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NÃO VAI ENTRAR EM BOLA DIVIDIDA

“Eu moro aqui, o governador mora aqui. Nós temos que trabalhar para uma Cuiabá melhor”

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Na manhã deste sábado (27), durante convenção, na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), foi oficializado pelo MDB, o nome do empresário Domingos Kennedy Garcia Sales como candidato à Prefeitura de Cuiabá nesta eleição de 6 de outubro. O MDB até o momento segue sem um vice na chapa completa que só será anunciada ao fim do prazo, em 5 de agosto. Há nomes estudados e até a tentativa de demover o candidato Victório Galli da ideia de ser candidato a Prefeito de Cuiabá para engajar como vice.

Durante a oficialização de sua candidatura, o emedebista disse que será uma verdadeira batalha eleitoral, e que conduzirá uma sua campanha baseada em propostas concretas. Kennedy falou a importância de defender os pontos positivos da gestão do atual Prefeito de Cuiabá, o companheiro de partido, Emanuel Pinheiro.

Todos diziam que a minha candidatura era “Fake News”, nunca foi, sempre foi verdadeira, e estamos mostrando agora neste momento. E a minha campanha será de propostas propositivas, tranquilas, serenas, verdadeiras e transparentes”.

Sobre a administração do Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, Kennedy destacou que irá defender as boas iniciativas da atual gestão e que pretende trabalhar com uma equipe técnica para aprimorar o que for necessário.

Todas as coisas boas eu vou defender. As coisas pontuais vamos trabalhar com o técnico, eu sou técnico e vamos melhorar.

Kennedy reconheceu os desafios na área da Saúde, mencionando que os problemas são recorrentes em todo o país.

Os problemas pontuais que vão ter, com certeza eu vou colocar minha equipe técnica, vou ver quais foram os gargalos e vou resolver… agora, a Saúde é um problema no Brasil inteiro, não é só aqui. Se você atende Cuiabá e o Estado inteiro, nós temos que ver de quem é essa conta”.

O candidato do MDB, Domingos Kennedy expressou a intenção de manter um bom relacionamento com o governador Mauro Mendes (UB).

Eu moro aqui, o governador mora aqui. Nós temos que trabalhar para uma Cuiabá melhor. Vou procurá-lo, vamos alinhar porque nós precisamos do governo do Estado junto nessa caminhada. Cuiabá contribui muito com o governo e o governo pode contribuir mais com Cuiabá”.

Embate político

O emedebista disse que não vai entrar em briga política de alguns candidatos, e que não tem tempo para isso, também disse que quer fazer uma eleição de propostas, com seriedade, e não vai ficar entrando em rusgas com os demais candidatos a Prefeito de Cuiabá, José Eduardo Botelho (UB), Lúdio Cabral (PT) e Abilio Brunini (PL), mesmo eles sendo alvos de crítica do correligionário Emanuel Pinheiro por serem deputados e estarem abandonando o mandato para concorrer à Prefeitura da Capital.

Eu vou fazer campanha propositiva. Eu tenho minhas propostas e vou apresentar para o povo. Não vou ter tempo pra ficar criticando um e outro não. Isso não é meu perfil”.

O empresário acrescentou ainda em seu discurso já como candidato do MDB, que não deixará de defender os feitos positivos de Emanuel Pinheiro a frente da Prefeitura de Cuiabá, destacando as medidas adotadas na Educação, por exemplo, que disse que irá manter e melhorar.

Vamos continuar e cada vez vai melhorando na Educação. Hoje, as crianças têm ar-condicionado, dois tipos de kit. Kit de uniforme e kit material. Perfeito, vamos continuar”.

“Calcanhar de Aquiles”

A Saúde Municipal terá uma atenção especial segundo o candidato do MDB, sendo preenchida com pessoas de perfil técnico, e abraçou discurso apresentado por Emanuel Pinheiro, de que a Saúde de Cuiabá atende todo o Estado de Mato Grosso.

O que aconteceu na Saúde. O que eu falo, os problemas pontuais eu, com certeza, vou colocar minha equipe técnica para trabalhar e vou resolver. Agora, a Saúde é um problema no Brasil inteiro, não é só aqui não. Agora, se atende Cuiabá e o Estado inteiro, nós temos que ver de quem é essa conta”.

O MDB hoje conta com apoio do Partido Democrático Trabalhista (PDT), e também tem conversado com o Democracia Cristão (DC) e com o Partido Novo, embora ambos possuam pré-candidatos. Mas que existe uma conversa com o ex-deputado federal e pastor protestante Victório Galli (DC) vir a ser o seu vive.

A gente está conversando, mas não acertamos ainda”.

Estava previsto neste sábado a realização da convenção da Democracia Cristã, mas o evento foi adiado. Uma nova data ainda não foi confirmada pelas lideranças do partido.

