BEM NO CENTRO
“Eu sou uma deputada do centro, do MDB, partido que se dá bem com esquerda e com direita”
“Desliguem o pensamento partidário e sejam mente aberta”.
“Sem ideologia. Eficiência e técnica são nossos lemas”.
“Eu não discuto partidos, só discuto ideias, voto em pessoas”.
“Não sou político, sou um administrador, sou empresário, sou gestor”.
“Nem de direita, nem de esquerda, Brasil acima de tudo”.
Você já ouviu as frases acima? Leu em alguma rede social? Ou, ainda, ouviu em um bate papo com aquele amigo mais progressista? Nas últimas eleições, muitas das ideais transmitidas nessas frases circularam entre a população e foram constantemente afirmadas nos discursos de políticos hoje eleitos.
No Brasil, é impossível que uma pessoa seja candidata sem estar filiada a um partido. A obrigatoriedade da filiação partidária como critério para elegibilidade está na Constituição Federal, no artigo 14. É impossível também afirmar que um partido não seja político. Os candidatos que dizem em seus discursos não serem políticos convencendo parte da população de que isso é bom, estão, no fundo, fazendo política. E não é a “nova política”, como gostam de afirmar.
A deputada estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Janaína Greyce Riva, carinhosamente chamada pelo Blog do Valdemir, de “Mulher Maravilha“, disse ser contra extremismos políticos e que caminha no “Centro” sem necessariamente defender somente pautas esquerdistas ou de direita.
A parlamentar estadual rebateu críticas sobre sua postura política em relação a projetos que defende, como por exemplo, o fim do “Passaporte de Vacina”.
“Não existe isso de neobolsonarismo. Ele [deputado Lúdio Cabral] é radicalmente de esquerda e eu sou uma deputada do “Centro”, do MDB, partido que se dá bem com esquerda e com direita e eu não tenho esse preconceito. Tenho pauta de esquerda e tenho pauta de direita, eu defendi o Conselho LGBT que os bolsonaristas são contrários e eu defendo a não obrigatoriedade do passaporte sanitário que os lulistas são contra. Não me pauto por pautas de Bolsonaro ou de Lula”.
A emedebista afirmou que seus eleitores são pessoas com perfil de “Centro”, mas que também tem eleitores da direita e da esquerda. A deputada mais uma vez reafirmou não ser negacionista em relação a pandemia e vacinação, pois já se vacinou, mas defende o direito de quem não quer.
“Eu entendo que as mães têm o direito sobre os seus filhos e entendo que as famílias também tenham o direito de não se vacinar. Não acho que deva ser regra geral. A vacina salva vidas, mas não é só ela que vai te deixar imune à doença”.
Da redação
Toda pessoa que já discutiu sobre política sabe que é quase impossível convencer alguém de que está enganado, principalmente em questões ideológicas. Mas essa possibilidade existe, embora seja pequena.
Já quando se trata de extremistas, essa possibilidade é quase nula. Dada a crescente relevância dos movimentos políticos radicais, surgiram nos últimos anos novos estudos destacando o excesso de confiança que os mais radicais têm em sua própria opinião.
Agora, alguns cientistas resolveram verificar se há algo mais dentro das cabeças mais fanáticas que as impede de sair de seus dogmas, independentemente da ideologia, da pressão social e do ego. – (Com TV Única)
Política
Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso
Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.
Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.
As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.
O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.
A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.
A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.
As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.
O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.
As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.
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