AS MOVIMENTAÇÕES DAS CANDIDATURAS
Mato Grosso vive uma eleição que começou cedo e não encontrou o eixo
A eleição é só o último movimento de um jogo de xadrez que começa muitos antes. Agora é a fase em que as peças se movem, alianças que redesenha e caminhos são definidos.
São decisões que parecem técnicas, mas que não prática determinam quem entra forte, quem fica pelo caminho e como será o equilíbrio da disputa.
Política de verdade não acontece só na frente dos holofotes, ela começa nos bastidores.
Então venham, porque hoje sextouuu! Hoje o nosso papo rola nos movimentos das candidaturas que existem, mas ainda não se consolidaram, nos discursos que circulam, mas ainda não encontraram ressonância, alianças que se desenham, mas não se estabilizam e a Copa do Mundo que se aproxima.
Vamos para que interessa, o “Guri refestelado da Guarita”, tá “enchendo o saco”, querendo saber do outro jogo, o político.
Calma aí “Boca de Ema”, o núcleo duro do Boteco da Alameda, já vai te responder. Aproveita pega o “mocho, senta e anota”.
Antes, vamos para um movimento que está acontecendo nos bastidores e corredores palacianos: enquanto muitos ainda estão analisando qual será a próxima jogada no xadrez político, os cabeças pensantes do núcleo duro do Boteco da Alameda vêm observando os movimentos de “Mulher Maravilha” e o “BRANQUELO” que andam leves e soltos, jogando conforme manda o figurino.

Ambos fazem o que faz, bem feito pra ninguém colocar defeito. A postura dos atores principais nesse jogo de xadrez eleitoral, (Janaína Riva e Max Russi), sinalizam um cálculo político evidente: manter o leque de forças abertas enquanto as articulações, avançam nos bastidores.
Não é sobre isso que o Boteco da Alameda vai reportar nesta sexta-feira, somente abrilhantar o contexto no texto. O Boteco da Alameda precisa caminhar.
Segue o fluxo!
Há uma máxima…
Antiga na política (época da juventude do editor do Blog do Valdemir), repetida quase um mantra entre estrategistas de uma eleição começa quando a outra termina.
Na Terra de Rondon recente, no entanto, essa fronteira deixou de ser nítida. A última década dissolveu os intervalos, sobretudo o ciclo eleitoral, por uma espécie de estado permanente de tensão política, em que o calendário formal importa menos do que o ambiente contínuo de disputa.
No meu “QUERIDO”, “LINDO” e “MARAVILHOSO” Estado de Mato Grosso esse fenômeno ganhou contornos ainda mais evidência quando em dezembro 2024, o então governador, o cacique número 1 do União Brasil (UB), Mauro Mendes, antecipou o debate sucessório ao anunciar em entrevistas de fim de ano, nomes que poderiam disputar o Governo do Estado quase dois anos depois.
Não se tratava apenas de sinalização política, era na prática, a largada oficial de um processo que, até pouco tempo atrás, só ganhariam corpo no ano eleitoral.
O efeito foi imediato: uma corrida prematura, intensa, mas paradoxalmente desorganizada.
O que se vê, a cinco meses do pleito eleitoral de 2026 é um tabuleiro ainda nebuloso, com candidaturas tateando o terreno e um eleitorado distante. A antecipação não produziu clareza, produziu ansiedade.
Na nossa “QUERIDA”, “LINDA” e “MARAVILHOSA” Terra de Rondon não está claro se haverá convergência em torno de um único nome, se haverá divisão entre candidatos competitivos ou mesmo a formação de palanques híbridos.
Essa hesitação não é apenas tática, ela revela uma disputa interna por protagonismo e direção, típico de movimentos políticos que perderam seu eixo central de comando.
Para o Senado, o silêncio fala alto. Há uma lista extensa de potenciais pré-candidatos que, até aqui, preferem aguardar.
Não é falta de ambição, é cálculo. Em ambientes de alta incerteza, expor-se cedo demais pode significar desgaste sem retorno.
A política, nesse estágio, funciona como um jogo de espera e, muitas vezes, quem entra antes paga o preço de exposição sem colher os benefícios de definição.
A esse quadro se somam movimentos partidário que reconfiguram o jogo quase em tempo real.
Mudanças de posicionamento, como os protagonizados por lideranças e partidos tradicionais, além dos rearranjos típicos das janelas partidárias, embaralham ainda mais a leitura do cenário.
O resultado é um sistema constante reacomodarão, onde alianças deixam de ser estruturas estáveis e passam a operar com arranjos transitórios.
Pega a visão
Você já imaginou que, o elemento mais decisivo e menos controlável, pode estar fora das engrenagens tradicionais da política: o eleitor.
As pesquisas vêm indicando um distanciamento significativo do mato-grossense em relação ao debate público.
Não se trata apenas de desinteresse momentâneo, mas de uma espera de fadiga política acumulada ao longo de anos de conflito permanente.
Em contextos assim, o eleitor não rejeita apenas candidatos: ele se afasta do próprio processo. Esse afastamento produz efeitos concretos.

Dificultar o posicionamento das candidaturas, esvazia discurso, reduz a eficácia do corpo a corpo e, sobretudo, conforme o tempo real de campanha. Se o eleitor da Terra de Rondon só “entra” na eleição tardiamente, toda a antecipação política passa a conviver com um paradoxo: muito movimento entre os atores, pouca conexão com quem decide.
A presença da Copa do… Mundo no calendário reforça esse fenômeno.
Historicamente, grandes eventos esportivos funcionam como zonas de suspensão da política.
Mato Grosso, portanto, vive uma eleição que começou cedo demais e, ao mesmo tempo, ainda não começou de fato.
Em 1994, por exemplo, o Plano Real e a vitória na Copa se entrelaçaram em um ambiente de euforia que redefiniu o humor do eleitorado.
Em outro ciclo, o futebol operou como distração coletiva, adiando o engajamento político. Em 2026, tudo indica que o padrão se repetirá: a atenção do eleitor será capturada, empurrada ainda mais para frente o momento da decisão.
Na Terra de Rondon, portanto, vive uma eleição que começou cedo demais e, ao mesmo tempo ainda não começou de fato.
Segura aí: em política, o tempo raramente é apenas cronológico. Ele é guiado, sobretudo, pela percepção.
E, neste momento, o relógio institucional pode até indicar que a eleição está próxima. Mas o relógio do eleitor, esse decisivo, ainda parece parado. Ou talvez, apenas esperando o momento em que tudo, de fato, começará.
Segue o fluxo!
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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