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Política

Grupo de Dança São Gonçalo leva a cultura do siriri para a Festa de São Benedito

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De um lado, o bater de pés descalços no chão e o esvoaçar de longas saias coloridas. Do outro, os passos ritmados a palmas fortes. Em conjunto, os versos que servem de morada para uma manifestação folclórica típica da região pantaneira: o siriri. Essa tradição secular de origem indígena será representada pelo Grupo de Dança São Gonçalo, no dia 30 de junho, na Festa de São Benedito, em Cuiabá.

Há quase oito anos, os artistas trabalham no resgate, proteção, manutenção e difusão do siriri de raiz embalado pela viola de cocho, o mocho e o ganzá. Em seu repertório, composições próprias retratam a vivência na comunidade de São Gonçalo Beira Rio que, por sua vez, reflete há mais de 200 anos o multiculturalismo formado por índios, africanos e europeus. Inclusive, o grupo tem como origem filhos de pescadores, ceramistas e músicos locais.

Será nossa segunda apresentação na Festa de São Benedito. É uma grande honra e alegria participar do evento. Até porque nosso grupo também tem uma origem religiosa, o São Gonçalo de Amarante. Além disso, trazemos como missão não deixar que a nossa cultura seja extinta. Queremos estar sempre transmitindo nossos conhecimentos, tudo o que aprendemos com nossos avós, para as próximas gerações“, comenta a coordenadora do Grupo de Dança São Gonçalo, Vilmara da Silva Vibica.

Para o rei da Festa de São Benedito, Niuan Ribeiro, “os artistas encantam o público por onde passam ao levar a tradição do siriri por meio da história e da vivência dessa cultura popular. Vale a pena conferir a apresentação do Grupo de Dança São Gonçalo na festa“.

FESTA DE SÃO BENEDITO

A fé e devoção ao Santo Padroeiro de Cuiabá, o São Benedito, irá movimentar milhares de mato-grossenses no próximo mês. No dia 28 de junho terão início as celebrações da tradicional Festa de São Benedito da Igreja Nossa Senhora do Rosário e Capela São Benedito.

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A história de São Benedito se confunde com a da nossa querida Capital e caminha para completar 300 anos. Hoje, a festa venceu as barreiras da religião e se tornou um importante acontecimento cultural mato-grossense“, destaca a rainha da Festa de São Benedito, Cecília Fortes.

A programação segue até o dia de julho com diversas atividades, entre elas, missas pela madrugada, procissões, apresentações culturais e feira gastronômica, que dispõe de comidas típicas regionais.

PROGRAMAÇÃO | FESTA DE SÃO BENEDITO

28 de junho – Quinta-feira

dia do Tríduo Lema: Sem violência, somos todos irmãos

Cor litúrgica: Vermelho

4h – Alvorada de fogos
4h30 – Procissão dos festeiros
5h – Missa festiva
6h10 – Encerramento: Hino de São Benedito
6h20 – Chá com bolo
19h – Feira gastronômica comidas típicas
19h30 – Apresentações culturais e shows artísticos | O Samba, a Bossa e as Novas, Banda Ellus, Ney Aroeira e Karapulsa
23h – Encerramento da programação do dia

29 de junho – Sexta-feira

2° dia do Tríduo Lema: Uma sociedade justa supera a violência e promove a paz

Cor litúrgica: Verde

4h – Alvorada de fogos
4h30 – Procissão dos festeiros
5h – Missa festiva
6h10 – Encerramento: Hino de São Benedito
6h20 – Chá com bolo
19h – Feira gastronômica comidas típicas
19h30 – Apresentações culturais e shows artísticos | Grupo Sedusamba, To Pop Som (Lambadão), Junior e Nando
23h – Encerramento da programação do dia

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30 de junho – Sábado

3° dia do Tríduo Lema: Que nossa missão avance como uma “Igreja em saída”

Cor litúrgica: Verde

4h – Alvorada de fogos
4h30 – Procissão dos festeiros
5h – Missa festiva
6h – Pronunciamento da Rainha Cecilia Fortes e oração de São Benedito: Rei Niuan Ribeiro
6h10 – Encerramento: Hino de São Benedito
6h20 – Chá com bolo
19h – Feira gastronômicas – comidas típicas
19h – Apresentações culturais e shows artísticos | Portal dos Anjos, Grupo de Dança São Gonçalo, Orquestra de Violas (show nacional), Ricco e Léo (show nacional), Scort Som
23h – Encerramento da programação do dia

1º de julho – Domingo

Tema: São Benedito, prova de amor a Deus e ao povo cuiabano

Cor litúrgica: Vermelho

4h – Alvorada de fogos
4h30 – Procissão dos festeiros
5h – Missa festiva
6h – Pronunciamento do Rei Niuan Ribeiro e oração de São Benedito: Rainha Cecilia Fortes
6h10 – Encerramento: Hino de São Benedito
6h20 – Chá com bolo
11h – Show com Sedusamba
12h – Feira gastronômica comidas típicas
17h – Procissão de São Benedito, saindo da Igreja e seguindo pela Avenida do CPA até a Polícia Federal, retornando pelo mesmo trajeto
19h – Momento de Louvor ao Santo Negro pelos fiéis, seguido da benção
19h15 – Feira Gastronômica – comidas típicas
19h30 – Apresentações culturais e shows artísticos | Portal dos Anjos, Lambadeiros de Elite, Henrique, Claudinho e Pescuma, Erre Som
23h – Encerramento da programação

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Política

“Quando o ódio às mulheres deixa a internet, entra nas universidades”

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O que aconteceu dentro da Faculdade de Direito da UFMT não é apenas mais um episódio de misoginia universitária. É um retrato brutal de como a violência contra a mulher continua sendo banalizada até mesmo em ambientes que deveriam formar consciência, ética e civilidade“.

