O RECADO FOI DADO
Final de semana chegou qual é a boa na política?
Um dos momentos cruciais do processo eleitoral se aproxima, o período das convenções partidárias, com início no dia 20 deste mês. Salvo em caso extraordinário, os partidos jamais realizam convenções na primeira semana do calendário convencional, deixando tudo para a última semana, quando as articulações se intensificam muito. É certo que as datas vão se concentrar entre os dias 29 de julho, uma sexta-feira e o dia cinco de agosto, sexta feira.
A maioria dos partidos nos próximos dias continuaram apenas realizando reuniões para preparação das atas e aguardando o que mais interessa, os eventos convencionais maiores promovidos pelos principais candidatos na chapa majoritária.
A convenção mais aguardada é a do União Brasil (UB), partido onde está a maioria dos caciques políticos mato-grossenses, como a do governador Mauro Mendes, o Senador Jayme Campos, o seu irmão Júlio Campos, o presidente da Casa de Leis, José Eduardo Botelho, quando será definido a chapa em busca da reeleição, com a formalização do vice-governador e a escolha do candidato (a) ao Senado da República e mais dois suplentes.

Até o dia 29 de julho viveremos com plantações, manifestações políticas, críticas e muito, mais muito mi-mi-mis, que devem ficar cada vez mais presentes nesta Eleição de 2022 em Mato Grosso.
E para registrar as últimas manifestações, vamos de uma nota de repúdio contra a aliança do deputado federal do Partido Progressista (PP), Neri Geller e do Senador do Partido Social Democrático (PSD), Carlos Henrique Baqueta Favaro, com a “Federação Partidária Brasil Esperança”.
Na nota o Sindicato Rural de Sinop apontou um comportamento “oportunista”. Lógico que o deputado federal Neri Geller rebateu e aproveitou deu uma cutucada.
“Eu tenho muita tranquilidade de falar que o debate ideológico, esse mesmo debate que pega dinheiro dos Associados da Aprosoja, por exemplo, para ir fazer protesto em Brasília para invadir o Supremo Tribunal Federal (STF)”.
Agora vamos com o menino da Rua Joaquim Murtinho, o emedebista e prefeito da capital de todos os mato-grossenses, Emanuel Pinheiro que declarou no Parque da Família durante o lançamento do IPTU Ecológico, que, Bezerra, ou melhor, Carlos Gomes Bezerra, líder maior do MDB em Mato Grosso a mais de 40 anos, não é dono do partido.
Segundo o menino da Rua Joaquim Murtinho, Nenel Pinheiro a sigla tem que lançar Percival Muniz para disputar o comando do Palácio Paiaguas.
“…O Bezerra é o líder do partido, não é dono do partido… mas vamos decidir a candidatura ao Governo do Estado em convenção“, disse Nenel.
Percebe-se uma faísca nos emedebistas. Isso significa que…incêndio a vista a qualquer momento dentro da sigla partidária.
Recentemente a nossa querida “Mulher Maravilha”, a única parlamentar do MDB dentro da Casa de Leis, Janayna Greyce Riva, disse que essa vontade (candidatura ao Governo) só existe na cabeça do Nenel, do Nenelzinho e dos nenelzitos.
A “Mulher Maravilha“, deputada estadual Janaína Riva, que também é vice-presidente do MDB no Estado de Mato Grosso, disse que todos dentro da sigla, “TODOS”, menos “UM”, claro, estão “UNIDOS”, em dar apoio na reeleição do governador Mauro Mendes.
Conforme explicação da parlamentar emedebista, não tem e não terá “Ala Crescente” dentro do MDB em apresentar uma candidatura própria neste momento, como é o caso do nome do ex-prefeito da cidade de Rondonópolis, Percival Muniz.
“Essa é a mesma ala que sempre discordou das decisões dentro do MDB, que é a do Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, e do seu filho Emanuelzinho, que entrou no partido a pouco tempo, migrou pela “Janela Partidária” eleitoral. E por isso não vejo uma ala que está crescendo dentro do MDB, fora isso eu desconheço qualquer político com mandato que defenda que o MDB deixe a base do governador Mauro Mendes”.
Venhamos e convenhamos: a última semana foi repleta de recados, as falas tinham um alvo.
Convenções
O período das convenções partidárias se aproxima, e a resposta de quem irá integrar a chapa majoritária do governador Mauro Mendes, segue gerando especulações. Em meio, a rixa, intrigas, plantações para a indicação, quem irá ocupar o segundo melhor espaço na chapa de reeleição de Mauro Mendes?
As bocas malditas do Boteco da Alameda têm percebido ultimamente que a pré-candidata do PSB, Dr. Natasha Slhessarenko tem aumentado a sua presença ao lado do governador Mauro Mendes em agendas oficiais do Estado.
Aliado a isso, como se sabe, o líder do PSB em Mato Grosso, o deputado estadual Max Russi é bem-querido por Mauro Mendes, e da primeira dama Virgínia Mendes.
Diante da candidatura de Natasha Slhessarenko e da relação amistável entre Max e Mauro, as bocas malditas do Boteco da Alameda dizem que poderemos ter surpresa a qualquer momento.
Segundo alguns analistas políticos, essa movimentação no “Tabuleiro Político” de Mato Grosso, teria um motivo bastante justificável. Caso Dr. Natasha fosse escolhido para ser candidata ao Senado, Mauro Mendes colocaria um ponto final na disputa na disputa de Wellton Fagundes, Senador pelo Partido Liberal (PL), e candidatíssimo a reeleição, e o deputado federal do Partido Progressista (PP), o incansável e insistente Neri Geller.
Fatos é que essas dúvidas, tem um prazo máximo para serem sanados: 5 de agosto último dia para a realização das Convenções Partidárias, que definirão quem serão os “escolhidos” do “Homem de Ferro”, o governador Mauro Mendes.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
-
Artigos6 dias atrásAo produtor rural, com respeito
-
Artigos5 dias atrásUm apelo ao STF
-
Política5 dias atrásCenário de “oposição” ganha força com disputa pela Mesa Diretora em Cuiabá
-
Artigos5 dias atrásNova droga aprovada pela Anvisa controla fogachos e outros sintomas associados à menopausa
-
Artigos6 dias atrásO novo índice que pode transformar o planejamento dos municípios de Mato Grosso
-
Política6 dias atrásPalácio Paiaguás: disputa acirrada marca cenário eleitoral
-
Destaques5 dias atrás“Tem deputado que xinga o Agro mas o dinheiro do Agronegócio banca sua família e suas amantes”
-
Artigos3 dias atrásO Papa Leão XIV e os dilemas da tecnologia




“