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VARIANTES MAIS CONTAGIOSAS

Lúdio alerta para nova variante e colapso no sistema de saúde, e novamente recomenda ao governador quarentena obrigatória

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O deputado estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), e médico sanitarista Lúdio Frank Mendes Cabral enviou, nessa quinta-feira (25), ofício ao governador Mauro Mendes Ferreira (DEM) recomendando que todo o território de Mato Grosso seja colocado na classificação de risco muito alto para contágio por Covid-19 e que seja decretada quarentena por pelo menos duas semanas, com restrição de funcionamento de atividades não essenciais.

O parlamentar estadual do Partido dos Trabalhadores já havia recomendado as mesmas medidas no dia 21 de janeiro, quando o estado chegou a um platô elevado da segunda onda da Pandemia, mas o governador não tomou nenhuma medida.

Hoje 83,9% dos leitos de UTI adulto para covid-19 estão ocupados na rede pública em Mato Grosso. Estamos próximos de um novo colapso no sistema de saúde. E, desta vez, sob a ameaça de novas variantes do coronavírus, mais contagiosas, que já estão circulando em nosso estado. Com a vacinação caminhando a passos lentos, o único caminho eficaz para barrar o contágio é reduzir a circulação de pessoas. Há mais de um mês, recomendei ao governador que colocasse todo o território de Mato Grosso no nível de risco muito alto e decretasse quarentena obrigatória. Até hoje, nada foi feito. Até quando vão esperar?, disse Lúdio.

Lúdio destacou que a variante britânica do vírus SarsCov-2 foi encontrada em Mato Grosso, conforme estudo da Rede Corona-ômica e da Universidade Federal de Minas Gerais, e que a variante amazônica provavelmente também está circulando no estado, ambas mais contagiosas.

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Outro argumento citado por Lúdio é a lentidão na vacinação contra a Covid-19 no Brasil e em Mato Grosso por falta de vacinas.

A impossibilidade atual de implementação adequada do Plano Estadual de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, que decorre da insuficiência de imunobiológicos (vacinas) sequer para alcançar cobertura efetiva nos grupos prioritários da fase 1, e a absoluta ausência de perspectivas para acesso a um quantitativo adequado de imunizantes“, diz trecho do ofício.

Desde março de 2020, Lúdio Cabral vem monitorando a evolução da pandemia em Mato Grosso e fazendo projeções da tendência da curva epidêmica. Ele observou que, desde 14 de janeiro de 2021, Mato Grosso iniciou um platô em torno de 1300 casos novos ao dia (média móvel de 7 dias) e, desde 22 de janeiro, uma média de 24 a 27 óbitos por dia.

A média móvel de 7 dias de casos novos diários observada hoje é 25,7% superior à mesma média móvel observada há 14 dias, disse.

O parlamentar lembrou que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso já entrou em quarentena para barrar o contágio e afirmou que é necessário estender essa medida para outros órgãos e atividades econômicas. Para garantir a adesão da população à quarentena, ele recomendou que o governo promova campanha de divulgação para orientar sobre a importância de restringir a circulação.

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No documento, Lúdio voltou a recomendar também que o governo de Mato Grosso mude a forma de calcular a Taxa de Crescimento da Contaminação, e passe a considerar a relação entre a média móvel de 14 dias do número de casos novos notificados no dia da divulgação do boletim epidemiológico e a mesma média móvel de 14 dias antes.

Esse método é seguido pelas autoridades sanitárias e pelo consórcio de veículos de imprensa, e retrata de forma mais correta a situação da pandemia.

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Política

Câmara de Várzea Grande articula CPI para investigar sucateamento e irregularidades no Transporte Coletivo

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O sistema de transporte coletivo de Várzea Grande enfrenta uma iminente investigação legislativa após a consolidação do número necessário de assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal da Cidade Industrial. A iniciativa parlamentar visa apurar denúncias formais de descumprimento contratual e precarização dos serviços oferecidos à população.

A União Transporte, principal concessionária operadora do serviço no município, figura como o alvo central das investigações. A empresa, de propriedade do empresário Rômulo Botelho, irmão do deputado estadual José Eduardo Botelho (MDB), atua sob a gestão da Associação dos Transportadores Urbanos (MTU), entidade que congrega as cinco concessionárias do setor na Região Metropolitana.

A instauração do procedimento fiscalizatório ocorrerá formalmente na próxima terça-feira, dia 27 de maio, durante a Sessão Ordinária no Plenário da Casa de Leis. Nesta data, o requerimento será lido publicamente, ato que precede o sorteio técnico para a definição dos vereadores que assumirão as funções estratégicas de presidente e relator do bloco de inquérito.

O estopim para a mobilização do Poder Legislativo fundamenta-se em um robusto histórico de falhas operacionais graves, caracterizado pela circulação de uma frota visivelmente inferior à meta estipulada no contrato de concessão vigente.

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Somam-se a isso relatórios técnicos que apontam para a obsolescência dos veículos, severas deficiências nos mecanismos de acessibilidade universal e descumprimento crônico dos itinerários estabelecidos.

A decisão de criar a comissão parlamentar foi chancelada por um grupo suprapartidário composto por dez vereadores: Adilsinho, Bruno Rios, Caio Cordeiro, Carlinhos Figueiredo, Charles da Educação, Cleyton Nassarden, Jânio Calistro, Joaquim Antunes, Lucas Chapéu do Sol e Rosy Prado.

A convergência desses parlamentares reflete o desgaste político e social gerado pela insatisfação generalizada da comunidade com a infraestrutura urbana local.

Os parlamentares recorreram à prerrogativa constitucional da CPI devido à insuficiência das medidas administrativas anteriores e à necessidade de detalhar o fluxo financeiro e operacional da concessão. A suspeita de favorecimento e a falta de transparência na fiscalização dos contratos anteriores motivaram os representantes a buscar instrumentos jurídicos de maior poder coercitivo e de auditoria profunda.

O cenário de degradação atinge de forma direta e severa a Cidade Industrial, o maior polo socioeconômico de Várzea Grande, e espalha-se pelas periferias conectadas à capital. Os usuários do sistema enfrentam rotineiramente veículos obsoletos desprovidos de climatização sob temperaturas extremas, infiltrações estruturais durante o período chuvoso e abrigos públicos depredados e desprotegidos contra as intempéries climáticas.

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O agravamento da crise estrutural decorre, segundo analistas e lideranças comunitárias, do distanciamento geográfico e gerencial de parte dos grupos empresariais que controlam o setor, uma vez que diversas dessas organizações possuem matrizes fora do Estado de Mato Grosso.

Essa configuração societária dificulta o alinhamento das metas operacionais com as demandas reais e cotidianas da população várzea-grandense.

Os desdobramentos atuais conectam-se a fiscalizações prévias realizadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) e pelo Ministério Público Estadual (MPE). O órgão ministerial, inclusive, interveio recentemente por meio de uma mesa técnica, estabelecendo um cronograma emergencial de obrigações estruturais para permitir a continuidade temporária e condicionada da prestação dos serviços pela empresa concessionária.

A expectativa da sociedade civil e dos movimentos sociais concentra-se na democratização das decisões regulatórias, com a exigência de audiências públicas frequentes e auditoria cidadã nos custos tarifários. Até que os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) produzam efeitos práticos na gestão municipal, a rotina dos trabalhadores locais permanecerá sob o estigma dos atrasos crônicos, do desconforto térmico e do improviso logístico.

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