Disse à imprensa e em suas redes nesta quinta-feira (07),a diretora-executiva do União Mulher em Mato Grosso e presidente do União Brasil em Cuiabá, Gisela Simona, ao reagir com profunda indignação à divulgação de uma lista produzida por estudantes que classificava calouras do curso de Direito da UFMT como “estupráveis”.

Para Gisela, quando o ódio às mulheres chega às universidades, então a sociedade tem a obrigação de reagir antes que a violência simbólica se transforme em violência física e, pior, seja naturalizada.

Causa profunda indignação este episódio envolvendo alunos do curso de Direito da UFMT que produziram uma lista classificando colegas calouras como estupráveis. Não existe qualquer espaço para banalizar um ato como esse. Isto não é brincadeira, não é humor universitário, nem sequer pode ser observado como exagero de interpretação. Esta lista é literalmente um ato de violência, porque pressupõe a aceitação do estupro. É a reprodução de uma cultura cruel que humilha mulheres, incentiva a misoginia e normaliza o medo dentro de um ambiente que deveria ser de acolhimento, respeito e formação cidadã, afirmou.

A manifestação da dirigente ocorre em meio à forte repercussão do caso, que provocou revolta entre estudantes e levou centenas de universitários a protestarem no Campus da UFMT, em Cuiabá, com cartazes e manifestações públicas de repúdio. O conteúdo veio à tona após denúncia do Centro Acadêmico de Direito (CADI/UFMT), que divulgou nota cobrando providências institucionais e acompanhamento rigoroso das investigações.

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Após a repercussão, a Faculdade de Direito instaurou procedimento administrativo para apurar as condutas atribuídas aos envolvidos. A reitoria da UFMT também determinou o afastamento dos estudantes investigados.

Para Gisela Simona, contudo, a gravidade do episódio ultrapassa os limites de uma infração disciplinar universitária, pois expõe um nível alarmante de naturalização da violência sexual contra mulheres jovens.

O estupro é um dos crimes mais brutais que existem e deixa marcas permanentes em suas vítimas. Transformar isso em piada revela um nível assustador de desrespeito à dignidade humana e à segurança das mulheres. Nenhuma estudante entra numa universidade para ser exposta, constrangida ou tratada como objeto, ainda declarou.

E ao cobrar rigor nas apurações e punição exemplar aos responsáveis, Gisela também fez um movimento que ampliou a dimensão humana do debate ao relacionar o caso da UFMT a uma tragédia que ocorreu esta semana na capital mato-grossense: a morte da cantora de rock, Vanessa Capelette.

A conexão entre as duas histórias não foi construída apenas pela coincidência temporal. Mas pelo elo invisível e devastador que une mulheres marcadas pela violência sexual e pelo abandono emocional que frequentemente vem depois dela.

Ao comentar o caso, Gisela citou a repercussão do relato feito nas redes sociais pela cantora e compositora cuiabana Meire Pinheiro, que lamentou publicamente a morte de Vanessa. Em publicação emocionante, Meire relembrou a participação de Vanessa no projeto audiovisual “Viver Cultura”, realizado por meio da Lei Paulo Gustavo, ocasião em que a artista revelou ter sido vítima de estupro cometido por um padre, posteriormente preso sob acusações de abusos contra centenas de crianças.

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Segundo relatos de pessoas próximas, Vanessa jamais conseguiu se libertar completamente das marcas emocionais deixadas pela violência sofrida na infância. As cicatrizes atravessaram décadas, afetaram sua saúde mental e, silenciosamente, corroeram sua relação com a própria vida.

Para Gisela, faz-se necessário ampliar o debate sobre as graves sequelas que o estupro deixa na vida de uma pessoa. Sobretudo, quando se observa o crescimento dos movimentos extremistas conhecidos como Red Pill que têm dado sinais claros de infiltração também dentro de ambientes universitários de Mato Grosso.

Estamos falando de um trauma psicológico que destrói sonhos, destrói a saúde mental e, muitas vezes, destrói inteiramente o projeto de vida de uma pessoa. O estupro não termina no ato. Ele continua vivendo dentro da vítima por anos, às vezes pela vida inteira. Por isso precisamos deslocar o debate do terreno superficial das redes sociais para uma discussão muito mais profunda e mostrar uma sociedade que ainda insiste em minimizar violências que podem acompanhar mulheres até o fim da vida, inclusive, fazê-las desistir dela.

Para a parlamentar, episódios como o da UFMT demonstram que Mato Grosso precisa enfrentar de forma mais séria o avanço de discursos misóginos que se espalham pelas redes sociais e passam a influenciar comportamentos concretos no cotidiano.

Quando o ódio às mulheres deixa a internet, entra nas universidades, e se alastra no tecido social, temos obrigação de reagir”.

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