COMEÇOU A ELEIÇÃO MUNICIPAL EM CUIABÁ
Disputa “esquenta” eleição municipal com denuncias, criticas e alfinetadas
Em época de eleição, todo mundo sabe que muitos agentes políticos vivem de fazer criticas a gestão municipal ou estadual, e acaba que tanto o governador e o prefeito da capital acabam reagindo as declarações dos adversários políticos. Hoje não da pra fazer comparação de uma administração municipal com a administração estadual.
Os debates, os ataques, as alfinetadas continuam a acontecer na Capital de todos os mato-grossenses, após as recentes declarações tanto do Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), quanto a do Governador do Estado de Mato grosso, Mauro Mendes Ferreira (DEM).
A repercussão chegou ate a Câmara Municipal de Cuiabá, gerando debates entre os vereadores da Capital ligados aos dois grupos políticos.
A campanha política em Cuiabá estava morna, mas ganha novos contornos com pré-candidatos tentando esquentar o debate quanto a sucessão municipal.
Com repercussão nos veículos de imprensa, a troca de insultos e acusações nas redes sociais sinaliza que a pré-campanha eleitoral em Cuiabá mostra que já começou.
O bateu-levou envolve políticos com mandatos, políticos sem mandatos e dirigentes de órgãos públicos estaduais e federais.
O esquenta da eleição municipal nas redes sociais mostra que a campanha eleitoral seguirá o padrão com muita troca de farpas e nenhum projeto prático de política pública para Cuiabá.
A picuinha e a desconstrução de adversários tendem a formar o cenário da campanha eleitoral. Ou seja, a tendência é investir na futilidade política e fugir da responsabilidade pública.
O clima em Cuiabá mostra que a eleição municipal vai ser bastante interessante. E as trocas de gentilezas entre os chefes do Executivo Estadual e o Municipal vai se prolongar ate o final da eleição de 2020.
Nesta ultima terça-feira (8), mais uma vez o Democrata Mauro Mendes voltou a criticar duramente a gestão do emedebista, o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.
O chefe do Executivo Estadual disse que Emanuel Pinheiro terá que explicar o escândalo que vem acontecendo em sua administração, e será difícil para Emanuel explicar.
Mendes se referiu ao escândalo do dinheiro no “Paletó” quando aparece nas imagens o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro recebendo maços de dinheiro no Palácio Paiaguás quando estava no mandato de deputado estadual, e segundo informações e denuncias, eram de propina.
“Ele vai ter que explicar o escândalo do dinheiro no “Paletó”, hoje na sua administração tem três secretários que foram afastados por corrupção, e estão sendo investigadas as finanças públicas, eu acredito que os cuiabanos saberão escolher as pessoas certas nesta eleição… Cuiabá merece muito mais”.
Emanuel Pinheiro teve o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia, preso pela Polícia durante a segunda fase da “Operação Sangria”, que investiga organização criminosa que teria montado esquema para monopolizar a Saúde na Capital.
Alex Vieira Passos foi alvo da segunda fase da “Operação Overlap”, da Polícia Civil, juntamente com o Ministério Público Estadual (MPE), que apura desvios ocorridos na Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá, com movimentações suspeitas na ordem de R$ 1 milhão, além da contratação de empresas de propriedade do secretário de Educação afastado, Alex Vieira Passos, para reforma em creches municipais.
O Procurador-geral do Município, Marcus Brito, também alvo de investigações, foi afastado por determinação da Juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, pelo prazo de 180 dias, além de ter sido solicitado pelo próprio procurador, que sinalizou ao prefeito Emanuel Pinheiro seu pedido de afastamento.
O governador em suas criticas, disse também que Emanuel Pinheiro vem “maquiando” a contabilidade do município de Cuiabá, e quem fez a grave denuncia foi o vereador do Democrata (DEM), Marcelo Bussick após enviar uma representação para a Secretária do Tesouro Nacional (STN) dizendo que o Prefeito de Cuiabá estava tentando burlar regras para criar uma falsa ideia de normalidade fiscal e assim conseguir contrair empréstimos, e denunciou também que Cuiabá está com a nota que mede a Capacidade de Pagamento (Capag) de 2020 suspensas.
