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LEGISLATIVO CUIABANO SOB PRESSÃO

Inércia em CPIs mobiliza críticas e desafia prazos regimentais

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A atuação da Câmara Municipal de Cuiabá enfrenta um momento de severo escrutínio público devido à percepção de morosidade na condução das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) instaladas na Casa. Eleitores e observadores políticos manifestam descontentamento, alegando que os parlamentares têm priorizado articulações políticas em detrimento do avanço efetivo das investigações. A cobrança da sociedade civil organizada concentra-se na necessidade urgente de resultados tangíveis, uma vez que a paralisia administrativa de tais órgãos colegiados compromete a fiscalização do Poder Executivo e a transparência na gestão dos recursos públicos municipais.

Atualmente, cinco CPIs encontram-se formalmente ativas no Legislativo cuiabano, porém a maioria opera em ritmo nitidamente lento, carecendo até mesmo de reuniões inaugurais para a definição de cronogramas. Enquanto um desses colegiados foi instituído ainda no final de 2025, os outros quatro iniciaram suas vigências em março de 2026. A discrepância entre a gravidade dos temas abordados e a celeridade dos procedimentos levanta questionamentos sobre a eficácia do controle parlamentar, especialmente diante do acúmulo de denúncias que motivaram as aberturas desses processos investigativos específicos.

O cenário de apuração ocorre integralmente no Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Legislativo da capital mato-grossense, onde os trabalhos deveriam transcorrer conforme as normas regimentais. As investigações abrangem diversas pastas da administração direta e indireta, focando em contratos de concessão e na aplicação de verbas em setores sensíveis, como Educação e Infraestrutura Urbana. O ambiente parlamentar, outrora palco de intensos debates, agora é marcado por gabinetes que aguardam diretrizes dos presidentes de comissão para que os depoimentos e a análise de documentos possam, enfim, ganhar a tração necessária.

As atividades investigativas estão fundamentadas em resoluções aprovadas pelo Plenário entre dezembro de 2025 e o primeiro trimestre de 2026. Este período é crucial para a política local, pois precede ciclos eleitorais e exige que as contas públicas estejam devidamente auditadas.

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A longevidade de algumas suspeitas, que remontam a gestões anteriores, impõe aos atuais vereadores o desafio de separar a agenda institucional do calendário partidário, garantindo que o interesse público prevaleça sobre as conveniências políticas de cada bancada representada na Câmara.

O motivo central da instalação dessas Comissões Parlamentares reside na necessidade de apurar irregularidades administrativas graves, que incluem desde supostas fraudes em processos licitatórios até desvios de finalidade em programas de crédito municipal.

A sociedade demanda esclarecimentos sobre o uso do erário, movida por denúncias de “rombos” financeiros que impactam diretamente a prestação de serviços básicos ao cidadão cuiabano. A investigação busca identificar se houve negligência, dolo ou má gestão deliberada na condução de contratos públicos que envolvem cifras milionárias e parcerias com o setor privado.

A metodologia de trabalho das comissões segue o rito determinado pelo Regimento Interno, que prevê a composição de três membros titulares e três suplentes para cada grupo. O processo envolve a realização de oitivas com testemunhas e investigados, a requisição de documentos oficiais e a análise técnica de contratos. Cada CPI dispõe de um prazo improrrogável de 120 dias para a conclusão total dos trabalhos e a apresentação do relatório final ao Plenário.

Contudo, a ausência de reuniões deliberativas em alguns grupos indica que o tempo regimental corre sem que as etapas essenciais de instrução processual estejam sendo devidamente cumpridas.

Dentre os órgãos em funcionamento, a CPI da CS Mobi e Promulti, sob a presidência do vereador Luis Fernando Oliveira Dias, o Coronel Dias (Cidadania), destaca-se como a única com movimentação recente, tendo realizado oitiva na última semana para investigar o estacionamento rotativo. Com o prazo mais exíguo por ter sido criada em dezembro, a comissão agendou nova sessão para esta quinta-feira, dia 7 de maio.

Paralelamente, o vereador Ilde Taques (Podemos) sinalizou a possibilidade de realizar a primeira reunião da CPI dos TACs e Compra Onerosa também nesta quinta-feira, buscando analisar possíveis irregularidades na Secretaria de Meio Ambiente ocorridas entre 2019 e 2024.

