BOLSO CHEIO
Sextou! Sabe onde ganhar quase R$ 80 mil por mês? Câmara Municipal Cuiabá
Você trabalha duro todos os dias, mas ainda não tem dinheiro para comprar perfumes, roupas, apartamentos, casas em condomínio de luxo, finais de semana em resorts ou ir ali em Manso passear com seus amigos e curtir com sua lança que custa muita grana, muita grana mesmo.
Não fica insatisfeito com a vida para sempre. Se quiser mudar o seu status sem falar fluentemente o Inglês e o salário subir, assim como num “passe de mágica“, o Blog do Valdemir lhe indica um ótimo emprego. Então pare de perder tempo e comece a se “preparar” para o pleito de 2024 e seja eleito vereador de Cuiabá.
Veja as obrigações (nem tanto)
-Trabalhar pelo exercício pleno da cidadania de todas as pessoas que vivem ou transitam no município
– Não pode ter nenhuma restrição de natureza moral
– Trabalhar em benefícios da população (isso raramente acontece, fica a seu critério)
– Gostar de política (pode omitir, ninguém precisa saber)
– Este dever é mais difícil, nos trinta anos de cobertura jornalística na área de política vi poucos a realizar: esteja disposto a dedicar parte do seu tempo e de sua vida para aqueles que colocou você dentro da Câmara Municipal, deu vontade de rir, não sei porque
– E por último que seja cidadão exemplar.

Benefícios
Em janeiro de 2022, cada vereador em Cuiabá receberá R$ 18,9 mil/mês. Atualmente cada parlamentar recebe a pequena quantia de R$ 15,1 mil/mês.
Este emprego de quatro anos, podendo ser renovado no mês de outubro, tem direito, ainda, no início e no final de cada Legislatura, o mesmo valor do subsídio mensal líquido (subtraída a parcela partidária), além do direito a receber, em dezembro, outro valor idêntico, na proporção de sua presença as reuniões do Plenário ocorridos ao longo do ano.
Não tem preocupação em: abastecer o carro, restaurante, gasolina, passagens, assinaturas de publicações, participar de palestras, cursos, seminários, simpósios ou eventos congêneres.
As despesas são reconhecidas pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), Resolução de Consulta N° 29/2011.
E aí se empolgou? Eu disse para o meu editor me patrocinar para me candidatar, ele jogou um balde de água fria, disse que nem meu voto teria. Então achei melhor compartilhar com amigos internautas quem sabe, você fazendo parte da terceira Câmara Municipal que mais gasta no Brasil, levando em conta o custo proporcional por habitante.
Mas por favor, vamos colaborar e ajudar as pessoas que ficam mais de 5 horas na fila, para um quilo de ossinho ganhar para no feijão colocar e sua família sentir pelo menos o gosto carne.
Oi? Como ajudar? Sim me empolguei, mas vamos lá: você ganhará R$ 78 mil mês, sem despesa alguma, não faz nada, o que? Então me diga um Projeto de Lei relevante aprovado pelo plenário e colocado em prática?
Agora você não tem hombridade e pede para outros colocarem a cara a tapa e você se esconde?

Deveres
Como representante do povo no município, o vereador tem deveres, direitos e limitações próprios da sua função. A missão do vereador é trabalhar pelo bem de toda a comunidade que representa.
E trabalhar pelo bem comum implica trabalhar pelo exercício pleno da cidadania de todas as pessoas que vivem ou transitam no município.
Buscar o bem da comunidade é buscar o bem comum, de todos os cidadãos e das instituições públicas e privadas.
Sextou e a Verba Indenizatória chegou
Os altos valores que podem ser ressarcidos, bem como o tipo de despesas, tem trazido inúmeras discussões sobre a necessidade da cota parlamentar.
Tudo isso traz inúmeras críticas sobre o alto gasto dos políticos da Câmara Municipal de Cuiabá. Por esse motivo é muito importante utilizar a verba com consciência para passar uma imagem positiva.
Infelizmente, alguns parlamentares se aproveitam do recurso para realizar viagens a lazer, comer nos melhores restaurantes, andar de jatinho e viver em águas quentes ou em Manso.
Desafio
Que tal, por exemplo, alguém dos 25 vereadores eleitos pelo povo disponibilizar as notas fiscais de suas redes sociais? Atitudes como essa demonstram transparência, seriedade e respeito com o eleitor.
Pega essa
Amigos internautas, caiu aqui, você acha que alguém vai aceitar o desafio? Também acho, deixa o editor e nobres parlamentares meditar, mas acho que a Verba Indenizatória (VI) deve ser extinta.
Política
Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso
Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.
Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.
As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.
O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.
A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.
A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.
As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.
O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.
As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.
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