SEM RANCOR
Gisela Simona declara apoio a Abílio Junior no 2° turno
A suplente de deputada federal e servidora de carreira do Estado, Gisela Simona Viana de Souza (Pros), foi a candidata à Prefeitura de Cuiabá nas eleições de 15 de novembro deste ano. Gisela estava em um impasse para decidir se seria candidata ao Senado da Republica, como foi oficializado no primeiro semestre deste ano, mas por conta da Pandemia, os planos mudaram.
Gisela tomou essa decisão após longas reuniões com a cúpula Nacional do Pros e seu grupo político estadual. Pesquisas internas e estudos técnicos teriam dados resultados favoráveis para a disputa municipal.
Gisela Simona, candidata à Prefeitura de Cuiabá pelo Pros, chegou de ser ofendida pelo candidato do Patriota, o vereador Abílio Junior em um debate na TV Vila Real. E chegou de avaliar em acionar a Justiça Eleitoral contra o adversário que disse que Simona era uma ótima candidata, “mesmo sendo mulher”.
Em resposta Simona chegou a dizer:
“O machismo acontece frequentemente em muitos espaços, nos lares, nos locais de trabalho. Mas num debate eleitoral, em público, confesso que me surpreendi com a discriminação. Avalio acionar a Justiça Eleitoral“.
“Muito obrigado, Gisela. Você, inclusive, é uma ótima participante da disputa eleitoral, mesmo sendo mulher“, respondeu Júnior, emendando que “não devemos ter secretaria pintada de rosa e chamá-la de Secretaria da Mulher“.
Segundo Abílio Júnior, tentou corrigir dizendo que cometeu uma “falha de expressão“.
“Não tive intenção alguma de desmerecer a candidata. Ela está usando uma falha de expressão minha como estratégia eleitoral. Depois disso eu a convidei para um debate sobre políticas para as mulheres, para que essas propostas sejam adotadas independentemente de quem for eleito“.
Na terceira posição nesta eleição de 2020, a advogada Gisela Simona Viana da Coligação “Mãos limpas e unidas por Cuiabá” do PROS, que chegou em 3º lugar com 52.191 votos, 19,42%, ultrapassando até mesmo o experiente político o ex-prefeito de Cuiabá, Roberto França Auad da Coligação “Todos por Cuiabá”, estava sendo namora pelos partidos do MDB e Podemos para este segundo turno das eleições.
Mudou discurso
E nesta quinta-feira (19), a advogada Gisela Simona oficializou apoio à candidatura de Abílio Júnior (Podemos) e Felipe Wellaton (Cidadania) à Prefeitura de Cuiabá.

Gisela adere à campanha após o compromisso de que a gestão de Abílio e Wellaton vai priorizar políticas públicas para as mulheres, a valorização dos servidores públicos e o fortalecimento e promoção do setor cultural.
O anúncio foi feito esta manhã, no Hotel Serras, na Capital.
“Gisela veio pra somar. Ela entrou na nossa campanha justamente para melhorar nossas propostas e fazer Cuiabá avançar nos projetos culturais e para as mulheres“, disse Abílio.
A ex-candidata a prefeita e terceira colocada nas eleições do último domingo, já havia declarado que não se omitiria no 2º turno e definiu pelo apoio à Abílio e Wellaton.
“Trarei toda a nossa militância para dentro desse projeto que é praticamente apartidário, já que somos: todos por Cuiabá. Temos plenas condições de elaborar e executar um Plano de Governo juntos e que seja de inclusão, respeito às mulheres, valorização da cultura e dos servidores públicos“, declarou Gisela.
O compromisso inclui a manutenção da Secretaria Municipal da Mulher, bem como, do Conselho de Cultura.
“Concordamos, eu e Abílio, que da forma como estão os dois órgãos eles não atendem ao objetivo pelo qual foram criados. O que queremos é exatamente isso, espaço para trabalhar efetivamente pela cultura e pelas mulheres em Cuiabá“, expôs Gisela Simona.
Outra bandeira de luta defendida por Simona diz respeito aos servidores públicos concursados e o reconhecimento à categoria.
“Penso que, independentemente de ideologia partidária, o maior patrimônio do serviço público são os seus servidores que precisam e merecem ser tratados com respeito e dignidade. Nenhuma administração conseguirá ser eficiente sem o conhecimento e auxilio dos servidores públicos concursados“, concluiu.
Wellaton destaca que o apoio da Gisela evidencia o poder de articulação que ele e Abílio colocarão em campo em prol de Cuiabá.
“Isso só reforça que estamos dispostos a conversar, ceder, agregar e unir esforços pelo bem da nossa cidade“.
Política
“Quando o ódio às mulheres deixa a internet, entra nas universidades”
“O que aconteceu dentro da Faculdade de Direito da UFMT não é apenas mais um episódio de misoginia universitária. É um retrato brutal de como a violência contra a mulher continua sendo banalizada até mesmo em ambientes que deveriam formar consciência, ética e civilidade“.
