INTERVENÇÃO AGITA POLÍTICA CUIABANA
E aí Nenel, vai assinar o TAC e o TAG para reassumir a Saúde?
Desde o dia 9 de março, a gestão da Saúde do município de Cuiabá está sob Intervenção Estadual. Já se passaram 81 dias e, se a intervenção continuar com o Governo do Estado de Mato Grosso, o prefeito cuiabano Nenel Pinheiro não terá mais a estrutura para apoiar o seu candidato ao Palácio Alencastro para as próximas eleições municipais.
A Intervenção Estadual vem agitando a política de Cuiabá, colocando a corrida eleitoral para o Palácio Alencastro de 2024 em uma nova fase, senão venhamos e convenhamos: Nenel Pinheiro frequentemente tenta influenciar a opinião pública se lançando como vítima no qual afirma serem ações políticas; Nenel está aborrecido como a forma de como o presidente da “MARAVILHOSA” Casa de Leis, Zé Edu Botelho, por enquanto no União Brasil (UB), tratou a Intervenção na Saúde.
De acordo com o núcleo duro do Boteco da Alameda, o menino da Rua Joaquim Murtinho entendeu que Zé Edu não foi leal, criticando a sua administração. Nenel já descartou qualquer possibilidade de apoiar Edu Botelho; com afastamento de Nenel junto ao Botelho, abre-se espaço para o vice-prefeito José Roberto Stopa, do Partido Verde (PV), e o petista Ludio Frank Mendes Cabral, ambos da Federação Brasil da Esperança.

O parlamentar estadual Ludio Cabral já está fazendo o cálculo político na “oposição” da esquerda ao emedebista, o prefeito cuiabano Nenel Pinheiro.
Com essa nova fase, já se ventila no Boteco da Alameda o nome da “Mulher Maravilha”, a nossa querida deputada estadual pelo MDB, Janaína Greyce Riva, que já transferiu o seu domicílio eleitoral para Cuiabá.
Neste ínterim, o menino Fábio Garcia, deputado federal pelo União Brasil (UB), com certeza está rindo à toa, já que o padrinho político, o governador Mauro Mendes irá transferir um bom capital político para o candidato do Palácio Paiaguas.
E aí Nenel vai assinar o TAC e o TAG?
Vamos lá: na semana passada o Ministério Público Estadual (MPE) solicitou ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT), que a Intervenção na Saúde de Cuiabá seja prorrogada. Antes do TJMT decidir, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) terá que se manifestar.
Entretanto, para que a Saúde volte a ser administrada pela Prefeitura de Cuiabá, o meu amigo da Rua Joaquim Murtinho, Nenel Pinheiro deverá assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG), se comprometendo a não deixar que a Saúde Municipal volte a ficar em uma situação precária.
Caso a Prefeitura de Cuiabá não cumpra com os requisitos estabelecidos pelos documentos, Nenel Pinheiro poderá ser afastado do comando municipal.
“A Saúde de Cuiabá, nunca mais vai chegar ao ponto que chegou. Independente de quanto a gestão da Saúde só vai voltar mais a ser o que era. A Prefeitura vai ter que assinar o TAC e o TAG e o Tribunal de Contas do Estado passará a ter uma equipe de técnicos acompanhando simultaneamente todas as ações que a Prefeitura desenvolver na Saúde. O TCE vai acompanhar permanentemente cada minuto do pós-intervenção“, pontuou o Conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida.
O Conselheiro garantiu que a Saúde na Capital jamais chegará ao estado caótico que chegou durante a gestão Emanuel Pinheiro. O Prefeito da Capital de todos os mato-grossenses reconhece os problemas, chega a listar alguns. Mas afirma que são questões crônicas que a prefeitura tem condições de lidar. Nenel Pinheiro nega as irregularidades e se diz vítima de uma ação política.
Intervenção
Na primeira semana da Intervenção Municipal, o Gabinete montado pelo Governo do Estado para dar suporte, apontou falta de médicos, leitos vazios e fila de espera nas unidades de atendimento na Capital.
Das 104 unidades de Saúde, 37 estavam sem médicos. Seis leitos de UTI Pediátrica bloqueadas na unidade hospitalar por falta de bombas de infusão.
Já no antigo Pronto Socorro de Cuiabá, a quantidade de pacientes internadas era três vezes menor que a capacidade da unidade. A unidade pode atender 260 e, atualmente, há 76 pacientes no hospital e a equipe reabriu esses leitos.
PS: a Corte de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), vai dar um parecer até esta quarta-feira (31).
Até lá…. a Saúde continua na UTI.
Política
Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.
O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.
A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.
A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.
A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.
A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.
Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.
Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.
A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.
A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.
O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.
A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.
A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.
-
Artigos5 dias atrásAo produtor rural, com respeito
-
Artigos4 dias atrásUm apelo ao STF
-
Política6 dias atrásCorte de Contas rejeita denúncia contra Prefeito de Cuiabá por suposto uso de servidores em redes sociais
-
Política6 dias atrásUnião Brasil projeta liberdade de apoio e afasta risco de ruptura interna
-
Política4 dias atrásCenário de “oposição” ganha força com disputa pela Mesa Diretora em Cuiabá
-
Artigos4 dias atrásNova droga aprovada pela Anvisa controla fogachos e outros sintomas associados à menopausa
-
Artigos6 dias atrásExiste, de fato, um livre-arbítrio?
-
ESPORTES6 dias atrásFortaleza transfere duelo contra o Palmeiras para a Arena Pantanal



“