MENDES CANDIDATO
Mauro Mendes: sinais vitais da sua candidatura à reeleição
As pesquisas são bons indicadores de tendências eleitorais. Quando acertam ninguém se lembra, quando erram ninguém se esquece. E pesquisas dificilmente mostra mudança de última hora, como aquela que em 1988 que levou Frederico Campos de terceiro lugar à vitória contra Roberto França.
De qualquer forma há indicadores melhores do que quaisquer pesquisas: a posição de algumas personalidades políticas que sempre acham o melhor caminho para o poder. Mauro Mendes, por exemplo, permite que tendem articular sua candidatura a reeleição.
Só aceitando ser candidato com apoio da família, partido e da população.
Então vamos lá para os sinais:
1 – A oposição não consegue se organizar. Falam tanto que não será W.O. Lógico que não haverá: temos os nulos, abstenção que em 2018, ganharam do Pedro Taques.
A equipe de reportagem do Blog do Valdemir, faz um desafio: senhores políticos e calouros, ao se referir que não haverá W.O, citem um nome que possa ganhar dos votos nulos, abstenção, para concorrer contra Mauro Mendes.
Entendam de uma vez: Mato Grosso está carente em novas lideranças políticas, eles estão tropeçando nas próprias pernas, vem só decepcionando. Eles tinham tudo para serem novos líderes, e agora vivem vendendo ilusões de candidaturas que não tem como.
2 – Ele diz que só anunciará dia 15 agosto. É preciso? Se ele não fosse candidato os bastidores já tinham conhecimento. Candidatura para o Governo não é paroquial.
3 – Prestem atenção nas movimentações de: Gilberto Figueiredo, Beto dois a um, Júlio Campos, Jayme Campos, Wellton, Bezerra, Janaína Riva, Max Russi, Edu Botelho (eu disse movimentações, não o que eles falam).
4 – Mauro Carvalho, teria se desincompatibilizado da Casa Civil se Mendes não fosse candidato a reeleição?
5 – Teria Mauro Mendes se reunido com o PL Nacional para debater eleição de Mato Grosso?
Então senhores navegantes não viajam, deixa isso para os políticos. Mauro Mendes Ferreira é candidato à reeleição e já escolheu a chapa majoritária que estará sendo registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT) em agosto: cabeça de chapa Mauro Mendes, vice-governador Otaviano Pivetta e ao Senado Wellton Fagundes, sogrão da “Mulher Maravilha”, a nossa querida Janaína Greyce Riva.
Igual a 2016
Quando termina o mandato de Cuiabá, em 2016, Mauro Mendes deixou de concorrer a reeleição para se dedicar a família e aos negócios de sua empresa.
A decisão de recuar da reeleição no dia da convenção, surpreendeu o grupo político que não tinha plano B e era liderado em Mato Grosso pelo ex-governador José Pedro Gonçalves Taques, a época no PSDB.
O que aconteceu? Wilson Santos foi escalado de última hora para o pleito eleitoral e recebeu nas urnas o desgaste de ter renunciado a Prefeitura de Cuiabá em 2010 e ter sido líder de Taques na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).
O emedebista Nenel Pinheiro, o menino da Rua Joaquim Murtinho, venceu a eleição que hoje vive infernizando a administração do “Homem de Ferro”, Mauro Mendes Ferreira (UB).
Mendes não se licencia do cargo
Mauro Mendes não irá se licenciar oficialmente do cargo. Hoje dia 13, a primeira dama Virgínia Mendes será submetida a uma cirurgia no Hospital Albert Einstein em São Paulo. Virgínia será operada pelo oncologista Paulo Hoff.
Mauro continuará trabalhando virtualmente e fará uma espécie de gabinete fora do Estado de Mato Grosso, na unidade de saúde onde a esposa vai estar internada.
Maldade das pessoas
Nesta última sexta-feira (10), a primeira-dama Virginia Mendes fez um desabafo em suas redes sociais, onde revela diagnóstico de câncer no pâncreas e também um quadro de depressão. Para ela, as duas coisas foram causadas pela maldade de pessoas envolvidas na política, que atacam sua família há anos.
“Gostaria que tentassem entender a dimensão dos estragos que a maldade pode causar na vida das pessoas. Desejo que ninguém passe por tudo que passei e venho passando. Eu e minha família fomos alvos de muitas mentiras, calúnias e difamações. Foram inúmeras as Fake News orquestradas por mentes doentias. Como não têm o que falar sobre a gestão do Mauro, criam inverdades para atacar nossa vida pessoal”.
A saúde de Virginia vem causando preocupação desde dezembro, quando passou mal em uma viagem a São Paulo. Na publicação, revelou que por muitas vezes teve náuseas, tonturas e inclusive desmaios.
A primeira-dama Virginia Mendes revelou que toda a maldade e ataques que ela vem sofrendo junto com Mauro Mendes e toda a família, são os responsáveis por seu desgaste físico e emocional. Segundo ela, todo o sofrimento que vem passando é decorrente da “maldade dessas pessoas”.
“Sofri ataques como mãe, esposa e mulher temente a Deus e que tem sua família como sua razão de viver. Acredito que a justiça do homem às vezes tarda, mas ela não falha. Existem muitas pessoas honestas, que prezam pela verdade e que trabalham para fazer justiça, e tem a justiça divina que sempre vai se cumprir. Tive minha paz abalada por pessoas desumanas e cruéis, que me adoeceram com tanta energia ruim. Primeiro veio uma depressão, que aos poucos foi me afastando do que eu mais gostava de fazer”.