Disse à imprensa e em suas redes nesta quinta-feira (07),a diretora-executiva do União Mulher em Mato Grosso e presidente do União Brasil em Cuiabá, Gisela Simona, ao reagir com profunda indignação à divulgação de uma lista produzida por estudantes que classificava calouras do curso de Direito da UFMT como “estupráveis”.
Para Gisela, quando o ódio às mulheres chega às universidades, então a sociedade tem a obrigação de reagir antes que a violência simbólica se transforme em violência física e, pior, seja naturalizada.
“Causa profunda indignação este episódio envolvendo alunos do curso de Direito da UFMT que produziram uma lista classificando colegas calouras como estupráveis. Não existe qualquer espaço para banalizar um ato como esse. Isto não é brincadeira, não é humor universitário, nem sequer pode ser observado como exagero de interpretação. Esta lista é literalmente um ato de violência, porque pressupõe a aceitação do estupro. É a reprodução de uma cultura cruel que humilha mulheres, incentiva a misoginia e normaliza o medo dentro de um ambiente que deveria ser de acolhimento, respeito e formação cidadã”, afirmou.
A manifestação da dirigente ocorre em meio à forte repercussão do caso, que provocou revolta entre estudantes e levou centenas de universitários a protestarem no Campus da UFMT, em Cuiabá, com cartazes e manifestações públicas de repúdio. O conteúdo veio à tona após denúncia do Centro Acadêmico de Direito (CADI/UFMT), que divulgou nota cobrando providências institucionais e acompanhamento rigoroso das investigações.
Após a repercussão, a Faculdade de Direito instaurou procedimento administrativo para apurar as condutas atribuídas aos envolvidos. A reitoria da UFMT também determinou o afastamento dos estudantes investigados.
Para Gisela Simona, contudo, a gravidade do episódio ultrapassa os limites de uma infração disciplinar universitária, pois expõe um nível alarmante de naturalização da violência sexual contra mulheres jovens.
“O estupro é um dos crimes mais brutais que existem e deixa marcas permanentes em suas vítimas. Transformar isso em piada revela um nível assustador de desrespeito à dignidade humana e à segurança das mulheres. Nenhuma estudante entra numa universidade para ser exposta, constrangida ou tratada como objeto”, ainda declarou.
E ao cobrar rigor nas apurações e punição exemplar aos responsáveis, Gisela também fez um movimento que ampliou a dimensão humana do debate ao relacionar o caso da UFMT a uma tragédia que ocorreu esta semana na capital mato-grossense: a morte da cantora de rock, Vanessa Capelette.
A conexão entre as duas histórias não foi construída apenas pela coincidência temporal. Mas pelo elo invisível e devastador que une mulheres marcadas pela violência sexual e pelo abandono emocional que frequentemente vem depois dela.
Ao comentar o caso, Gisela citou a repercussão do relato feito nas redes sociais pela cantora e compositora cuiabana Meire Pinheiro, que lamentou publicamente a morte de Vanessa. Em publicação emocionante, Meire relembrou a participação de Vanessa no projeto audiovisual “Viver Cultura”, realizado por meio da Lei Paulo Gustavo, ocasião em que a artista revelou ter sido vítima de estupro cometido por um padre, posteriormente preso sob acusações de abusos contra centenas de crianças.
Segundo relatos de pessoas próximas, Vanessa jamais conseguiu se libertar completamente das marcas emocionais deixadas pela violência sofrida na infância. As cicatrizes atravessaram décadas, afetaram sua saúde mental e, silenciosamente, corroeram sua relação com a própria vida.
Para Gisela, faz-se necessário ampliar o debate sobre as graves sequelas que o estupro deixa na vida de uma pessoa. Sobretudo, quando se observa o crescimento dos movimentos extremistas conhecidos como Red Pill que têm dado sinais claros de infiltração também dentro de ambientes universitários de Mato Grosso.
“Estamos falando de um trauma psicológico que destrói sonhos, destrói a saúde mental e, muitas vezes, destrói inteiramente o projeto de vida de uma pessoa. O estupro não termina no ato. Ele continua vivendo dentro da vítima por anos, às vezes pela vida inteira. Por isso precisamos deslocar o debate do terreno superficial das redes sociais para uma discussão muito mais profunda e mostrar uma sociedade que ainda insiste em minimizar violências que podem acompanhar mulheres até o fim da vida, inclusive, fazê-las desistir dela“.
Para a parlamentar, episódios como o da UFMT demonstram que Mato Grosso precisa enfrentar de forma mais séria o avanço de discursos misóginos que se espalham pelas redes sociais e passam a influenciar comportamentos concretos no cotidiano.
“Quando o ódio às mulheres deixa a internet, entra nas universidades, e se alastra no tecido social, temos obrigação de reagir”.
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