executiva de restaurar a ordem partidária sob forte pressão digital pode acelerar o despartidamento de lideranças regionais de grande apelo popular.
O desfecho dessas sanções disciplinares definirá o grau de unidade do Partido Liberal (PL) para a disputa governamental e reconfigurará o arcabouço de alianças na corrida rumo ao Palácio Paiaguás.
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