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ADVERSÁRIOS CLÁSSICOS DA POLÍTICA

Mauro e Nenel movimentam as peças no tabuleiro político

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A política de Cuiabá está uma bagunça, e é tudo caso pensado para manutenção da disputa local entre os adversários clássicos dos últimos 9 anos: o ex-prefeito e atual governador Mauro Mendes Ferreira (UB), e o atual prefeito cuiabano Nenel Pinheiro (MDB).

Vamos ao contexto: o emedebista Nenel Pinheiro sofreu um baque com a briga entre ambos e com o resultado eleitoral ruim da sua esposa de 2022, em um pleito do qual a pauta ideológica suplantou as questões locais e objetivas.

O Prefeito da Capital de todos os mato-grossenses, Nenel Pinheiro, faz uma administração visto como mediano e antes mesmo de assumir o segundo mandado, deu um nó no seu grupo político ao dizer que não sabia se seria candidato a reeleição.

Ao somar estes principais itens (mas há outros) têm, portanto, uma enxurrada de pré-candidatos. Alguns já o são explicitamente, como o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), José Edu Botelho, ainda no União Brasil (UB), que dorme e acorda pensando nisso; e outros que atuam de forma mais discreta como, por exemplo, os demais colegas na Câmara Federal e na Casa de Leis Mato-grossense com domicílio eleitoral em Cuiabá: Ludio Cabral (PT), Abílio Jaques Brunini (PL), Fábio Garcia (UB), a ex-deputada federal Rosa Neide (PT) e o vice-prefeito de Cuiabá José Roberto Stopa (PV).

Ocorre que Nenel Pinheiro quer “enfrentar” os “mauristas”. Eles se conhecem bem, não seria uma eleição no limite dos desconhecidos.

As pautas não serão ideologizadas, que é uma coisa que ambos não querem fazer.

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Na verdade, observa-se que a rivalidade está só entre eles e no meio político, mas para o eleitor em geral, quando um dos dois é a primeira opção de apoio político, a segunda geralmente é o outro.

Tanto é que a rejeição crescente não é contra um e outro, o sentimento de “chega de briga” explicita bem que na visão do eleitor, ambos são parte do mesmo contexto e da mesma vivência política.

E objetivamente falando é isso mesmo. Era tudo um grupo só que começou a rachar no final de 2015 e tornou-se público.

Portanto, o ideal para eles é se “enfrentar”, e nos bastidores políticos é essa a conversa mais perene até o momento.

Nenel Pinheiro quer derrotar e acabar com essa narrativa “mauristas”, já Mauro quer “enfrentar” Nenel, pois tem confiança de que sabe como fazer…diferente de enfrentar o desconhecido.

A eleição dos militantes “mauristas” e “nenelzitos”, da qual todo mundo sabe quem é, todo mundo se conhece (muitos até bons amigos), querem tratar das pautas locais das quais dominam em absoluto, até porque ambos são parte da própria história.

Politicamente, Nenel e Mauro estão conversando com todo mundo, menos entre eles. Nenel incentiva os candidatos e dá esperança a todos. O menino da Rua Joaquim Murtinho incentiva o atual vice-prefeito, depois vai lá e incentiva Zé Edu, incentiva a Federação Brasil da Esperança, manda recados de incentivo para o vereador Chico 2000 do lado “bolsonarista”, incentiva também o deputado estadual Juca do Guaraná (MDB), “é você que pode ser meu candidato”.

Até o Partido Progressista (PP), o emedebista Nenel Pinheiro anda cutucando para ver, se aparece alguns de lá.

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Mas porque querem tanta gente assim na eleição?

1 – O adversário dos dois é o sentimento crescente e natural de “chega de briga”. Se a disputa ficar somente entre (Fábio e Edu) e um terceiro candidato, o cansaço eleitoral pode canalizar nessa terceira figura, seja ela quem for.

Esse terceiro candidato pode ir ao segundo turno e vencer com o apoio do outro que ficar para trás no primeiro turno: Edu ou Fábio.

