MARTELO BATIDO
Geller recebe apoio do União Brasil e PSDB
Carlos Avalone Junior, deputado estadual do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), um dos nomes de peso dentro da legenda, manifestou a sua preferência ao Senado neste pleito de 2022.
O tucano mato-grossense não pôde comparecer ao lançamento do movimento “Avança Mato Grosso“, em Alta Floresta, na noite de sexta-feira (06), mas fez questão de gravar um vídeo público para declarar o seu apoio à pré-candidatura do deputado federal e pré-candidato pela legenda do PP ao Senado da Republica, Neri Geller.
“Deputado Neri, não pude estar aí com você em Alta Floresta, mas fica aqui o meu abraço, estamos aqui correndo e torcendo pela sua caminhada“, declarou Avalone.
Um dos mais entusiasmados durante o evento foi o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (UB). Ele afirmou que será leal ao deputado federal Neri Geller porque apoia quem luta pelo desenvolvimento de Mato Grosso com garra, como fez Neri Geller para aprovar o licenciamento ambiental, que estava parado na Câmara há 17 anos.
“Eu defendo quem trabalha pelo desenvolvimento de Mato Grosso, que luta para resolver os problemas e defende o assentado, o pequeno, os prefeitos e vereadores como você faz você Neri“, destacou.
Dilmar frisou ainda também que não veste duas camisas na política.
“Sou seu soldado, sou leal e visto a sua camisa. E não visto duas camisas na política. Por isso, pode contar comigo, eu acredito na sua liderança, na sua capacidade“, ressaltou.
O movimento “Avança Mato Grosso“ reuniu em Alta Floresta cerca de 800 pessoas entre prefeitos, vereadores, lideranças do PP, PSD, MDB e PSB.
Também participaram do evento, o Senador e presidente do PSD, Carlos Fávaro, os deputados federais Juarez Costa (MDB) e Valtenir Pereira (MDB), os deputados estaduais, Paulo Araújo (PP), João Batista (PP), Nininho (PSD), Dr. Gimenez (PSD), Silvano Amaral (MDB), Dr. João (MDB), delegado Sérgio Ribeiro (PP), Romoaldo Júnior (MDB).
Também o Prefeito de Alta Floresta, Chico Gamba (PSD), bem como de Itaúba, Colíder, Terra Nova, Nova Monte Verde, Santa Helena, Nova Canãa do Norte, Nova Guarita, Paranaíta, Cláudia, Nova Bandeirante, Matupá, Peixoto do Azevedo e, de outros municípios da região, vereadores e lideranças comunitárias.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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