NOVA FUSÃO ENTRE PP/UB
“Fusão que deu origem ao União Brasil ocorreu de forma trágica, para atender interesses políticos”
Arthur Lira, do Partido Progressista do Estado de Alagoas (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, afirmou nesta semana, que o seu partido, o Partido Progressista (PP), trabalha para realizar uma fusão com o União Brasil, sigla criada em fevereiro a partir da junção de PSL e DEM.
Lira jantou com Antônio de Rueda, vice-presidente do União Brasil, para selar o acordo. Após a validação da fusão pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o União voltaria a ser a maior bancada da Câmara dos Deputados.
Caso a fusão se concretize, a nova legenda deverá reunir a maior bancada de deputados federais tanto nesta como na próxima legislatura, que se inicia em fevereiro. Atualmente, o Partido Progressista (PP), tem 47 deputados, enquanto o União Brasil (UB) chega a 99.

Isso aumentaria também as chances de Lira continuar no comando da Câmara mesmo em caso de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e é dada como certa também caso Jair Bolsonaro se reeleja.
A nova fusão também irá interferir no Fundo Eleitoral para 2026, quando o partido provavelmente será dono do maior quinhão. Maior bancada eleita em 2018 (quando ainda eram DEM e PSL), o União Brasil recebeu mais de R$ 750 milhões em fundão para este ano.
“Estamos trabalhando a fusão”.
Resultado parcial do número de deputados por bancada para a próxima legislatura:
PL – 99
PT – 68
União Brasil – 59
PP – 47
MDB – 42
PSD – 42
Republicanos – 41
PDT – 17
PSB – 17
PSDB – 13
PSOL – 12
Podemos – 12
Avante – 7
PSC – 6
PCdoB – 6
PV – 6
Cidadania – 4
Patriota – 4
SD – 4
Novo – 3
Pros – 3
Rede – 2
PTB – 1

Na hipótese de vitória de Lula, o alagoano terá mais dificuldades e precisará reunir em torno de si um arco de apoio que resista à ofensiva de outros nomes na esquerda, ou, mais provavelmente, de siglas de centro e de direita que hoje atuam de forma mais independente ou que planejam aderir ao possível novo governo.
PP e União Brasil têm a mesma origem histórica, a Arena, o partido de sustentação da ditadura militar (1964-1985). Atualmente os dois partidos reúnem 146 das 513 cadeiras da Câmara, o PP é a quarta maior bancada, com 47 deputados. O União Brasil é a terceira bancada com 59.
Uma fusão PP-União dificilmente seria superada por um único partido isolado. A maior bancada hoje na Câmara é a do PL de Jair Bolsonaro, que tem 99 cadeiras.
Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil, também filiado ao Partido Progressista (PP), em entrevista à Folha de S.Paulo disse que a fusão está descartada e o que deverá ocorrer é, na verdade, uma federação entre os dois partidos.
“Nós estamos discutindo mais uma federação, não fusão. Até porque existe uma proibição de fusão do União Brasil por cinco anos”.
Decisões partidárias não sejam impostas “goela abaixo”
No Estado de Mato Grosso, por exemplo, essa articulações para a fusão do União Brasil e o Progressistas (PP) já incomoda lideranças políticas de Mato Grosso, como é o caso do Senador pelo União Brasil (UB), Jayme Veríssimo de Campos, que comentou sobre as negociações e disse esperar que as decisões partidárias não sejam impostas “goela abaixo”.
“Tem que ter uma discussão bem ampla né. Eu imagino que não vão fazer goela abaixo e tem aquela velha história: os incomodados que se mudem. Se essa fusão eventualmente não for feita de uma maneira que possa contemplar todos os deputados e senadores, alguém vai ter que sair. Eu particularmente quero ver qual vai ser a formatação”.
A ideia é de que a nova sigla tenha cerca de 120 deputados, ou seja, provavelmente a maior bancada da Casa. Hoje, a liderança do ranking está com o PL, que tem 99 deputados. Com isso, quanto maior é o tamanho de um partido, maior é sua força política e financeira.
Diante das movimentações, Jayme Campos afirmou que a fusão que deu origem ao União Brasil ocorreu de forma trágica, para atender interesses políticos. O parlamentar ainda pontuou que na prática, não houve tanto impacto na ampliação da bancada da legenda no Congresso Nacional.
“Essa fusão que houve lá atrás foi uma tragédia, muito ruim. Não houve um diálogo, um entendimento e deveria ter uma discussão bem mais ampla. O que se percebe foi que essa fusão foi em detrimento de interesses de alguns companheiros nosso do DEM”, finalizou. – (Com Gazeta Digital)
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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