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Política

“Quando o ódio às mulheres deixa a internet, entra nas universidades”

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O que aconteceu dentro da Faculdade de Direito da UFMT não é apenas mais um episódio de misoginia universitária. É um retrato brutal de como a violência contra a mulher continua sendo banalizada até mesmo em ambientes que deveriam formar consciência, ética e civilidade“.

Disse à imprensa e em suas redes nesta quinta-feira (07),a diretora-executiva do União Mulher em Mato Grosso e presidente do União Brasil em Cuiabá, Gisela Simona, ao reagir com profunda indignação à divulgação de uma lista produzida por estudantes que classificava calouras do curso de Direito da UFMT como “estupráveis”.

Para Gisela, quando o ódio às mulheres chega às universidades, então a sociedade tem a obrigação de reagir antes que a violência simbólica se transforme em violência física e, pior, seja naturalizada.

Causa profunda indignação este episódio envolvendo alunos do curso de Direito da UFMT que produziram uma lista classificando colegas calouras como estupráveis. Não existe qualquer espaço para banalizar um ato como esse. Isto não é brincadeira, não é humor universitário, nem sequer pode ser observado como exagero de interpretação. Esta lista é literalmente um ato de violência, porque pressupõe a aceitação do estupro. É a reprodução de uma cultura cruel que humilha mulheres, incentiva a misoginia e normaliza o medo dentro de um ambiente que deveria ser de acolhimento, respeito e formação cidadã, afirmou.

A manifestação da dirigente ocorre em meio à forte repercussão do caso, que provocou revolta entre estudantes e levou centenas de universitários a protestarem no Campus da UFMT, em Cuiabá, com cartazes e manifestações públicas de repúdio. O conteúdo veio à tona após denúncia do Centro Acadêmico de Direito (CADI/UFMT), que divulgou nota cobrando providências institucionais e acompanhamento rigoroso das investigações.

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Após a repercussão, a Faculdade de Direito instaurou procedimento administrativo para apurar as condutas atribuídas aos envolvidos. A reitoria da UFMT também determinou o afastamento dos estudantes investigados.

Para Gisela Simona, contudo, a gravidade do episódio ultrapassa os limites de uma infração disciplinar universitária, pois expõe um nível alarmante de naturalização da violência sexual contra mulheres jovens.

O estupro é um dos crimes mais brutais que existem e deixa marcas permanentes em suas vítimas. Transformar isso em piada revela um nível assustador de desrespeito à dignidade humana e à segurança das mulheres. Nenhuma estudante entra numa universidade para ser exposta, constrangida ou tratada como objeto, ainda declarou.

E ao cobrar rigor nas apurações e punição exemplar aos responsáveis, Gisela também fez um movimento que ampliou a dimensão humana do debate ao relacionar o caso da UFMT a uma tragédia que ocorreu esta semana na capital mato-grossense: a morte da cantora de rock, Vanessa Capelette.

A conexão entre as duas histórias não foi construída apenas pela coincidência temporal. Mas pelo elo invisível e devastador que une mulheres marcadas pela violência sexual e pelo abandono emocional que frequentemente vem depois dela.

Ao comentar o caso, Gisela citou a repercussão do relato feito nas redes sociais pela cantora e compositora cuiabana Meire Pinheiro, que lamentou publicamente a morte de Vanessa. Em publicação emocionante, Meire relembrou a participação de Vanessa no projeto audiovisual “Viver Cultura”, realizado por meio da Lei Paulo Gustavo, ocasião em que a artista revelou ter sido vítima de estupro cometido por um padre, posteriormente preso sob acusações de abusos contra centenas de crianças.

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Segundo relatos de pessoas próximas, Vanessa jamais conseguiu se libertar completamente das marcas emocionais deixadas pela violência sofrida na infância. As cicatrizes atravessaram décadas, afetaram sua saúde mental e, silenciosamente, corroeram sua relação com a própria vida.

Para Gisela, faz-se necessário ampliar o debate sobre as graves sequelas que o estupro deixa na vida de uma pessoa. Sobretudo, quando se observa o crescimento dos movimentos extremistas conhecidos como Red Pill que têm dado sinais claros de infiltração também dentro de ambientes universitários de Mato Grosso.

Estamos falando de um trauma psicológico que destrói sonhos, destrói a saúde mental e, muitas vezes, destrói inteiramente o projeto de vida de uma pessoa. O estupro não termina no ato. Ele continua vivendo dentro da vítima por anos, às vezes pela vida inteira. Por isso precisamos deslocar o debate do terreno superficial das redes sociais para uma discussão muito mais profunda e mostrar uma sociedade que ainda insiste em minimizar violências que podem acompanhar mulheres até o fim da vida, inclusive, fazê-las desistir dela.

Para a parlamentar, episódios como o da UFMT demonstram que Mato Grosso precisa enfrentar de forma mais séria o avanço de discursos misóginos que se espalham pelas redes sociais e passam a influenciar comportamentos concretos no cotidiano.

Quando o ódio às mulheres deixa a internet, entra nas universidades, e se alastra no tecido social, temos obrigação de reagir”.

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