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CASA DOS HORRORES NOVAMENTE?

Ilustres vereadores de Cuiabá trazem a “Violência Política” para o debate eleitoral

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O esforço de trazer a “Violência Política” para o ano eleitoral é recorrente na política na Terra de Pascoal Moreira Cabral. Políticos que passam vários anos sem tocar no assunto, puxam a discussão as vésperas da eleição.

O que o Boteco da Alameda percebe é que as eleições de 2024 vão terminar em clima pesadíssimo. A baixaria reina absolutamente como estratégia de marketing político.

No caso específico desta eleição, a baixaria, partiu de vereadores da Câmara Municipal de Cuiabá. Porém, a escolha dos alvos, não são por acaso. E olha que essa Casa de Leis, já foi considerada uma Casa dos Horrores.

A violência política pode ocorrer de forma aberta ou velada, para atingir finalidades específicas. É utilizada para deslegitimar, causar danos, obter e manter benefícios e vantagens ou violar direitos com fins políticos. Desse modo, afeta a própria democracia.

O Boteco da Alameda busca em suas matérias trazer mais luz ao debate eleitoral.

Entretanto, contudo, todavia, o que se percebe, o que se vê, os pré-candidatos a Prefeito da Capital de todos os mato-grossenses, e os atuais vereadores da Câmara Municipal de Cuiabá de não apresentarem até este momento nenhuma proposta, nenhum projeto de interesse da sociedade cuiabana, é um festival de ataques pessoais, outro tanto de baixaria e muita leviandade.

A estratégia “falsa, mentirosa”, provoca, no entanto, efeitos negativos para alguns candidatos que precisam manter postura mais defensiva.

Agora, o Boteco da Alameda, pode afirmar: atacar o revide vem. Vamos dar nomes a dois personagens: os vereadores Rogério Varanda (PSDB) e Marcrean Santos (MDB).

Eita o que aconteceu?

Os nossos ilustres representantes do povo cuiabano, usaram do expediente da sessão nesta quarta-feira (7), para chamar a atenção dos holofotes dos cinegrafistas e fotógrafos presentes. Um ameaça de processo e morte, outro ameaça processar, e o povo cuiabano fica aguentando essa baixaria, e pior, os ilustres vereadores envolvidos recebem uma grana boa, gordos salários e Verba Indenizatória (VI), para fazer essas baixarias dentro da chamada Casa de Leis.

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Agora é a hora da Comissão de Ética agir. Vamos reportar alguns trechos dos nossos ilustres representantes na Câmara Municipal de Cuiabá:

“Se tiver que morrer, tô pronto, tiver que matar também tô“, palavras de Rogério Varanda na Tribuna que deveria ser uma Casa de Leis.

O emedebista Marcrean Santos soltou a sua pérola:

“…trate com o prefeito sua choradeira sobre cargos“.

Chega a ser engraçado, se não fosse ridículo dois homens públicos, lavando roupa suja em plenário.

Qual a treta?

Vamos voltar para o ano de 2015, em que Marcrean Santos enfrentou um processo de cassação por quebra de decoro parlamentar.

Na ocasião o vereador Marcrean Santos foi acusado de agredir o presidente do bairro Renascer, José Carlos da Silva. Na época, ele foi absolvido pela Comissão de Ética da Câmara Municipal de Cuiabá.

“Você sabe que fui eu quem pediu a sua cassação por ter batido no presidente do bairro Renascer. Essa é nossa intriga e tem mais eu não fui pedir cargo para o prefeito, quem faz isso é você, que está lotado de cargo lá“, detonou o parlamentar tucano Varanda.

Pois muito bem, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come e, o Boteco da Alameda não corre, vai contar para os internautas que: neste momento de tantas incertezas, precisamos nos unir em torno de uma agenda positiva para Cuiabá, principalmente focar na saúde do povo cuiabano.

Não é hora de revanchismo e nem pensar em “morrer ou matar”. Segue o fluxo, porque o Boteco da Alameda chegou para fechar com a sua nota.

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Nota do Boteco da Alameda

Nas eleições de 2024, teremos mais baixarias do que propostas para a nossa querida e esquecida pelas autoridades Cuiabá. A tendência, é uma disputa mais dura, como no boxe. Os candidatos ficam trocando golpes até que um acerta o outro em cheio. Até pode nocautear, mais na maioria das vezes só deixa meio prejudicado. E aí tem o intervalo para que o adversário respire e recupere as energias.

Ah eu vou falar!

Faltando menos de cinco meses para as eleições, teremos o primeiro turno em 6 de outubro, como diz a Lei Eleitoral, é sempre no primeiro domingo de outubro.

Então o cenário que apresenta é mais ou menos assim: os nossos ilustres representantes na Câmara Municipal de Cuiabá e, os dois principais colocados para a disputa do Palácio Alencastro, apontando o dedo e criticando os problemas e os defeitos do outro.

Haverá pouco espaço para que apresentem propostas de governo, soluções reais para os problemas reais.

Só o farão em seus canais de comunicação próprios, que alcançam exatamente o seu público já fiel (redes sociais).

É uma estratégia complicada, sob a ótica da comunicação. Porque alcançar novos públicos requer diversificação do discurso.

Com relação a baixaria, é algo que precisamos nos acostumar, infelizmente. Parece que nós, mato-grossenses, gostamos disso. Vemos com frequência inúmeros programas policiais, meios de comunicação que priorizam crimes, filmes de tiro, porrada e bomba. Seriado como: La Casa de Papel e Round 6, e os exemplos são inúmeros.