Caros leitores do Blog do Valdemir, vários nomes estão sendo apresentados nesta eleição municipal, há uma perspectiva de que, após as convenções, apenas 4 nomes sejam oficializados. Várias coligações já estão se formando. As convenções dos partidos ocorrerão até 16 de setembro.
O registro dos candidatos na Justiça Eleitoral deve ser feito até 26 de setembro, e a campanha começa em 27 de setembro, nas ruas e na internet. A partir desta data, os candidatos poderão pedir votos e dizer o número que usarão na urna eletrônica. A eleição em primeiro turno está marcada para 15 de novembro. Se nenhum candidato a prefeito atingir metade mais um dos votos válidos, os dois primeiros colocados seguem para o segundo turno, em 29 de novembro.
E já começou as eleições municipais de 2020.
Política
Pesquisa interna ditará rumo ao Palácio Paiaguás
As movimentações internas no cenário político mato-grossense ganharam um novo componente estratégico com a decisão do Senador Jayme Campos (UB) de avaliar cientificamente o cenário eleitoral. O parlamentar busca mensurar a viabilidade de seu nome em uma futura disputa pelo comando do Poder Executivo Estadual.
Esta articulação de bastidores ocorre em meio a intensos debates no diretório de sua própria legenda e repercute diretamente na capital do estado, Cuiabá. A mobilização das lideranças partidárias e a contratação do levantamento de dados intensificaram-se nos últimos dias, consolidando as peças do xadrez político local.
A iniciativa visa sanar as incertezas sobre a aceitação popular do congressista perante os demais concorrentes que já se posicionam para o pleito majoritário. Com a coleta técnica de dados, o senador pretende basear suas próximas decisões em diagnósticos precisos, evitando desgastes ou aventuras eleitorais desnecessárias.
O próprio Senador Jayme Campos lidera pessoalmente essa estratégia de avaliação e coordena o direcionamento dos trabalhos institucionais junto ao mercado de pesquisas. A execução do levantamento amostral foi delegada a um instituto de consultoria estatística de renome nacional, cuja identidade é mantida sob reserva corporativa.

A motivação para o investimento em um estudo dessa magnitude justifica-se pelo histórico político do parlamentar, caracterizado pela prudência e pela aversão a riscos calculados de forma empírica. O político busca compreender as reais demandas do eleitorado contemporâneo e identificar quais atributos são considerados indispensáveis para a gestão pública moderna.
A concretização da candidatura ao Palácio Paiaguás dependerá estritamente dos resultados apontados pelos relatórios finais desta pesquisa quantitativa e qualitativa de consumo interno. Os números finais servirão como fiel da balança para definir se o senador manterá a postulação ou se abrirá espaço para novas composições.
O processo de coleta de dados estruturado pelo instituto abrange entrevistas detalhadas, simulações de múltiplos cenários de votação e análise aprofundada dos índices de rejeição. Os pesquisadores buscam mapear minuciosamente o perfil ideal de governante desejado pela maioria dos cidadãos mato-grossenses nas diferentes regiões do estado.
O principal ponto de atenção e eventual obstáculo para o projeto reside na concorrência consolidada representada por nomes expressivos como o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL). Diante de adversários com forte apelo popular, o monitoramento de rejeição torna-se o indicador mais crítico para a viabilidade do plano governista.

Caso os relatórios técnicos apresentem um indicativo desfavorável ou um “alerta vermelho” intransponível, o impacto imediato será o recuo estratégico do parlamentar. Nessa hipótese, Jayme Campos planeja construir uma saída política honrosa para retirar sua pré-candidatura antes mesmo da abertura oficial das convenções partidárias.
Os desdobramentos dessa sondagem interna devem orientar os próximos discursos públicos e as alianças que o União Brasil firmará nos próximos meses. O desfecho da pesquisa ditará o ritmo das negociações de bastidores, definindo se o grupo marchará unido ou se haverá uma fragmentação nas candidaturas ao Governo Estadual.
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