2 – Nenhum pré-candidato, se mostra extremamente perigoso até o momento.

3 – Com um monte de candidato no páreo a narrativa de 3° via se fragmenta, divide-se os votos em vários candidatos.

Falando hipoteticamente: uns com 10%, outros com 8%, outros com 7%…enfim…Mauro e Nenel podem errar no que for, mas é impensável no meio político que ambos passam os 30% dos votos cada um em Cuiabá, para o candidato que tiver o apoio de um deles.

Em um cenário hipotético como esse, teriam mais chance de ir ao segundo turno e mais uma vez protagonizaram uma disputa tradicional, conhecida, com narrativas, com “modus operandi” já bastante estabelecido quem tiver o apoio de Mauro ou de Nenel.

Segue o fluxo, porque o bicho tá pegando nos bastidores!

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Política

A complexidade e os impasses na formação de chapas do MDB em Mato Grosso

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As articulações políticas que antecedem o período eleitoral costumam revelar a complexidade das negociações partidárias no cenário mato-grossense. Em um contexto de intensas disputas por espaço e representatividade profissional, os bastidores dos partidos transformam-se em arenas decisivas para a definição das candidaturas que disputarão o voto popular nas urnas.

Essas negociações eleitorais ocorrem predominantemente na sede estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em Mato Grosso, bem como em reuniões estratégicas conduzidas por lideranças regionais. O ambiente interno da agremiação tornou-se o centro das atenções à medida que os prazos regimentais e as convenções se aproximavam.

As movimentações mais recentes intensificaram-se ao longo dos últimos meses de definições partidárias, período em que as siglas precisaram consolidar suas nominatas oficiais. O calendário eleitoral impôs um ritmo acelerado para a construção de consensos e para a viabilização das chapas proporcionais no estado.

A ex-prefeita da cidade de Sinop, Rosana Martinelli, figura central nesse processo, buscava consolidar sua candidatura à Câmara dos Deputados. Contudo, a decisão estratégica da Diretoria Partidária de não lançar candidatos ao cargo de deputado federal acabou por inviabilizar suas pretensões eleitorais para a disputa deste ano.

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A reviravolta na trajetória política da ex-gestora ocorreu porque o MDB estadual enfrentou severas dificuldades na formação de um grupo competitivo para a disputa proporcional. Diante das desistências de nomes estratégicos e da ausência de consenso interno, a sigla optou por priorizar outras frentes de atuação regional.

A condução das negociações deu-se por meio de reuniões diretas lideradas pela presidente estadual do partido, a deputada estadual Janaina Riva. Segundo avaliações do próprio grupo político, a coordenação do processo demandou habilidade para gerenciar divergências e conciliar os interesses individuais e coletivos das lideranças envolvidas.

Diversos fatores conjunturais motivaram o desfecho desfavorável às pretensões de Rosana Martinelli, incluindo a desistência de potenciais pré-candidatos que priorizaram projetos pessoais. Além disso, a inviabilização de outras candidaturas regionais, como a da vice-prefeita Coronel Vânia à Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), evidenciou a fragilidade da base aliada.

Diante do cenário de frustração das candidaturas regionais, a ex-prefeita de Sinop adotou uma postura pragmática ao declarar a ausência de mágoas e ao reconhecer a complexidade do amadurecimento político institucional. A líder reafirmou a disposição de colaborar ativamente com projetos de aliados estratégicos na esfera estadual.

Os desdobramentos operacionais dessa reorganização partidária refletem-se no apoio declarado de Rosana Martinelli à pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta ao Governo do Estado. Simultaneamente, a ex-gestora confirmou sustentação à postulação de Janaina Riva ao Senado Federal, demonstrando alinhamento com a estrutura governista.

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Por fim, o futuro político da ex-prefeita permanece em aberto, dependendo de futuras deliberações pessoais e do quadro de coligações que se desenhará nos próximos ciclos. A trajetória recente evidencia que as alianças partidárias dependem da constante repactuação de interesses em um cenário dinâmico e em permanente transformação.

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