Agora, quantos programas de educação assistimos? Quantos seriados propositivos? É, a única diferença é que os zumbis não vão mudar a vida do cuiabano. O prefeito e a Câmara Municipal de Cuiabá vão.

Segue o fluxo!

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Política

Júlio Campos rebate discurso de Abilio sobre “velha política” e questiona uso da máquina pública em eleição

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O deputado estadual Júlio Campos (União) reagiu às declarações do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), sobre o suposto enfraquecimento da chamada “velha política” em Mato Grosso. O parlamentar contestou a avaliação do gestor municipal, defendeu sua trajetória de cinco décadas na vida pública e levantou questionamentos sobre a utilização da estrutura administrativa da capital durante o processo eleitoral, especialmente em relação à eleição de Samantha do Abilio (PL), esposa do prefeito.

A controvérsia ganhou destaque no cenário político mato-grossense após o encerramento do processo eleitoral e evidenciou divergências entre lideranças de diferentes grupos políticos. Enquanto Abilio Brunini associou o resultado das urnas ao avanço de uma nova forma de fazer política, Júlio Campos rebateu essa interpretação e afirmou que o discurso de renovação precisa ser acompanhado de práticas coerentes com os princípios de transparência, responsabilidade administrativa e respeito aos compromissos partidários.

No debate público, a expressão “Velha Política” costuma designar práticas tradicionais de articulação do poder, frequentemente associadas ao personalismo, ao clientelismo e à distribuição de benefícios em troca de apoio político. Entre os comportamentos criticados estão as negociações pouco transparentes, a troca de favores, a distribuição de cargos e a destinação de recursos públicos condicionada a interesses eleitorais. Essas práticas, contudo, precisam ser analisadas à luz de fatos concretos, documentos e eventuais decisões dos órgãos competentes.

Historicamente, o termo também é empregado para criticar a concentração de influência em grupos familiares e lideranças que permanecem por longos períodos no poder. Nesse contexto, a expressão “Nova Política” ganhou espaço em campanhas eleitorais de candidatos que prometem romper com estruturas tradicionais, ampliar a transparência e reduzir privilégios. A distinção entre os dois conceitos, entretanto, não depende apenas do discurso dos representantes, mas também de suas condutas e da maneira como exercem os mandatos e administram os recursos públicos.

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Ao responder às críticas do prefeito, Júlio Campos destacou sua trajetória política e afirmou que, ao longo de aproximadamente 50 anos de vida pública, seu grupo não teria sido alvo de investigações policiais relacionadas a crimes contra a administração pública.

A declaração foi utilizada pelo deputado para contestar as avaliações sobre os métodos tradicionais de atuação política e defender a reputação construída por sua família ao longo de diferentes períodos da história de Mato Grosso.

“Nunca tivemos, em 50 anos de vida, Polícia Federal na nossa porta, Ministério Público querendo fazer processo por roubo, corrupção, desvio”, afirmou o parlamentar.

A fala reforçou o tom de confronto entre as duas lideranças e levou a discussão para o campo da reputação política, em que declarações públicas precisam ser consideradas dentro de seu contexto e diferenciadas de eventuais conclusões judiciais.

Na sequência, Júlio Campos direcionou suas críticas à atuação de Abilio Brunini durante o período eleitoral. O deputado acusou o prefeito de utilizar a estrutura administrativa municipal para favorecer a eleição de sua esposa, Samantha do Abilio. A afirmação representa uma acusação política do parlamentar e, para que seja tratada como irregularidade comprovada, depende da apresentação de elementos verificáveis e da análise das autoridades competentes.

“Repudio as palavras do prefeito Abilio Brunini, que usou e abusou da máquina pública, da máquina pública para reeleger a sua esposa, traindo os seus companheiros de partido”, declarou Júlio Campos.

Com a manifestação, o deputado questionou a coerência entre o discurso de renovação defendido pelo prefeito e as práticas que, segundo sua avaliação, teriam sido adotadas durante a disputa eleitoral. A acusação, porém, não equivale, por si só, à comprovação de qualquer infração.

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O episódio também reacende a discussão sobre os limites entre a atuação legítima de agentes públicos e o uso indevido de estruturas governamentais em benefício eleitoral. A legislação brasileira estabelece regras para assegurar a igualdade de oportunidades entre candidatos e impedir o emprego da administração pública para favorecer candidaturas. A identificação de eventual abuso exige, entretanto, a análise das circunstâncias, das provas disponíveis e das normas aplicáveis ao caso concreto.

Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o embate poderá alimentar novas manifestações políticas e cobranças relacionadas à transparência e à conduta de gestores públicos. Até que sejam apresentados esclarecimentos ou elementos adicionais, as declarações de Júlio Campos devem ser compreendidas como posicionamentos atribuídos ao parlamentar, sem antecipar conclusões sobre possíveis responsabilidades. A repercussão também coloca em evidência a importância da fiscalização institucional e do acesso da população a informações verificáveis.

Mais do que uma divergência entre duas lideranças, o confronto expõe uma disputa sobre o significado da renovação política em Mato Grosso. De um lado, está o discurso de superação das práticas tradicionais; de outro, a contestação de que essa mudança esteja efetivamente refletida nas condutas dos representantes eleitos.

O desfecho dessa controvérsia dependerá não apenas das respostas públicas dos envolvidos, mas também da consistência dos fatos apresentados e da capacidade das instituições de assegurar transparência, legalidade e respeito ao interesse coletivo.

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