Política
Abilio Brunini enfrenta semana decisiva em meio à “Crise Institucional” na Câmara de Cuiabá
O cenário político da capital mato-grossense centraliza as atenções institucionais com o início de uma semana considerada crucial para a governabilidade do Poder Executivo Municipal. O embate gira em torno da estrutura de poder da Câmara Municipal de Cuiabá, onde se articulam as forças de sustentação e de oposição à atual gestão. O desfecho dessa complexa correlação de forças ditará o ritmo da administração pública municipal nos próximos anos, tensionando a relação entre os poderes locais.
A crise institucional tem como protagonista o Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), cuja atuação política direta nos bastidores do Legislativo converteu-se no estopim de uma severa instabilidade entre os parlamentares. O chefe do Executivo Municipal concentra seus esforços na viabilização política e jurídica da candidatura de sua principal aliada para o comando do parlamento. A estratégia do prefeito visa consolidar uma base parlamentar amplamente dócil às demandas da prefeitura, assegurando tranquilidade para a aprovação de projetos de seu interesse.
O epicentro do confronto político localiza-se estritamente na Câmara Municipal de Cuiabá, a Casa de Leis que abriga as deliberações oficiais da Capital do Estado de Mato Grosso. O parlamento municipal transformou-se em uma verdadeira arena de disputa jurídica e partidária, onde cada bloco de vereadores tenta salvaguardar suas prerrogativas institucionais. O ambiente legislativo reflete a polarização e a fragmentação das forças partidárias que historicamente caracterizam a política da região Centro-Oeste do país.

As movimentações políticas e os debates jurídicos intensificaram-se de forma decisiva ao longo das últimas horas, com votações estratégicas formalmente agendadas para esta terça-feira. Este momento específico do calendário legislativo coincide com a necessidade de definição antecipada das regras que governarão a Mesa Diretora nos anos subsequentes da atual legislatura.
A celeridade do processo legislativo gerou um clima de urgência entre os parlamentares, que se veem obrigados a tomar posições públicas definitivas sobre o tema.
Os motivos subjacentes à crise residem na tentativa de aprovação de um polêmico projeto de resolução que visa permitir a reeleição da Mesa Diretora para o Biênio posterior. A iniciativa atende diretamente aos interesses da atual presidente da Casa de Leis, a vereadora Paula Calil (PL), cuja permanência no cargo depende dessa alteração regimental. A oposição e setores independentes da Câmara de Cuiabá enxergam a manobra como um casuísmo político desenhado exclusivamente para perpetuar o grupo governista no controle do orçamento e da pauta do parlamento.
A dinâmica dos fatos envolveu o uso de mecanismos judiciais extraordinários por parte do grupo governista, que acionou o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT), para atingir seus objetivos políticos. O prefeito cuiabano Brunini atua ativamente na defesa de uma tese jurídica que solicita a redução do quórum de aprovação do projeto para maioria simples, contornando a exigência atual.
A estratégia jurídica foi adotada após a constatação de que a vereadora governista não dispõe, no momento, dos dezoito votos mínimos necessários para a alteração regimental por vias estritamente políticas.
Os procedimentos legislativos ganharam contornos de dramaticidade após a aprovação preliminar da matéria pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), órgão técnico responsável por avaliar a legalidade da proposta. A aprovação na comissão garantiu o envio imediato do texto para o plenário, deflagrando discussões acaloradas e trocas de acusações mútuas entre os vereadores de diferentes blocos. A pacificação interna do parlamento restou severamente comprometida após episódios de retaliação digital, que culminaram na exclusão de parlamentares desalinhados de canais formais de comunicação com o prefeito.

O objetivo estratégico do prefeito Abilio Brunini ao intervir diretamente no processo sucessório é assegurar a eleição de uma Mesa Diretora integralmente alinhada à sua agenda administrativa. A garantia de uma presidência simpática ao Palácio Alencastro evita a abertura de comissões investigativas e acelera a tramitação de pedidos de empréstimos e reformas administrativas complexas.
Para o Executivo Municipal, o controle do comando do Legislativo cuiabano representa a blindagem política necessária para a execução do plano de governo sem sobressaltos institucionais.
As consequências imediatas da interferência do Executivo manifestam-se no enfraquecimento da harmonia entre os poderes e no isolamento político de antigos aliados do Prefeito de Cuiabá. A postura centralizadora de Brunini foi publicamente rechaçada por lideranças de nível estadual, a exemplo do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual Max Russi (Podemos). A crise provocou fissuras profundas na base aliada, visto que até mesmo parlamentares simpáticos à gestão manifestaram desconforto com a quebra da promessa inicial de não intervenção no parlamento.
Os desdobramentos futuros deste embate redefinirão de maneira permanente o equilíbrio de forças na política cuiabana e o grau de independência do Poder Legislativo Municipal. A decisão soberana do plenário da Câmara Municipal sinalizará se o parlamento manterá sua autonomia fiscalizatória ou se curvará aos desígnios do poder central da capital. Independentemente do resultado numérico das votações, o episódio deixa como legado uma relação tensionada que exigirá intensa habilidade diplomática para a reconstrução pontes institucionais.
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