ENERGIA NAS ALTURAS

IBOP: 84% dos consumidores residenciais acham energia elétrica “cara” ou “muito cara”

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Quanto pesa no bolso do brasileiro, que vive na cidade ou no campo, na hora de pagar a conta de energia elétrica, que faz parte do orçamento fixo mensal?

Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam que o consumidor chega a gastar mais de 20% do salário mínimo, que hoje é de R$ 1.039,00, para pagar a conta de luz. E esses valores sobem bastante durante o verão,quando há uma tendência de aumento de uso de equipamentos, como ar condicionado.

Em julho a energia elétrica teve uma correção de preços, com aumento de 2,47% no caso de empresas e de 1,5% para os consumidores residenciais. No primeiro semestre, a demanda por energia residencial subiu 6,5%, para 1.599 gigawatts/hora, os números da concessionária Energisa Mato Grosso – Distribuidora de Energia S.A. (Energisa/MT). Com o aumento da temperatura, que tem chegado próximo dos 40 graus diariamente, o consumo tende a crescer ainda mais.

Uma pesquisa da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), feita em parceria com o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) em agosto de 2019, aponta que 87% dos consumidores do País consideram sua conta de energia cara. E, pelo menos, 64% dos entrevistados afirmam fazer esforço para economizar energia, para não impactar o orçamento familiar.

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Se em uma casa normal o preço da luz já é “salgado”, a conta fica ainda mais cara para os consumidores, que utilizam cada vez mais processos automatizados dependentes de energia elétrica para seu funcionamento.

E a grande parte da conta de luz do brasileiro é imposto. O consumidor paga pela compra de energia, os serviços de transmissão, a distribuição e por último os encargos setoriais.

No final do ano passado, o governo anunciou a tarifa branca, que passou a vigorar no último dia 1º de janeiro, como estratégia de redução de custos. A taxa está disponível para residências e pequenos comércios, prevendo descontos para o consumidor que reduzir o consumo nos horários de maior utilização.

Especialistas, porém, chamam a atenção para a adoção de estratégias sustentáveis e de longo prazo para redução tanto do uso de energia elétrica quanto do custo. O uso da energia renovável, como a solar por exemplo, é uma tendência mundial para esse tipo de economia.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ibope em parceria com a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) o preço da energia elétrica é considerado “caro” ou “muito caro” por 84% das residências brasileiras. O resultado mostra uma estabilidade em relação aos patamares observados desde 2015, depois de um salto frente a 2014 (67%), primeiro ano do levantamento.

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Os números revelam que 55% dos consumidores atribuem o preço caro da energia à elevada carga de impostos e taxas na conta de luz. Já para 28% dos entrevistas, o motivo é a falta de concorrência no mercado.

Dos entrevistados, 90% disseram que querem ter a possibilidade de escolher seu fornecedor de energia. Seis em cada 10 manifestaram a intenção de trocar de empresa fornecedora se o mercado de energia fosse livre. O fator determinante para a escolha da empresa é o preço, mostra a pesquisa.

A estudo também questionou os consumidores sobre o interesse em gerar energia na própria casa. Dos entrevistados, 90% disseram que gostariam de gerar energia na própria casa a partir de fontes renováveis. Porém, 57% não querem pagar mais para caro para “subsidiar” a geração renovável em outras residências.

A pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) ouviu 2 mil consumidores em todo o país entre os dias 24 de março e 1º de abril. Por causa da pandemia, a coleta foi feita por telefone, e não em domicílio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

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ECONOMIA

“Vamos fazer uma grande reunião sobre o Plano Diretor e estou buscando meios de colocar o VLT”

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O Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), afirmou durante transmissão ao vivo nas redes sociais, que vai se reunir com setor produtivo do município para debater sobre a substituição do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pelo Ônibus de Rápido Transporte (BRT).

No início do mês, o Tribunal de Contas da União (TCU) acatou o pedido de cautelar movido pela Prefeitura de Cuiabá e determinou ao Governo do Estado de Mato Grosso a imediata suspensão de todos os procedimentos administrativos relacionados à substituição do VLT pelo BRT. O ato é assinado pelo ministro Aroldo Cedraz.

Em sua decisão, o ministro ratificou os apontamentos feitos de forma constante pelo prefeito Emanuel Pinheiro desde que a possível troca de modal foi anunciada. No recurso conduzido pela Procuradoria Geral do Município (PGM), por exemplo, a Prefeitura cita que tal decisão se deu de forma unilateral, sem qualquer espécie de participação da sociedade e dos municípios por onde o modal de transporte será implantado, qual seja, Cuiabá e Várzea Grande.

Cedraz lembrou ainda que o Estado já havia sido alertado pela Secretaria Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano (SMDRU) sobre a necessidade cooperação dos governos locais nas discussões sobre o tema. O ministro destaca ainda que a decisão de alteração do modal de transporte público intermunicipal não possui respaldo da SMDRU.

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Por esse motivo, o prefeito explica que a pauta do VLT será incluída na reunião sobre o Plano Diretor do município, para que o segmento produtivo possa se posicionar sobre o assunto.

Vou ter essa conversa com o setor produtivo de Cuiabá também, são dezenas de segmentos organizados do setor produtivo que contribui muito para o desenvolvimento de Cuiabá. Vamos discutir sobre o Plano Diretor, quero ouvir as sugestões e as ideias e vou colocar na pauta VLT e BRT, não podemos nos esconder, destaca Pinheiro.

Faço questão, precisamos do setor produtivo e vamos fazer uma grande reunião sobre o Plano Diretor e estou buscando meios de colocar o VLT, porque temos que pensar em Cuiabá daqui 30 anos, não só no comércio, indústria, mobilidade urbana, meio ambiente ou desenvolvimento urbano, mas também no transporte coletivo, e o VLT está há dez anos passando na nossa cara e boa parte dos personagens econômicos não se envolvem, mas vou levantar essa discussão com o setor produtivo de Cuiabá”, acrescenta o prefeito.

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