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Outros setores estratégicos também aguardam o início das atividades, como a CPI que investiga a Secretaria de Educação, presidida pelo vereador Eduardo Magalhães (Republicanos), com reunião inicial prevista apenas para a próxima quarta-feira, dia 13 de maio. Este colegiado foca no rombo financeiro herdado da gestão Emanuel Pinheiro. Em contraste, a comissão que deveria auditar o Programa Cuiabanco, liderada pelo vereador Dilemário Alencar (UB), não apresenta sinais de início de trabalhos e carece de posicionamento oficial do parlamentar, evidenciando a estagnação denunciada por setores da opinião pública local.

A desarticulação interna torna-se evidente em episódios como o da vereadora Marilda de Fatima Giraldelli, a Baixinha Giraldelli (Solidariedade), que, embora listada oficialmente como vice-presidente de uma das comissões desde março, declarou desconhecer sua própria nomeação para o cargo. Somando-se a esse quadro de incertezas, a CPI das despesas sem empenho sofreu baixa com a saída da vereadora Eliamara Zeferini de Araújo, mais conhecida como Dra. Mara (Podemos), que alegou sobrecarga com outros projetos. O presidente deste grupo, vereador Demilson Nogueira (PP), ainda não forneceu atualizações concretas sobre o andamento das investigações, alimentando o vácuo de informações sobre o progresso dos autos.

Diante do exposto, a Câmara Municipal de Cuiabá encontra-se em uma encruzilhada institucional onde o rigor técnico deve superar a inércia parlamentar para preservar a credibilidade do Legislativo. O cumprimento estrito dos prazos e a transparência nas oitivas são os únicos mecanismos capazes de converter as suspeitas em fatos comprovados ou arquivamentos fundamentados.

A expectativa é que, com a pressão popular e o avançar do calendário, as Comissões Parlamentares abandonem o estágio de letargia e entreguem os relatórios que a capital mato-grossense exige para garantir a integridade de sua administração pública.

Propaganda

Política

Começa o Horário Eleitoral Gratuito; indecisos podem definir eleição em MT

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A partir desta sexta-feira (28), começa a Propaganda Eleitoral Gratuita no Rádio e na Televisão para o primeiro turno das Eleições 2026. A veiculação segue até 1º de outubro. O Horário Eleitoral Gratuito é o espaço destinado para que Partidos, Federações e Coligações apresentem suas candidaturas e propostas aos eleitores. A legislação não permite propaganda eleitoral paga no Rádio e na Televisão.

A TV aberta teme que o horário eleitoral gratuito de 2026 provoque uma fuga de público para o streaming e cause um dano irreversível à audiência, especialmente no horário nobre. Executivos avaliam que telespectadores podem migrar para plataformas como Netflix e YouTube para escapar da propaganda política e, depois, simplesmente não voltar à programação linear. Globo, Record e SBT já estudam o impacto que a interrupção pode causar em suas principais faixas.

Na programação em redes, o Rádio terá dois blocos diários de segunda a sábado. Os programas serão transmitidos das 6h às 6h25 e das 11h às 11h25. Na Televisão, a propaganda será exibida das 13h16 às 13h25 e das 20h46 às 20h55.

Além dos programas eleitorais em bloco as emissoras reservarão diariamente 70 minutos para a divulgação de propaganda eleitoral por meio de inserções de 30 segundos distribuídos ao longo da programação.

Eitaaa lasqueiraaa, segue o fluxo!

Horário Eleitoral Gratuito

Certamente ainda tem sua importância na exposição dos candidatos e na definição dos votos dos eleitores, sobretudo no interior e na periferia das grandes cidades.

Quando pensamos em “Propaganda Eleitoral de Rádio e TV”, normalmente nos remetemos aos programas dos candidatos nos dois blocos diários do Horário Eleitoral Gratuito, exibidos na hora do almoço e a noite.

Mas há algo ainda mais importante: as inserções de 30 segundos veiculados no meio da programação, durante os intervalos comerciais.

Sejamos francos: na correria do dia a dia, quem realmente se detém para assistir do início ao fim, um bloco de 10 minutos do Horário Eleitoral, com o revezamento de candidatos na tela ou no Rádio? Muitos só escutam, ou veem distraidamente, enquanto executam uma tarefa doméstica, fazem uma refeição, mexem no computador ou celular (em nossa sociedade multi telas).

Entretanto, contudo, todavia, a inserção tem vantagem de ser um punch: como o comercial de um produto, pega o ouvinte ou espectador de surpresa, no intervalo da programação, podendo lhe transmitir uma mensagem curta, direta e impactante.

Nesse contexto, quem saí em vantagem na eleição ao Palácio Paiaguás é o Republicanos, Otaviano Pivetta. Ao longo do primeiro turno, hoje 28, até o dia 1° de outubro, o atual governador aparecerá em 467 inserções de 30 segundos (uma média de 13 a 14 por dia de exibição do horário eleitoral).

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Horário Eleitoral ainda faz diferença para decidir o voto?

O Horário Eleitoral começa em meio a um ambiente digital cada vez mais desgastado. Informações falsas, robôs e sequências de ataques e xingamentos nas redes levantam uma questão que ganha força entre marqueteiros e especialistas em eleição: até onde essas plataformas ainda conseguem influenciar a disputa pelo Palácio Paiaguás?

Para o estrategista político Alex Rabelo, parte do eleitorado está cansado do ambiente polarizado nas redes. Isso abre espaço para o Rádio e a TV, sobretudo para as inserções de poucos segundos que aparecem ao longo da programação e alcançam público que não costuma dar muita atenção ao que é tendência nas plataformas.

Isso não significa que o digital vá perder a importância: o dinheiro continuará chegando. As campanhas ainda terão de disputar espaço nos sites de busca, conquistar audiência para transmissão ao vivo programação conteúdo próprio.

Massss…, se o eleitor estiver realmente saturado do confronto permanente nas redes, concentrar boa parte da estratégia nesse ambiente corre o risco de se tornar um problema, sem tempo de correção de rumo. Afinal vamos as urnas daqui 37 dias.

Nesse cenário, o TIKTOK merece atenção. Em 2026, a plataforma tem chances de assumir um papel parecido com o WhatsApp teve em 2018. Naquela eleição, quem percebeu mais cedo o potencial do aplicativo conseguiu explorar uma ferramenta que ainda era pouco utilizada pelas campanhas.

Agora, conversa com assessores de candidatos que atuam na Terra de Rondon, indicam que o TIKTOK estará entre os principais campos de disputa, já que é cada vez mais visto como fonte de informações por públicos de diferentes idades.

Outro ponto também que está no radar das campanhas é como tratar a corrupção. A tendência é que os candidatos evitem sempre que possível, partir para ataques diretos aos adversários.

Esse papel deve ser exercido por influenciadores e parlamentares aliados, deixando os candidatos ao Palácio Paiaguás menos expostos ao confronto.

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Quer saber o motivo? Tá bom, o Boteco da Alameda, responde…a estratégia ganha importância diante de dois assuntos que ameaçam o discurso de duas principais campanhas ao Palácio Paiaguás: os desdobramentos dos casos da recente Operação da Policia Federal (PF) e das emendas para os municípios da terra de Rondon.

Os dois temas tem potencial para entrar no discurso eleitoral e devem exigir dos marqueteiros uma escolha cuidadosa sobre o momento e o porta voz de cada ataque.

Afinal o que os senhores e senhoras desejam nestes últimos dias de campanha eleitoral é atrair a atenção e o voto do eleitor. Porém, a forma, no entanto, deve ser bem diferente das eleições anteriores.

Se liga: as respostas começarão a chegar a partir da semana que vem.

Eleitores indecisos

É necessário separar indecisos de eleitores que declararam branco, nulo ou nenhuma opção. O primeiro grupo ainda não escolheu ou prefere não revelar. O segundo manifesta rejeição aos nomes disponíveis, embora possa mudar.

Por isso, esses percentuais não constituem um estoque automaticamente transferível a qualquer candidatura.

Até o primeiro domingo de outubro, dia 4, debates, propaganda eleitoral, desempenho econômico, propostas para problemas concretos, apoios, crises, denúncias e erros de campanha podem reorganizar preferências.

Conversas com familiares e amigos também pesam para quem acompanha pouco a disputa.

No ano atual, o eleitor independente dificilmente apaga sozinho vantagens amplas, mas pode retirar votos suficientes para provocar segundo turno, decidir quem avançará e definir a segunda cadeira de Mato Grosso na Casa Alta.

O Boteco vai falar

Há uma parcela do eleitorado que não se considera Pivetta, Wellton ou ligada a qualquer grupo e ainda não sabe em quem votar.

Esses eleitores independente e indecisos não forma necessariamente um bloco com ideias comuns. Reúne pessoas desinteressadas, pouco informado sobre os candidatos, insatisfeitos com as opções ou dispostos a decidir somente depois de debates, propaganda, propostas e acontecimentos da campanha.

Na disputa eleitoral, conhecer candidatos exige esforço adicional e maior consumo de informações.

Quando vê a lista o eleitor identifica figuras conhecidas e escolhe por lembrança ou rejeição.

Mas isso não quer dizer que é um voto consolidado. Os números devem mudar ao longo da campanha.

Segue o fluxo!

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